Categoria: Gestão

  • 4 passos para melhorar a gestão do seu negócio

    4 passos para melhorar a gestão do seu negócio

    Precisa desenvolver melhor a gestão do seu negócio? Muitos Microempreendedores Individuais trabalham sozinhos e cuidam de todas as áreas da empresa com dedicação.

    Existem várias ferramentas e atitudes que podem ajudar a promover uma gestão eficaz e com um melhor controle dos processos, para que o crescimento e desempenho da sua empresa continuem evoluindo.

    Confira alguns passos que listamos para você melhorar a gestão na do seu negócio!

    Como otimizar a gestão de seu negócio

    A gestão de um negócio envolve todo o processo administrativo, como a criação de planejamento estratégico, busca de tecnologias, gestão financeira, recrutamento de pessoas, execução da produção ou serviço, acompanhamento dos resultados e muito mais.

    Desenvolver continuamente a gestão do negócio garante uma operação eficiente para conseguir direcioná-lo rumo ao crescimento.

    Através de um diagnóstico detalhado você consegue enxergar todas as áreas do negócio com clareza e entender como desenvolvê-las, criando um plano de ação com objetivos claros, evitando erros, desperdícios e chegando em um resultado financeiro positivo.

    Crie um planejamento estratégico

    Para realizar uma boa gestão do seu negócio, é essencial criar um bom planejamento estratégico que guie o caminho que a empresa deve percorrer para atingir os objetivos desejados. Considere dados sobre o mercado, os fornecedores, a produção, clientes, vendas e outras áreas relevantes.

    O planejamento estratégico é o documento que descreve a missão da empresa, sua visão de futuro, valores, objetivos e metas.

    Acompanhe o planejamento financeiro

    As finanças possuem um papel muito importante na gestão do seu negócio. A falta de acompanhamento pode gerar problemas em diversas áreas da empresa, causando contratempos e pode até te levar à falência.

    Liste suas responsabilidades construa o planejamento financeiro nele deve conter: fluxo de caixa, contas a pagar e receber, custos e despesas e fique de olho na saúde financeira da empresa.

    Você pode usar aplicativos para smartphones ou computadores, criar ou baixar planilhas com modelos de gerenciamento financeiro e até pedir a ajuda de um contador. Manter orçamentos mensais detalhados vai te ajudar a acompanhar o seu negócio e verificar o que pode ser aprimorado e economizado.

    Conheça seus clientes

    Todos que estão envolvidos com a gestão do negócio devem possuir um conhecimento profundo de seus clientes, seus hábitos de consumo, desejos,  problemas e o mercado onde atua.

    Faça pesquisas e análises de forma constante para definir o perfil do seu cliente ideal, quem eles são, em quais canais de comunicação estão, como é a melhor forma de se relacionar com eles, quais são os problemas que a sua empresa pode resolver para eles.

    Acompanhe e analise os resultados

    Acompanhar seu desempenho geral e cada área do negócio de forma isolada possibilita a você melhorar a gestão do seu negócio por saber o rendimento alcançado, os custos exatos da operação, a performance das metas criadas e quais problemas ocorreram no caminho.

    Assim, você identifica claramente o que pode melhorar ou corrigir, quais as causas dos problemas, como prevenir que se repitam e qual é o melhor caminho para chegar aos objetivos desejados.

    Além disso, é por meio de uma análise de desempenho que você enxerga onde precisa atuar para promover a melhoria contínua. Isso gera a inovação no seu negócio, pois provoca mudanças de processos e aprimoramento das características do seu produto.

    Precisa de ajuda para melhorar a gestão da sua empresa? Acesse o Hub Sebrae e conheça as soluções que temos para o seu negócio.

  • Dicas de ouro para selecionar funcionários de alto desempenho

    Dicas de ouro para selecionar funcionários de alto desempenho

    Um dos maiores segredos de sucesso de uma empresa é a qualidade da mão de obra. Por isso, selecionar funcionários de alto desempenho e, mais do que isso, conseguir mantê-los por perto é determinante para atingir os objetivos almejados.

    Se você, empreende, é também responsável pelos recursos humanos – RH- da sua empresa e não sabe nem por onde começar a estruturar um processo se seleção eficaz, fique tranquilo: separamos algumas dicas de ouro especialmente para você. Confira!

    Saiba quem você está buscando

    Você já deve ter ouvido falar que para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. A mesma lógica vale na contratação de novos colaboradores: se você não sabe exatamente quem está buscando, as chances de trazer para dentro da empresa uma pessoa que não atende às suas expectativas são altas. Afinal, você nem sabia ao certo quais eram essas expectativas para começar.

    Por isso, o primeiro passo é traçar o perfil do candidato ideal, levando em conta aspectos de conhecimento técnico, experiência prévia e comportamento. Possivelmente, você não vai encontrar alguém que entregue tudo aquilo que imaginou, por isso, é importante definir os critérios essenciais que vão te ajudar a filtrar esses candidatos.

    Desenhe o processo seletivo

    È muito comum que as empresas comecem a prospectar candidatos sem nem ao menos ter estruturado o processo seletivo. Quais serão as etapas? O que acontece depois da análise de currículo? Quem vai entrevistar esses candidatos? Vai haver aplicação de teste? Será aplicado algum tipo de dinâmica?

    Não existem respostas prontas para essas questões, porque tudo vai depender do perfil da empresa, da vaga, do que se espera do candidato em questão, além de outras variáveis. O ponto aqui é justamente planejar um processo seletivo que aumente as chances de selecionar funcionários que realmente atendam às necessidades do seu negócio.

    Por exemplo: se você precisa muito que o funcionário tenha uma boa escrita para a vaga em questão, como vai avaliar isso apenas com uma entrevista oral? Provavelmente, será necessário aplicar um teste escrito, uma redação. Se o novo colaborador vai ter que liderar pessoas, pode ser interessante observar como ele se comporta em uma dinâmica de grupo e assim por diante.

    Dentro desse processo um ponto que merece atenção é: estruture a entrevista com cuidado . Escreva um roteiro com as perguntas que não podem faltar e com os principais aspectos que precisam ser observados e avaliados no candidato.

    Descreva a vaga em detalhes

    descrição da vaga é o que vai atrair candidatos para participarem do processo seletivo. Se você quer atingir as pessoas certas, a vaga precisa ser detalhada. Pense o seguinte: um bom profissional, seguro da sua carreira, dificilmente vai se interessar em concorrer a uma vaga que mal compreende do que se trata!

