Categoria: Gestão

  • 7 indicadores para avaliar o crescimento da empresa em 2026

    7 indicadores para avaliar o crescimento da empresa em 2026

    Observar o avanço de um negócio envolve muito mais do que olhar para o caixa no fim do mês. Muitos empreendedores se surpreendem ao perceber que, apesar de vender mais do que antes, não conseguem perceber uma evolução real no negócio. 

    Por trás disso, estão números que contam a verdadeira história da performance e do desenvolvimento da empresa. Por isso, entender os principais indicadores desse progresso faz toda a diferença na rotina de quem quer transformar resultados em sucesso.

    Por que acompanhar indicadores de crescimento?

    Quando surgem dúvidas sobre preços, tempo de trabalho, despesas ou sobre como melhorar resultados, os dados ajudam a orientar decisões. Saber quais números observar e como interpretá-los permite identificar se há evolução, onde estão os principais problemas e quais ajustes podem fazer diferença no mês seguinte.

    Com controles básicos, o empreendedor ganha clareza sobre o desempenho do negócio e consegue agir com mais segurança, mesmo sem sistemas complexos.

    Os 7 indicadores para entender o avanço do negócio

    Conferir os indicadores abaixo pode ser o primeiro passo para promover transformações consistentes e enxergar o desenvolvimento real da empresa.

    • Faturamento;
    • Lucro líquido;
    • Margem de lucro;
    • Fluxo de caixa;
    • Retenção de clientes;
    • Produtividade;
    • Crescimento da base de clientes.

    Faturamento: o começo da análise

    O faturamento corresponde ao total das vendas realizadas em um determinado período, geralmente no mês. É comum comemorar quando esse número cresce em relação ao mês anterior. Mas será que vender mais sempre traz resultado?

    O aumento do faturamento, por si só, não garante melhora no resultado financeiro. Vender mais só gera mais saldo quando custos e despesas estão sob controle. Por isso, o faturamento deve sempre ser analisado em conjunto com outros indicadores do negócio.

    Para fazer esse acompanhamento, vale anotar diariamente tudo o que foi vendido. Pode ser em uma planilha simples ou mesmo em um caderno. O mais importante é ter clareza sobre os números.

    Lucro líquido: dinheiro que realmente fica

    O lucro líquido é o que sobra, de fato, para o empreendedor após pagar todos os custos (matéria-prima, mercadorias, impostos, salários) e despesas (água, luz, aluguel). Muitas vezes, esse número surpreende.

    Se o faturamento está alto, mas o lucro líquido quase não aparece, é hora de rever custos, precificação e até hábitos financeiros. Registrar todas as entradas e saídas é um controle fundamental para encontrar esse número.

    Margem de lucro: medir a eficiência da operação

    É comum confundir faturamento alto com bom desempenho financeiro. Para ilustrar, pense em dois negócios:

    • Empresa A: fatura R$ 50 mil e tem lucro de R$ 2 mil
    • Empresa B: fatura R$ 20 mil e tem lucro de R$ 3 mil

    Mesmo faturando menos, a Empresa B apresenta um resultado mais eficiente. A explicação está na margem de lucro, indicador que mostra quanto realmente sobra para a empresa em relação ao total vendido.

    Fórmula da margem de lucro:

    Margem de lucro (%) = (Lucro líquido ÷ Faturamento) × 100

    Aplicando ao exemplo:

    • Empresa A: (2.000 ÷ 50.000) × 100 = 4%
    • Empresa B: (3.000 ÷ 20.000) × 100 = 15%

    Fluxo de caixa: controle do dinheiro em circulação

    Muitos negócios enfrentam aquela situação clássica: vendem bem, mas vivem no aperto para pagar contas e fornecedores. O fluxo de caixa mostra quanto dinheiro realmente entra e sai do negócio, e quando isso acontece.

    O fluxo de caixa saudável garante pagamentos em dia, possibilidade de negociar descontos e até de investir. Planilhas simples podem ajudar nesse controle. E se a rotina está corrida? O fundamental é não misturar dinheiro da empresa e da família, além de registrar todos os recebimentos e pagamentos.

    Retenção de clientes: clientes que voltam, resultados que crescem

    Outra situação comum: a empresa conquista novos clientes, mas eles não retornam. A retenção mostra a porcentagem de clientes antigos que continuam comprando no negócio após uma primeira experiência.

    Esse indicador pode ser acompanhado observando quantos clientes fizeram uma nova compra em um determinado período, em relação ao total de clientes daquele mesmo período anterior. Se poucos voltam, é um sinal de alerta.