    Imagine que selecionar funcionários, de certo modo, é como vender sua empresa para eles. Isso significa que também exige um certo encantamento (sempre baseado na verdade). Uma boa descrição de vaga precisa ter:

    • O perfil do candidato que a empresa está buscando;
    • Qual é a função que ele vai assumir;
    • Quais serão as suas atribuições e atividades;
    • Como esse emprego pode agregar valor na sua carreira (perspectivas de aprendizagem e crescimento);
    • Remuneração;
    • Benefícios.

    Além de encantar, uma boa descrição também já é um filtro, porque vai diminuir as chances de que se apliquem para a vaga candidatos que não estão de acordo com o esperado.

    Ofereça bons benefícios

    A vida é feita de contrapartidas. Você não vai atrair um profissional incrível se ele não enxergar motivos para se juntar à sua empresa. Por isso, procure se colocar no lugar desse funcionário para pensar em benefícios que façam aquela vaga valer a pena para ele!

    Lembre-se os benefícios que estamos falando aqui não são apenas aqueles garantidos por lei e praticados pelo o setor por igual, é importante ofertar aos colaboradores benfeitorias a mais. Parcerias que garantam descontos em academias ou atividades físicas pode ser um incentivo a saúde dos colaboradores e um bom atrativo para os novos funcionários, por exemplo.

    Foco nos aspectos comportamentais

    Esse é outro erro comum ao selecionar funcionários: olhar apenas para os aspectos técnicos. Isso pode fazer você contratar um colaborador que tem muito conhecimento, mas que não sabe trabalhar em equipe, não lida bem com feedback, não cumpre prazos e uma série de outras questões que só podem ser analisadas quando o perfil  comportamental, também conhecido como soft skill está em foco.

    Que tal recontratar?

    Toda empresa tem aquele ex-funcionário que se destacava em suas funções, mas que pediu desligamento para aceitar uma oportunidade melhor em outro lugar.

    Quando abrir uma vaga, pense se existe alguém com essas características e se a vaga atual pode ser vantajosa para essa pessoa. Se sim, vale a pena tentar um contato e oferecer a oportunidade.

    Também é importante estar atento aos talentos da casa que podem ser realocados em melhores oportunidades e ter seus esforços reconhecidos.

    Mantenha bons funcionários

    O trabalho de selecionar funcionários não acaba na contratação. O desafio maior vem depois: conseguir mantê-los na empresa. Para isso:

    • Monte uma equipe para cada setor da sua empresa: isso vai permitir que cada colaborador tenha tarefas bem definidas, sem desvio ou acúmulo de função. Muitos empreendedores de pequenas empresas cometem o erro de achar que uma única equipe vai resolver os problemas de todos os departamentos da empresa;
    • Sabe aqueles benefícios que você prometeu na prospecção do funcionário? É hora de cumpri-los! Bons profissionais valorizam empresas que demonstram o reconhecimento pelo bom trabalho realizado;
    • Invista em cursos de capacitação para a equipe, demonstrando interesse em desenvolver as competências e dar o suporte necessário para que o funcionário faça o que se espera dele;
    • Sempre preze pela coerência ao definir as políticas de cargos e salários. Pessoas que exercem as mesmas funções devem ter a mesma remuneração. Isso evita conflitos e a competitividade nociva dentro do time;
    • Escute o seu funcionário. Ele deve se sentir seguro para fazer críticas que possam melhorar os processos e o clima organizacional. Um ambiente no qual o colaborador se sente coagido, nunca vai ser útil na retenção de talentos;
    • Crie oportunidades para que aqueles funcionários que ainda estão se desenvolvendo possam aprender com os mais experientes e tem suas competências mais consolidadas;
    • Não negligencie a entrevista demissional. Quando um funcionário pede o desligamento, é fundamental saber os motivos e avaliar se há um padrão. Em caso positivo, a empresa saberá em que ponto precisa intervir.

    Invista tempo e recurso em selecionar funcionários e manter um time de excelência. Você jamais irá se arrepender dessa escolha.

    Quer conferir mais dicas sobre liderança e gestão de negócios? Então acompanhe nosso canal no YouTube!

  • Dupla jornada de trabalho e outros desafios das mulheres

    Dupla jornada de trabalho e outros desafios das mulheres

    dupla jornada de trabalho é um dos maiores problemas enfrentados pelas mulheres que se aventuram no mercado profissional. Contudo, não é o único desafio a ser superado por elas, afinal, a sua caminhada é cheia de percalços.

    Conhecer os problemas enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho pode nos ajudar a superar esses obstáculos. Para ficar por dentro dos desafios e outras informações importantes, leia o artigo a seguir!

    Dupla jornada de trabalho e as mulheres

    Segundo pesquisa divulgada pelo IPEA, as mulheres trabalham 7,5 horas a mais do que os homens por semana. Isso porque, em sua maioria, elas também são as responsáveis pelas tarefas domésticas em seus lares.

    dupla jornada de trabalho, aqui tratada, é o acúmulo de atividades profissionais e domésticas assumidas pelas mulheres. Um desafio diário que as faz realizar uma longa lista de tarefas a fim de cumprir as suas obrigações profissionais e a manutenção de seu lar.

    Apesar da crença que as mulheres têm dificuldades em conciliar as responsabilidades do trabalho com as de casa, isso é uma atividade natural para elas, ainda que seja cansativa pelo o volume de ações a serem executadas.

    O desafio das mulheres é delegar as atividades de trabalho com a sua equipe, e dividir as responsabilidades domésticas com aqueles com quem compartilha o lar. Montar um cronograma de atividades também pode ajudar na distribuição de suas atribuições.

    Outros desafios enfrentados pelas mulheres no mercado

    Alguns dos principais desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho, atualmente, são os seguintes:

    • Diferença de salário entre as pessoas de ambos os sexos;
    • Dificuldades em crescer na carreira;
    • Insegurança no mercado;
    • Assédios de naturezas diferentes durante sua atuação no mercado;
    • Descrédito;
    • Objetificação do corpo feminino.

    Os obstáculos  são muitos, e uma pesquisa recentemente divulgada, realizada em parceria entre LinkedIn e Think Eva, mostrou que 47% das mulheres já sofreram com assédio sexual no trabalho. Isso só mostra o quanto ainda é preciso evoluir para extinguir comportamentos indesejáveis.

    Como as empresas podem ajudar

    Como vimos, além da dupla jornada de trabalho, são vários os desafios enfrentados por milhões de mulheres trabalhadoras em nosso país. O serviço é exaustivo, e, em muitos casos, elas não contam com o apoio das empresas onde exercem sua profissão.