    Empreendedores que ativam um bom relacionamento, focando na qualidade no atendimento ou na comunicação personalizada, notam maior permanência desse público.

    Produtividade: o resultado do tempo investido

    Trabalhar o dobro não garante que o negócio está crescendo. Muitas empresas relatam situação de muito esforço, mas sem avanço no resultado financeiro.

    • Aumento das horas trabalhadas sem aumento das receitas?
    • Muita correria, mas sem crescimento da margem de lucro?

    Esses sinais podem indicar falta de controle da produtividade. É possível medir a produtividade dividindo-se o número de vendas ou serviços realizados pela quantidade de horas trabalhadas no período, por exemplo.

    Focar em atividades que realmente dão retorno é a chave para transformar esforço em progresso.

    Muitas dessas práticas de acompanhamento são detalhadas no artigo sobre indicadores de resultados do Sebrae Alagoas.

    Crescimento da base de clientes: olhar para o futuro

    Um dos indicadores mais claros do desenvolvimento no negócio é o aumento do número de clientes ativos. Esse dado reflete a capacidade de conquistar novos públicos e manter a operação aquecida para os próximos anos.

    Uma base crescente mostra que a empresa conseguiu se destacar no mercado, atraindo novos compradores. Pode ser monitorado por meio de um cadastro atualizado, ou mesmo por registros das vendas mensais.

    Como acompanhar esses indicadores com controles básicos?

    Para muitos pequenos negócios, basta um caderno ou planilha simples no computador para anotar, separando mês a mês, os valores de:

    • Total vendido;
    • Despesas fixas e variáveis;
    • Saldo final;
    • Clientes atendidos;
    • Clientes que retornaram.

    Ao reunir esses dados, fica fácil enxergar tendências, tomar decisões sobre reajustes de preços, cortes de gastos ou mudanças na rotina. Isso tudo ajuda a orientar as próximas metas e planejar uma trajetória mais sustentável. 

    Para quem busca ainda mais clareza, o Sebrae Alagoas oferece conteúdos sobre indicadores de desempenho e formas de estimular o desenvolvimento dos negócios.

    Acompanhar esses indicadores também contribui na hora de montar um planejamento estratégico. O artigo Como fazer planejamento estratégico explica práticas para transformar números em passos sólidos.

    Como os indicadores ajudam nas decisões do dia a dia?

    Esses números servem como um mapa para o empreendedor. Com eles, é possível antecipar períodos de baixa, programar investimentos, identificar produtos mais lucrativos e até perceber se há “gargalos” ocultos no negócio.

    Além de orientar decisões de hoje, os dados bem registrados podem ajudar a traçar objetivos para o futuro e a definir metas mais claras, otimizando a rotina e os resultados. O conceito de mindset de crescimento também tem relação direta com esse olhar orientado por indicadores.

    Conclusão

    Entender, acompanhar e analisar indicadores faz toda a diferença para quem quer ver a empresa evoluir de verdade. O Sebrae Alagoas trabalha para tornar essa gestão acessível, prática e próxima da realidade local, trazendo orientações e ferramentas que ajudam desde o controle diário até a tomada de decisões mais complexas. 

    Com números bem acompanhados, o crescimento deixa de ser apenas um desejo e se transforma em realidade controlada.

    Para quem busca clareza sobre os próximos passos e deseja impulsionar o negócio, vale conhecer as soluções e orientações que o Sebrae Alagoas oferece para apoiar micro e pequenos empreendedores. Um atendimento personalizado e gratuito pode ser o que falta para transformar o olhar sobre seu próprio negócio.

    Perguntas frequentes

    O que são indicadores de crescimento empresarial?

    Indicadores de crescimento empresarial são números ou percentuais que mostram a evolução real de uma empresa ao longo do tempo. Eles vão além do volume de vendas e incluem variáveis como lucro, clientes atendidos, margem de lucro, entre outros. São úteis para medir se a empresa está avançando ou apenas trabalhando mais sem ter retorno financeiro.

    Como medir o crescimento da minha empresa?

    Para medir o desenvolvimento de um negócio, é necessário acompanhar alguns indicadores como faturamento mensal, lucro líquido, margem de lucro, fluxo de caixa, quantidade de clientes recorrentes e base de clientes ativa. Registros simples em planilhas ou cadernos já oferecem uma visão clara de onde o negócio está e para onde pode ir.

    Quais são os principais sinais de crescimento?

    Alguns sinais de avanço do negócio são: aumento consistente nas vendas, crescimento do lucro ao longo dos meses, clientes voltando a comprar, maior saldo disponível no fluxo de caixa, e expansão da base de clientes. Esses sinais confirmam que o negócio está se tornando mais saudável e sustentável.