    Porém, isso precisa mudar. Para isso, os empregadores podem investir em uma melhor gestão de tempo das funcionárias. Ao disponibilizar as ferramentas certas, as trabalhadoras podem organizar suas tarefas e conciliar as atividades da melhor forma.

    Isso ajuda a manter um bom rendimento no trabalho, otimizando resultados e possibilitando que a trabalhadora cuide de suas outras responsabilidades. A mudança também precisa partir dos empregadores, pois são eles que montam o horário de trabalho de todas elas.

    Adotar a flexibilização do horário de trabalho pode ser uma solução para a empresa, com isso as funcionárias podem conciliar seus compromissos pessoais e profissionais e com isso melhorar o rendimento no trabalho.

    Nosso artigo fica por aqui e se você se interessou em fazer uma gestão de tempo mais eficaz para suas funcionárias, leia o texto que preparamos para te ajudar. Confira!

  • Reconhecimento profissional: 4 ações para reter talentos femininos

    Reconhecimento profissional: 4 ações para reter talentos femininos

    reconhecimento profissional é importante para todos os trabalhadores no cenário atual. Antes negligenciado por muitas empresas, a valorização do funcionário se torna indispensável no mercado para assegurar pessoas mais capacitadas e hábeis na equipe de trabalho.

    A retenção de talentos femininos só acontece quando há o verdadeiro reconhecimento por parte dos negócios. Sem a valorização realizada em ações, é questão de tempo até que a empresa perca as suas melhores funcionárias.

    As mulheres, do ponto de vista histórico, não foram devidamente estimadas no universo profissional, e já passou o momento de mudar essa situação. Por isso, confira algumas ações que irão te ajudar a reter talentos femininos em sua empresa no artigo a seguir.

    Promover mulheres para cargos de liderança

    reconhecimento profissional feminino precisa de incentivos para acontecer. Promover as mulheres a cargos de liderança é uma das soluções mais viáveis, mas ainda pouco praticada por muitas empresas.

    Hoje, segundo dados do IBGE, apenas 37,4% dos cargos de liderança nas empresas são ocupados por mulheres, parcela inferior aos 50% ideais. Isso mostra que o sexo feminino ainda é pouco valorizado no mercado, e, comumente, as mulheres são pouco utilizadas como tomadoras de decisões.

    Porém, ainda segundo a mesma pesquisa, o caminho para que o reconhecimento profissional feminino aconteça é simples: a promoção de mulheres para cargos de alto escalão. Fazer isso, com certeza, vai ajudar as empresas a reter os talentos femininos que desejam.

    Caso não tenha uma mulher ocupando posição de destaque em sua empresa, criar um projeto, para promover o reconhecimento e destinar o cargo de liderança a uma, é um passo importante a ser tomado. Os preconceitos de gênero ficaram no passado, e não têm mais espaço na sociedade atual.

    Capacitar a equipe

    Essa ação para reter talentos funciona em qualquer situação. Aqui, é interessante que a empresa entenda que o investimento na capacitação profissional dos seus funcionários vai trazer um excelente retorno para o negócio no futuro.

    Disponibilizar cursos de qualificação é uma maneira de reconhecer o serviço da sua colaboradora e ainda de melhorar a qualidade técnica da sua equipe. Em todo caso, contar com programas de treinamento, ajuda a desenvolver as capacidades profissionais das mulheres e de todo o seu time.

    E isso pode servir como balizador no momento de realizar uma promoção. Em áreas que exigem a presença de profissionais com habilidades específicas no mercado, as suas funcionárias, já treinadas, podem ocupar os cargos específicos.

    Uma profissional de marketing, por exemplo, pode fazer um curso para redes sociais e, no futuro, tornar-se uma gerente da área de comunicação. Todo o investimento feito em capacitação acaba retornando para a empresa.

    Hoje, oferecer um curso de inglês ou algo mais específico do seu setor de atuação são alternativas interessantes de qualificação profissional. Isso, além de ajudar a reter talentos femininos, também atrai bons trabalhadores para a empresa.

    Mostrar para o funcionário que você se preocupa com as melhorias da carreira dele, é importante para mantê-lo motivado. Além disso, como dissemos, o investimento na qualificação da equipe é melhorar o futuro da empresa e representa um excelente custo-benefício.

    Flexibilizar o horário de trabalho

    Uma maneira de demonstrar reconhecimento profissional é flexibilizando o horário de trabalho das funcionárias. Isso porque, em muitos casos, as mulheres precisam conciliar suas atribuições como dona de casa ou mãe, além das suas responsabilidades profissionais.

    jornada dupla de trabalho é a realidade de boa parte das mulheres que estão inseridas no mercado de trabalho.

    E, segundo dados do IBGE, as horas dedicadas aos afazeres domésticos são maiores no caso do sexo feminino.

    Conforme pesquisa realizada pela instituição, durante a semana, a mulher que trabalha também precisa dedicar cerca de 18,5 horas ao trabalho doméstico. Em comparação com os homens, esse número cai para aproximadamente 10,4 horas.

    Flexibilizar o horário dar mais tempo para mulheres conciliarem as responsabilidades da vida pessoal e profissional o que é benéfico para a empresa. Uma funcionária que consegue chegar focada nas atividades e no ambiente de trabalho acaba apresentando melhor rendimento durante a realização de suas tarefas.

    Além disso, por saber que a flexibilização de horário existe na empresa, fica muito mais fácil reter talentos femininos. Reconhecer que somos diferentes e buscar por formas de promover igualdade  é o ideal para todos os negócios.

    Igualdade salarial

    Disponibilizar um bom salário nem sempre é sinônimo de reconhecimento profissional. Porém, ainda assim, dar uma remuneração digna para as suas funcionárias, é fundamental para que a retenção de talentos seja, de fato, efetiva em sua empresa.

    É preciso reconhecer que, no mercado atual, mulheres ainda recebem menos do que os homens. E, quando falamos dessa questão, estamos nos referindo a dois profissionais que exercem, exatamente, a mesma função em um negócio.

    De acordo com pesquisa do IBGE, as mulheres recebem, em média 77,7% do salário masculino, valor que não pode ser admitido. Promover a real igualdade de remuneração em seu empreendimento é essencial para garantir o bom rendimento das suas funcionárias.

    Apenas o bom salário não é capaz de reter talentos femininos, pois são muitos os pontos que devem ser considerados. A jornada dupla de trabalho e o respeito no local de trabalho são outros aspectos que precisam ser considerados.

    Para reter talentos em seu empreendimento, é necessário tomar medidas que visem promover a igualdade de gênero no ambiente de trabalho, não apenas no quesito salarial.

    A adoção de planos de cargos e salários, que visem remunerar os funcionários de acordo com a sua função e atividades na empresa é uma ação que pode ser tomada para apoiar a equiparação salarial. Assim independente de ser homem ou mulher, ao se ocupar determinada função, o profissional vai acabar recebendo o mesmo valor.

    A transparência quanto aos valores salariais para todos os cargos também é importante. Não é necessário dizer o salário de todos individualmente, porém, é importante que o gestor se encarregue de verificar que a igualdade de valores existe no negócio.

    Leia também nosso artigo sobre como fazer mudanças na empresa de forma segura, e aproveite nossas dicas.

  • Desenvolva a sua liderança em 5 passos

    Desenvolva a sua liderança em 5 passos

    Melhorar a gestão de sua empresa está diretamente ligado com seu desempenho no papel de líder e na manutenção da motivação de sua equipe. Ainda que muitos possuam vocação natural para liderar, essa habilidade pode ser desenvolvida seguindo alguns passos.

    Confira abaixo 5 passos para aprimorar a sua liderança e colher bons resultados em seu negócio!

    1. Valorize a comunicação com a equipe

    Desenvolver uma boa comunicação com os colaboradores é fundamental para uma liderança assertiva. A forma com que você lida com as pessoas é sempre observada pelos colaboradores e tem impacto na forma como você é visto.

    Seja sempre gentil e cordial no tratamento das pessoas e busque se comunicar de forma clara, objetiva e de maneira empática. Entenda a fundo as questões, esteja sempre aberto para escutar os outros e compreender melhor seus pontos de vista.

    Isso impacta em sua imagem perante a equipe e ajuda a criar um ambiente de confiança e respeito onde os colaboradores sabem que podem falar abertamente com você sobre qualquer questão do trabalho. Isso tem grande impacto na produtividade de sua equipe.

    2. Gerencie e acompanhe os processos

    Como gestor, é importante conhecer os processos do seu negócio, assim como acompanhar os resultados e o desempenho dos colaboradores.

    Uma gestão próxima ao fluxo de trabalho da empresa te ajuda a se manter atento aos pontos críticos. Estabeleça sempre métodos eficazes que contribuam para melhores resultados e que satisfaça as necessidades da equipe para que possam atingir as metas estabelecidas.

    3. Reconheça as habilidades do time

    Para ser um líder de sucesso também é preciso observar as aptidões de seus colaboradores e valorizar suas qualidades e habilidades. Entenda que isso não engloba somente apreciar quem é bom em algo, mas também ajudá-los e desenvolver seus talentos.

    Para isso, é importante citar a proximidade com a equipe e olhos atentos para compreender no que cada pessoa é boa, assim como ajudar a desenvolver suas habilidades.

    4. Crie um ambiente de confiança

    Um líder respeitado e inspirador é aquele que se coloca sempre disponível e próximo das pessoas. Um ambiente favorável ao desenvolvimento da equipe é aquele em que se tem um objetivo comum a todos, o que gera sinergia, cooperação e a responsabilidade compartilhada.

    Criar relações mais próximas e sinceras, entre as pessoas para que não tenham medo de levar um problema ou informação até você. Isso contribui muito para uma boa gestão de equipe e para que a empresa alcance o sucesso.

    5. Delegue responsabilidades e processos

    Centralizar todas as responsabilidades e processos no líder não é uma boa ideia. Isso causa a sensação de falta de confiança ou desvalorização da capacidade dos colaboradores.

    Delegar funções e responsabilidades também ajuda a criar o senso de liderança em seus funcionários, já que terão que tomar decisões e propor soluções. Lembre-se que isso não significa sobrecarregar as pessoas, envolve reconhecer seus esforços, proporcionar elogios, promoções ou outras formas de reconhecimento.

    Se você tem interesse em saber mais sobre a os desafios da liderança, acesse o nosso infográfico sobre como criar uma equipe imbatível.

  • 5 maiores desafios da gestão de equipes e como contorná-los

    5 maiores desafios da gestão de equipes e como contorná-los

    A gestão de equipes pode trazer dificuldades para os gestores, independente do tamanho da empresa, gerando dúvidas e causando inseguranças que parecem não ter solução.

    Entenda um pouco sobre os desafios da gestão de equipes, alguns fatores e atitudes que irão tornar a relação com colaboradores mais fácil e produtiva.

    Entendendo a gestão de equipes

    Quando falamos em gerir equipes, isso significa realizar o acompanhamento das atividades realizadas pelos colaboradores, assim como orientá-los e motivá-los de forma a melhorar o seu desempenho.

    O gestor deve ter um canal aberto de comunicação com as pessoas, assim como acompanhar o que é desenvolvido de perto, ajudando-os para que objetivos e metas sejam cumpridos como planejado.

    Veja abaixo os 5 maiores desafios da gestão de equipes e como driblá-los no dia a dia da empresa:

    1. Estimular a autonomia e proatividade dos colaboradores

    Aumentar a produtividade e dar autonomia aos colaboradores são grandes desafios da gestão de equipes, mostrar aos seus membros que podem, sim, assumir responsabilidades sem repassar todas as decisões ao líder para aprovação vai melhorar a performance da sua empresa.

    O líder deve orientar bem a sua equipe, para que cada colaborador conheça suas atribuições, estimular as pessoas a compartilhar ideias que possam melhorar os resultados do negócio e assim promover um ambiente de inovador e proativo.

    Ao determinar com clareza as atividades e metas dos membros da equipe, o líder estimula o comprometimento e a autonomia do grupo para propor soluções sem a necessidade de sua prévia aprovação.

    É importante que o gestor passe confiança às pessoas e as oriente sempre, oferecendo direcionamento quando houver dúvidas. Isso vai melhorar o engajamento de sua equipe.

    2. Lidar com conflitos

    Quando uma equipe não possui confiança, pode haver dificuldade em criar engajamento na resolução de problemas que acontecem na empresa por terem receio de expressarem sua opinião sincera.

    O líder deve mostrar que a participação ativa de todos é fundamental para lidar com questões pertinentes ao trabalho, e que podem participar sem medo de que suas ideias ou opiniões sejam julgadas.