    Vale a pena investir para crescer rápido?

    Investir para crescer pode ser positivo, desde que feito com planejamento e acompanhando os principais indicadores. Crescer rápido sem controle pode trazer riscos financeiros, dificuldades com fluxo de caixa ou problemas de qualidade. A orientação especializada do Sebrae Alagoas ajuda o empreendedor a estruturar melhor esses movimentos.

    Como saber se a empresa está crescendo?

    A melhor forma de identificar o desenvolvimento é acompanhar periodicamente os indicadores, comparar meses anteriores e analisar tendências. Se o faturamento, lucro, base de clientes e retenção apresentam evolução real, significa que o negócio está no caminho certo. Ferramentas e dicas do Sebrae Alagoas tornam esse acompanhamento mais fácil e seguro.

  • Como criar um plano de expansão para pequenos negócios

    Como criar um plano de expansão para pequenos negócios

    Aplicar um plano de expansão a um pequeno negócio não é apenas desejável, como também é um passo natural, desde que isso seja feito com estratégia, conhecimento e consistência.

    Desse modo, o empreendedor trabalha com uma visão mais clara do seu futuro: como o seu serviço ou produto pode evoluir, ganhar mais mercado e garantir a sua presença no cenário empresarial a longo prazo.

    Ao se antecipar às dificuldades, capacitar-se e planejar cada movimento, você evita riscos desnecessários e aumenta consideravelmente suas chances de sucesso. E o melhor: faz isso sem precisar se tornar mais uma estatística. Neste artigo, vamos falar mais sobre um plano de expansão e como colocá-lo em prática. Boa leitura!

    Quando e por que expandir um pequeno negócio?

    Expandir um pequeno negócio não é apenas um “capricho” dos empreendedores – é, muitas vezes, uma necessidade estratégica para garantir a continuidade e a competitividade da empresa.

    À medida que o negócio conquista uma base sólida de clientes, aumenta seu faturamento e consolida sua operação, a estagnação pode se tornar um risco maior do que o crescimento. Por isso, pensar em expansão desde cedo não é exagero: é uma forma de se preparar para o futuro com mais controle e menos improviso.

    Segundo a pesquisa Sobrevivência das Empresas no Brasil, realizada pelo Sebrae, a taxa de mortalidade das empresas varia conforme o setor de atuação.

    No comércio, por exemplo, 30,2% das empresas fecham as portas em até cinco anos, enquanto na indústria de transformação esse índice é de 27,3%, e no setor de serviços, 26,6%. Esses números indicam que, quanto mais estruturado e profissionalizado for o negócio, maiores as chances de ele sobreviver.

    Um dos principais fatores por trás dessas estatísticas é a falta de capacitação e experiência em gestão, que prejudica o planejamento e dificulta decisões estratégicas. Ter uma visão de crescimento desde o início ajuda a evitar erros comuns e fortalece as chances de sucesso no médio e longo prazo.

    Quais são as principais estratégias para expansão?

    A boa notícia é que a sua estratégia de expansão não precisa focar apenas no investimento em equipamentos e infraestrutura, por exemplo. Há diversas maneiras de fazer um pequeno negócio crescer e elas podem ser adaptadas à sua realidade, setor e momento atual. Confira as principais!

    Abertura de novas unidades

    Se você possui um negócio físico e sua operação já é consolidada em um local, abrir uma nova unidade em outro bairro ou cidade pode ser uma boa opção. É uma forma tradicional, mas exige planejamento logístico, contratação de equipe e estudo de mercado.

    Franquias

    Transformar o seu negócio em um modelo de franquia pode ser uma estratégia inteligente para expandir as operações. E o melhor, com a ajuda de parceiros.

    No entanto, o modelo de franquias impõe alguns desafios, como a padronização dos processos e um modelo jurídico bem estruturado.

    Expansão digital

    Se você ainda não vende online, ou não tem uma presença digital marcante, esse pode ser o primeiro e mais acessível passo de expansão.

    Criar um e-commerce, vender por marketplaces ou redes sociais amplia drasticamente o alcance do seu negócio, com um investimento relativamente baixo. Afinal, há plataformas gratuitas para anunciar e vender, como OLX, Mercado Livre, Shopee, entre outras.

    Diversificação de produtos ou serviços

    Inovar em seu portfólio é uma forma de crescer com os recursos que você já tem. Pode ser o lançamento de uma nova linha de produtos, uma versão premium de um serviço ou até um produto complementar que atenda ao mesmo público.