    O líder deve estimular um ambiente de cooperação e harmonia entre os seus colaboradores e incentivar a resolução de conflitos através do diálogo.

    3. Manter a equipe motivada

    Em ambientes empresariais, manter a motivação de sua equipe funciona como um combustível para garantir maior produtividade.

    Para assegurar uma equipe motivada, crie ações junto ao Recursos Humanos (RH) para estimular o desenvolvimento do grupo e seu espírito de proatividade, o que incentiva seus talentos internos a darem o melhor de si.

    É possível conceder mais benefícios, desenvolver planos de carreira, flexibilizar o horário de trabalho, entre outras ações que ajudem a motivar os colaboradores.

    4. Evolução e capacitação da equipe

    Contribuir para o desenvolvimento das pessoas também é fundamental para alcançar o sucesso na gestão de equipes.

    Para isso, oferecer treinamentos, cursos e outras formas de aperfeiçoamento pessoal é benéfico, não só para garantir melhores resultados no negócio, mas também para mostrar que a empresa valoriza seus funcionários e investe em suas carreiras.

    5. Estar atento ao clima organizacional

    A motivação da equipe e seu desempenho muitas vezes está relacionado ao clima e cultura organizacional e como eles conseguem estimular as pessoas a desenvolverem suas funções ao mesmo tempo que promovem um ambiente estimulante.

    Lide com os possíveis conflitos que surgem no cotidiano para ter uma equipe unida, com bom relacionamento interpessoal e aberta para conversar sobre dificuldades e problemas com foco em soluções.

    Para lidar com esses e outros desafios da gestão de equipes, conheça os serviços do Sebrae Alagoas que te ajudarão a desenvolver seu negócio.

  • CRM: como otimizar a gestão de relacionamento com o cliente?

    CRM: como otimizar a gestão de relacionamento com o cliente?

    Focar na gestão de relacionamento com o cliente pode ser transformador para empreendedores. Esse é o resultado de um esforço constante para construir o tipo de vínculo duradouro que leva o seu negócio para o próximo patamar.

    Os sistemas de CRM representam a evolução desse modelo de gestão, que busca disponibilizar informações completas e confiáveis sobre os clientes e os seus hábitos de consumo. Quer saber mais sobre o assunto? Então, confira o nosso post até o final e tire todas as suas dúvidas sobre o funcionamento do CRM.

    CRM x CXM: quais são as diferenças?

    CRM significa Customer Relationship Management ou Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente, em português. Esse é um sistema que possibilita a gestão inteligente de dados dos clientes. Essa é uma ferramenta que vai muito além do simples cadastro de contato e registro de compras. O CRM conta com:

    • compartilhamento de informações relevantes;
    • estimativas e previsão de vendas;
    • relatórios gerenciais;
    • automação de e-mails customizados;
    • histórico detalhado das solicitações atendidas.

    Ou seja, estamos falando de um programa robusto que realmente entrega vantagens para seus usuários. Contudo, de tempos em tempos, surgem novas ideias e metodologias de trabalho que modificam o cenário atual.

    É nesse ponto que o CXM ou Customer Experience Management mudou o foco para o Gerenciamento de Experiência do Cliente. O objetivo desse sistema é avaliar todas as interações entre a empresa e seus clientes. Os dados coletados são processados para criar um retrato da qualidade do atendimento e da experiência durante a compra.

    Como implementar uma estratégia de CRM que dê resultado?

    Listamos algumas ideias que possibilitam a otimização da gestão de relacionamento com o cliente. Acompanhe.

    Diferencie os consumidores

    A segmentação nunca foi tão relevante quanto hoje. Clientes são atraídos por produtos diferenciados ou com personalizações compatíveis com a sua identidade — e o mais importante: estão dispostos a pagar por produtos que realmente despertam o seu interesse.

    Melhore a comunicação

    Hoje, as estratégias de comunicação buscam tornar a empresa mais acessível. Por isso, faça uso das redes sociais para construir esse relacionamento e interagir positivamente com o seu público. Essas ferramentas podem virar uma vitrine dos seus produtos e proporcionar um atendimento mais ágil.

    Conheça a identidade dos clientes

    O comportamento do seu consumidor deve influenciar esse relacionamento. A recomendação é dedicar tempo para construir esse perfil detalhado e aprofundar o seu conhecimento sobre motivações e hábitos de consumo.

    Como avaliar a eficiência da gestão de relacionamento com o cliente?

    Como todos os processos internos, o relacionamento com o cliente também está sujeito a avaliações para mensurar a sua efetividade. Por esse motivo, é importante estabelecer métricas que devem ser acompanhadas rigorosamente.

    Esses indicadores acompanham desde o grau de satisfação com o atendimento até a probabilidade de indicar a empresa para um amigo. Esses dados revelam quais são as qualidades valorizadas e quais aspectos requerem melhorias.

    Por fim, é importante destacar que essa visibilidade permite que a gestão de relacionamento com o cliente execute o seu verdadeiro propósito, que é atrair, satisfazer e fidelizar clientes. Assim, é possível melhorar a imagem e permanecer competitivo no mercado.

    Você quer saber mais sobre a fidelização de clientes? Conheça as principais informações no nosso Infográfico de Marketing Digital.

  • Aprenda a analisar o mercado e identificar oportunidades

    Aprenda a analisar o mercado e identificar oportunidades

    A era digital já era uma realidade no mundo e teve seu dinamismo acentuado com a pandemia do coronavírus. As empresas que conseguiram se manter competitivas precisaram se adaptar a uma nova realidade e se reinventar para se adequarem às novas relações e hábitos de consumo.

    Nesse contexto, agilidade é importante e informação é um ativo tão valioso quanto recursos humanos e financeiros. Então o que você faz com os dados que obtém do mercado? Quais são suas fontes? Como obtém e analisa as informações sobre o seu segmento de negócio?

    Não é preciso reinventar a roda. Não estamos falando de criar soluções nunca antes vistas pelo consumidor, mas do empenho em se aperfeiçoar constantemente e buscar estratégias melhores. Adaptação e aprimoramento são palavras-chave nesse processo.

    Confira na sequência algumas dicas para você analisar o mercado e identificar oportunidades para o seu negócio!

    Conheça bem o cliente

    O que o consumidor quer? Entender as expectativas, comportamentos, desejos e necessidades dele é uma forma de tornar mais atrativa a oferta da sua empresa. Assim, você agrega valor ao produto ou serviço prestado, cria novas soluções e pode até explorar novos nichos.

    Pesquise a fundo o perfil do seu cliente: faixa etária, sexo, grau de escolaridade, nível de renda, onde mora, crenças e estilo de vida. Pesquisas de mercado são ótimas para você conhecer a fundo o público-alvo identificando características e hábitos de consumo.

    Daí podem surgir ideias para aprimorar sua oferta (quem sabe oferecer um serviço agregado ao produto) e explorar novos nichos de mercado. Ainda é possível utilizar as redes sociais como fonte de informação. Invista nessa aproximação da marca com o cliente e descubra o melhor canal de comunicação para o seu negócio!

    Analise a concorrência

    Conheça os produtos e serviços oferecidos pelos concorrentes, avalie a participação deles no mercado, quais tecnologias utilizam, onde estão localizados, como operam, quem são os fornecedores e clientes, pontos fortes e fracos.

    Uma empresa local parecida com a sua pode estar vendendo mais porque atende os clientes em casa, por exemplo, ou porque investiu em transformação digital. As informações permitem que você compare suas ações com as da concorrência: material, qualidade do produto e precificação, por exemplo. Até mesmo o custo da entrega pode ser um diferencial competitivo.

    Sam Walton, fundador do Walmart, visitava as lojas dos concorrentes e fazia anotações para promover melhorias em seu negócio desde a fundação da empresa em uma cidade pequena do Arkansas, nos Estados Unidos.

    Quem sabe outro mercado do bairro esteja conquistando mais consumidores por causa de um processo bem estruturado de pós-venda. Analise as boas práticas dos concorrentes e avalie os impactos de aderir algumas dessas ações ao seu negócio.

    Avalie tendências

    Analisar o mercado e identificar oportunidades também depende da capacidade de estar antenado às novidades e se adaptar ao comportamento do consumidor. Quer um exemplo? As pessoas passaram a cozinhar mais em casa e a ter maior preocupação com o que comem durante a pandemia do coronavírus.

    Pesquisas indicam que o consumo de açúcares e carne vermelha caiu e esse novo estilo de vida tende a continuar mesmo com o fim do isolamento social. Pense em como isso afeta restaurantes, lanchonetes, mercearias, quitandas e serviços de delivery.

    De repente vale a pena repensar o menu oferecido ao cliente, incluir opções mais saudáveis e investir na entrega rápida e em produtos para um nicho de mercado específico (sem glúten para os celíacos e variar na receita para os vegetarianos).

    Falando em tendências, também vale ficar atento ao aumento do consumo online (acentuado durante a pandemia) e a preocupação do consumidor com sustentabilidade na hora de estruturar ou fazer crescer o negócio.

    Conheça os pontos fortes e fracos do seu negócio

    Tome um tempo para definir missão, visão e valores do seu empreendimento. São fios condutores que ajudam a marca a não perder a identidade. Daí, vá adiante para analisar o mercado e identificar oportunidades.

    Já ouviu falar na análise SWOT? Em português, ela também é conhecida como a matriz FOFA, acrônimo formado pelos 4 aspectos para os quais o empreendedor deve olhar em seu negócio:

    • forças (fatores positivos da empresa, ambiente interno);
    • oportunidades (fatores positivos do mercado, ambiente externo);
    • fraquezas (fatores negativos do negócio, ambiente interno);
    • ameaças (fatores negativos do mercado, ambiente externo).

    A força do seu negócio pode ser a modernidade das instalações (o que garante que a produção flua melhor) ou seus anos de experiência no mercado financeiro caso resolva trabalhar por conta própria como consultor.

    Oportunidade para um restaurante de alimentação saudável é a abertura de uma academia na região. A fraqueza, por exemplo, pode ser a falta de conhecimento em marketing digital para fazer sua marca na internet ou um pós-venda desestruturado. 

    A avaliação de todo o contexto interno e externo do negócio ajuda o empreendedor a entender seu cenário atual e a estabelecer planos e metas. Que tal investir no treinamento dos vendedores para fidelizar clientes, por exemplo?! Use a matriz FOFA para mitigar riscos, entender e prever cenários e orientar a tomada de decisão. e aumentar a sua competitividade no mercado

    Conhecer bem o cliente, analisar a concorrência, avaliar tendências e conhecer os pontos fortes e fracos da sua empresa são medidas que ajudam você a entender melhor o mercado e identificar oportunidades. Essas ações valem a pena para aumentar sua competitividade.

    Gostou das dicas? Se aprofunde no assunto com o nosso Guia de Tendências!

  • Quais os tipos de relatórios gerenciais mais importantes para acompanhar?

    Quais os tipos de relatórios gerenciais mais importantes para acompanhar?

    Manter as finanças equilibradas é um desafio, principalmente para micro e pequenos empreendedores. Esse assunto gera vários questionamentos, seja pela falta de experiência, seja pela falta de conhecimento sobre a gestão financeira. Isso quer dizer que muitas empresas desconhecem o potencial de um relatório gerencial.

    No dia a dia, essa rotina pode não receber a atenção necessária, contudo, o sucesso do empreendimento está profundamente ligado aos resultados financeiros. Sem essas informações não é possível mensurar os lucros, apurar os custos ou garantir o pagamentos das obrigações.

    Por isso, preparamos este conteúdo para demonstrar o papel dos relatórios gerenciais e explicar quais são os principais tipos. Continue a leitura para conhecer todos os detalhes!

    Relatório gerencial: o que é e qual a sua importância?

    Os relatórios gerenciais são documentos que consolidam diversos aspectos do negócio com o intuito de demonstrar detalhadamente o andamento da operação. Nesse caso, estamos falando de informações financeiras desde a entrada de recursos até a apuração e recolhimento de impostos.

    Esses dados são coletados e convertidos em relatórios de fácil leitura e compreensão para, em seguida, serem usados para apoiar o processo de decisão. Esses relatórios devem ser acompanhados periodicamente para possibilitar a criação de um histórico da evolução, bem como a correção de eventuais problemas.

    Acompanhar a movimentação financeira da empresa vai além da simples conciliação bancária. Assim, os relatórios gerenciais assumem um papel tão importante na gestão de empresas. Além de monitorar o andamento das atividades, os relatórios fornecem informações sobre o sucesso da estratégia e indica áreas que podem passar por melhorias.

    Quais são os tipos de relatórios gerenciais?

    Cada tipo de relatório gerencial é criado com o intuito de fornecer informações específicas sobre as finanças empresariais. Porém, todos eles devem conter algumas características básicas, como objetividade, clareza e, acima de tudo, informações confiáveis. Por esse motivo, é importante conhecer o que cada modelo apresenta e qual é a sua finalidade.

    Relatório de fluxo de caixa

    A apuração do fluxo de caixa é uma atividade diária, porém, pode ser consolidada mensalmente. Essa é uma lista de todas as receitas obtidas pela empresa, seja em dinheiro, seja em transferências ou depósitos bancários. Para efeitos de comparação também traz todas as saídas.

    Alguns exemplos de saídas de recursos são:

    • folha de pagamento;
    • pagamento de despesas;
    • pagamento de fornecedores e prestadores de serviços.

    O resultado apurado é o capital de giro representado pela diferença entre os recursos disponíveis em caixa e o somatório de todas as despesas a pagar. O fluxo de caixa também pode ser utilizado para estimar a situação financeira da empresa. Basta registrar as contas a prazo, bem como as contas recorrentes.

    Com essas informações disponíveis, o empreendedor consegue definir qual valor mínimo deve ser vendido para sustentar a operação. Essa também é uma ferramenta de planejamento para novos negócios, pois determina quanto deve ser vendido para alcançar o ponto de equilíbrio e o valor que precisa ser investido.

    Balanço Patrimonial (BP)

    Esse é um dos relatórios obrigatórios, inclusive, para micro e pequenas empresas de acordo com a Lei 9317/96. A sua visualização é dividida em dois campos: ativo e passivo.

    Na contabilidade, o ativo é o conjunto de bens, créditos e direitos a receber em nome da empresa compondo, assim, o seu patrimônio. Essa categoria também é separada em:

    • ativo circulante: são os valores da empresa que podem ser convertidos em espécie em um curto prazo. Estoque, dinheiro em contas bancárias e contas a receber são alguns exemplos;
    • ativo não circulante: são os bens que podem se transformar em dinheiro no longo prazo, por exemplo, com a venda de imóveis, veículos e maquinário.

    Já o passivo engloba todas as obrigações e dívidas da empresa e são divididos em 3 grupos distintos:

    • passivo circulante: corresponde a todas as contas da empresa que devem ser quitadas no prazo de 12 meses, ou seja, o período em exercício. Os principais passivos são folha de pagamento, impostos e contribuições, contas a pagar com fornecedores e distribuição de lucro aos sócios;
    • passivo não circulante: o prazo de pagamento do passivo não circulante é a principal diferença, sendo que inclui as contas com pagamento superior a 12 meses. Nesse caso, contempla financiamentos e empréstimos de longo prazo, aportes de investidores com data de quitação superior a um ano;
    • patrimônio líquido: é o resultado do ativo menos o passivo, uma vez que os dois lados do balanço precisam totalizar o mesmo valor.

    Contas a pagar

    Esse é um relatório elaborado para mostrar todas as despesas e separá-las de acordo com a data de incidência. Essa é uma análise que permite decidir onde cortar custos e como direcionar recursos para investimentos.

    A organização financeira da empresa é essencial para evitar a perda de prazos e pagamento de contas em atraso, o que pode gerar multas e penalizações. Além disso, essa análise possibilita identificar quais contas serão priorizadas em caso de dificuldades financeiras.

    Contas a receber

    Esse relatório é essencial para o controle financeiro diário da empresa. A organização das receitas ajuda a demonstrar todos os valores que entraram, bem como os valores a serem recebidos no longo prazo.

    Essa informação também ajuda a identificar quais clientes estão inadimplentes, pois atrasos no recebimento podem comprometer as finanças. Assim, há a necessidade de criar uma política de cobrança eficiente para manter o fluxo de caixa em dia.

    Demonstração de Resultado de Exercício (DRE)

    Esse relatório gerencial é um documento obrigatório emitido anualmente, que detalha os resultados sob o ponto de vista contábil e patrimonial. A sua elaboração contempla o exercício em questão e apresenta o resultado líquido do ano.

    As empresas têm autonomia para decidir o formato do documento, porém, alguns elementos devem estar presentes. Tais como:

    • a receita bruta de vendas;
    • a receita liquida após deduções;
    • as despesas e os custos operacionais;
    • os lucros ou prejuízos obtidos;
    • os resultados antes do Imposto de Renda.

    Giro de estoque

    A rotatividade de estoque é um dos relatórios mais importantes para gestão de estoque, um processo estratégico para a empresa. Esse relatório gerencial demonstra a periodicidade com a qual o inventário é renovado, essa análise é segmentada por produto para garantir a precisão.

    Com essa informação em mãos é possível identificar com que frequência os itens devem ser abastecidos. Isso ajuda a melhorar o planejamento das atividades da área de compras e garante que não haverá ruptura do estoque. Com isso, empresa deixa de imobilizar o patrimônio com materiais e ajuda a destinar esses recursos para outras áreas.

    Por fim, devemos ressaltar que a elaboração de um relatório gerencial exige precisão para garantir que as informações são confiáveis. Para atingir esse objetivo, o empreendedor deve investir em tecnologias, como sistemas de gestão integrada, para automatizar as rotinas e simplificar esse processo.

    Se você tem interesse em saber mais sobre a gestão voltada para qualidade, acesse o nosso post sobre o que são e como analisar indicadores de resultados.

  • 3 maneiras eficientes de fazer a avaliação de fornecedores

    3 maneiras eficientes de fazer a avaliação de fornecedores

    Encontrar parceiros capazes de atender as suas necessidades é apenas o primeiro passo. Para construir uma relação duradoura e lucrativa, é essencial implementar um modelo de gestão que valoriza a avaliação de fornecedores. Existem diversas formas de analisar o desempenho e identificar gargalos que podem se transformar em problemas sem o devido cuidado.

    Por isso, o empreendedor deve focar no planejamento da contratação e periodicamente avaliar os resultados. Pensando nisso, desenvolvemos este artigo para explicar como esse processo funciona e quais são as melhores práticas. Confira!

    O que é avaliação de fornecedores?

    Em termos simples, a avaliação dos seus fornecedores consiste no processo de medir a qualidade do seu atendimento por meio de indicadores de desempenho. Geralmente, essa responsabilidade cabe ao departamento de compras. O objetivo é:

    • garantir o suprimento de insumos e produtos;
    • reabastecer o estoque periodicamente;
    • cumprir com os prazos de entrega;
    • praticar preços compatíveis com o mercado.

    A área de compras é considerada estratégica para o crescimento da empresa. Por isso, é preciso estabelecer boas práticas que ajudam a melhorar os resultados.

    Quais são os principais modelos de avaliação de fornecedores?

    Adotar o processo de avaliação depende do alinhamento das expectativas tanto de empresas como de seus fornecedores. Essa é uma iniciativa que ajuda a desenvolver a melhoria contínua e a confiabilidade no processo de compras.

    Há várias metodologias de avaliação que geram visibilidade sobre o processo e o desempenho dos parceiros. Conheça as mais utilizadas no mercado.

    1. Questionário de avaliação

    Esse é um dos modelos mais simples de implementar. Basta listar perguntas para identificar se o potencial fornecedor conta com as qualificações e os atributos necessários. Utilize perguntas como:

    • Qual é o prazo de entregas para os produtos?
    • A empresa oferece customizações ou produtos sob encomenda?
    • Qual é a capacidade de produção/entrega?
    • O fornecedor tem certificações de qualidade?

    Atribua uma nota para cada resposta positiva e faça o somatório. A partir daí, crie uma classificação ou estabeleça uma nota de corte para determinar quais fornecedores estão aprovados de acordo com os critérios. Geralmente, essa é uma avaliação inicial e outros modelos podem ser adotados posteriormente para aprofundar a consulta de informações.

    2. Matriz de Kraljic

    O foco da matriz de Kraljic não são os fornecedores, mas os produtos que comercializam. Esse método classifica todos os itens comprados em quatro categorias: estratégicos, alavancagem, gargalo e não críticos. Em seguida, a lista é cruzada nas dimensões de risco e impacto.

    Quando transferimos a atenção para os itens, é possível criar uma lista de prioridades. Por exemplo, os materiais considerados estratégicos devem ter a sua reposição programada com rigor e, se possível, manter um estoque de segurança maior.

    Com isso, o gestor tem controle sobre a sua necessidade, o que possibilita a aquisição dos produtos na quantia e no momento certo. Ao considerar o impacto e o risco, é possível identificar o fornecedor ideal com base nos custos, capacidade de atendimento e condições de negociação.

    3. Análise dos 10 Cs

    Quando o assunto é qualidade dos fornecedores, esse é um dos modelos de avaliação mais utilizados. Ray Carter criou esse conceito em 1995, inicialmente com 7 Cs e, posteriormente, incluiu mais 3 Cs. Veja abaixo quais são eles.

    1. Competency (Competência)

    Esse conceito requer que o empreendedor faça uma avaliação completa das competências do fornecedor quanto aos aspectos necessários para manter o abastecimento. É importante considerar desde as instalações físicas até as qualificações da equipe. Também dedique tempo para falar com outros clientes e descobrir a opinião deles sobre o fornecedor.

    2. Capacity (Capacidade)

    A sua empresa já enfrentou imprevistos porque o fornecedor não foi capaz de entregar o seu pedido conforme combinado? Isso acontece repetidamente ou durante períodos sazonais? Se esse problema se repete com muita frequência, é recomendado introduzir essa forma de avaliação para minimizar esse risco.

    3. Commitment (Compromisso)

    O ideal é construir uma relação de longo prazo e confiabilidade. Assim, é essencial verificar se o fornecedor tem um bom programa de qualidade e implementa políticas como ISO ou seis sigma.

    4. Control (Controle)

    Um dos aspectos que devem ser avaliados é a capacidade do potencial fornecedor de manter o controle sobre os seus processos, resultados e procedimentos de trabalho. A tecnologia ajuda muito nessa rotina, portanto, também verifique o grau de automação e recursos disponíveis.

    5. Cash (Dinheiro)

    A situação financeira dos seus parceiros também é sua responsabilidade. Imagine que o gestor contrata uma empresa de pequeno porte cujo faturamento depende desse fornecimento. Nesse caso, romper o contrato significa que a empresa pode perder uma parte considerável da sua renda. Portanto, acompanhe o grau de endividamento e o nível de dependência antes de tomar essa decisão.

    6. Cost (Custo)

    A política de preços praticados está entre os principais fatores que influenciam a decisão de compra. Assim, avalie a relação custo-benefício para determinar a opção mais vantajosa.

    7. Consistency (Consistência)

    Para muitas empresas, a sua estratégia de estoque exige que os parceiros sejam capazes de manter o fluxo de suprimento de acordo com o programado. Isso aumenta a necessidade de consistência no abastecimento.

    8. Culture (Cultura)

    Um dos pilares de uma relação de negócios bem-sucedida é a presença de valores compartilhados. Quando a cultura organizacional é semelhante, maiores são as chances do fornecedor tratar o contrato com a mesma dedicação.

    9. Clean (Limpeza)

    A sustentabilidade é uma das características mais valorizadas pelo consumidor, Não só isso, há vários casos em que empresas são responsabilizadas pelos atos de seus fornecedores. Portanto, clean remete a ideia de cuidado e responsabilidade ambiental.

    10. Communication (Comunicação)

    Quando falamos de comunicação e compartilhamento de informações, é importante entender que manter um diálogo aberto é essencial para solidificar essa relação. Busque soluções que facilitem essa prática e dedique esforço para construir esse relacionamento.

    Por que vale a pena avaliar fornecedores?

    Para entender o peso dessa relação, é importante ressaltar que há uma interdependência entre empresas e seus fornecedores. Por exemplo, uma entrega de materiais em atraso pode interromper a produção. Por outro lado, se o cliente atrasa o pagamento dos pedidos, há um impacto no fluxo de caixa.

    Por esse motivo, é recomendado implementar iniciativas que ajudam a manter essa relação equilibrada, para que ambas as partes cumpram com as suas obrigações no contrato de fornecimento.

    Estabelecer alguns critérios ajuda nessa tarefa. São eles:

    • evitar a dependência: contar com mais de um fornecedor para os materiais em estoque ajuda a reduzir a chance de desabastecimento;
    • flexibilidade de negociação: esse aspecto está relacionado a capacidade de atender imprevistos e solucionar problemas com agilidade;
    • criar um senso de parceria: essa interação deve ser pautada pelo beneficio mútuo, ou seja, ambas as empresas devem crescer no decorrer do tempo;
    • apoiar o processo de adequação: não basta somente identificar problemas também é preciso participar ativamente na criação de soluções inovadoras.

    Deixar de praticar a avaliação de fornecedores pode se transformar em um problema. Essa falta de controle pode causar atrasos, afetar a satisfação do cliente e prejudicar a lucratividade. Portanto, não deixe de acompanhar essa relação.

    Se você quer ter acesso as nossas soluções, acesse o Hub Sebrae.