    Parcerias estratégicas

    Associar-se a outros empreendedores, fornecedores ou influenciadores pode ampliar sua visibilidade e capilaridade no mercado. Parcerias bem construídas criam sinergia e abrem portas para públicos antes inalcançáveis.

    Internacionalização

    Caso os produtos e serviços que você comercialize têm apelo para o mercado internacional, essa pode ser uma estratégia de longo prazo. É um processo mais complexo, mas que pode representar um grande salto de faturamento e posicionamento de marca.

    Cada uma dessas estratégias exige análises específicas, mas todas compartilham um ponto em comum: é impossível expandir sem conhecer profundamente o próprio negócio e o mercado em que ele atua.

    Como planejar a expansão financeira e evitar riscos?

    Expandir é empolgante, mas pode ser perigoso sem um planejamento financeiro para acompanhá-lo. Muitos negócios quebram exatamente nesse momento: quando tentam dar um passo maior que a perna.

    O primeiro ponto é determinar de onde virá o capital para financiar a expansão. Você vai usar lucro acumulado, buscar um empréstimo, captar investimento? Cada opção tem riscos e implicações distintas.

    Confira boas práticas para uma expansão financeiramente saudável:

    • faça projeções realistas de receitas e despesas. Não conte sempre com o “melhor cenário”, mas sim com um cenário dentro da sua realidade de negócio;
    • crie uma reserva de emergência. Nunca comprometa 100% do caixa com a expansão. Imprevistos acontecem;
    • evite dívidas que não gerem retorno direto. Priorize investimentos que tragam impacto direto na operação e no faturamento;
    • controle o fluxo de caixa de perto. A expansão pode aumentar custos fixos, e é importante acompanhar de perto para não perder o controle.

    Outro ponto importante é avaliar o tempo de retorno do investimento (payback). Sabendo quanto tempo você levará para recuperar o capital investido, fica mais fácil definir se a expansão vale a pena ou se precisa ser adiada.

    Passo a passo para criar um plano de expansão sustentável

    Conheça algumas etapas para crescer, com planejamento e controle:

    • faça um diagnóstico do cenário atual. Analise indicadores financeiros, operacionais e de mercado, identifique gargalos internos e avalie se a operação atual está pronta para crescer sem comprometer a qualidade;
    • defina objetivos claros. Estabeleça metas específicas para a expansão, como aumento de faturamento, entrada em novos mercados ou ampliação do portfólio de produtos e serviços, sempre com prazos realistas e critérios de sucesso bem definidos;
    • escolha a melhor estratégia de expansão. Com base nos recursos disponíveis e nas metas traçadas, determine se o melhor caminho será abrir uma nova unidade, investir no digital, diversificar produtos ou buscar parcerias estratégicas;
    • elabore um plano financeiro detalhado. Inclua estimativas de custos, fontes de recursos, cronograma de investimentos e projeções de retorno, sempre considerando um cenário conservador para evitar surpresas;
    • monte um cronograma de implementação. Divida a expansão em etapas, com prazos definidos e responsáveis por cada ação, para garantir organização e controle ao longo do processo;
    • capacite sua equipe. Invista em treinamentos, alinhamento de processos e comunicação interna, para que todos estejam preparados para os desafios e mudanças que a expansão trará;
    • revise o plano de expansão de tempos em tempos. Avalie os resultados obtidos periodicamente, identifique o que está funcionando e o que precisa de ajustes, mantendo o plano vivo e alinhado à realidade do negócio.

    Como vimos neste artigo, expandir um pequeno negócio exige visão estratégica, planejamento financeiro e preparo operacional.

    Crescer de forma sustentável é possível quando o empreendedor entende seu momento e age com base em dados claros e cenários realistas.

    Com organização e capacitação, será possível ultrapassar a temida barreira dos cinco anos iniciais e prosperar no mercado.

    Precisa de uma ajudinha especializada para expandir o negócio? Então, entre em contato com o Sebrae!

  • Dicas eficazes para reduzir a inadimplência no negócio

    Dicas eficazes para reduzir a inadimplência no negócio

    Um cliente que não paga no prazo pode parecer um problema pontual. Mas, com o tempo, vira uma bola de neve difícil de conter. Por isso, reduzir a inadimplência vai além de ser apenas uma medida preventiva, pois se trata de uma ação direta para manter a saúde do caixa.

    Entre os principais motivos para o atraso estão falta de controle financeiro do comprador, ausência de lembretes de cobrança e até falhas no processo de venda. O impacto disso no dia a dia da empresa é claro: compromete o capital de giro, atrasa investimentos e prejudica o planejamento.

    Aqui, você vai encontrar estratégias para evitar esse cenário e criar rotinas mais seguras. Continue a leitura e veja como reforçar a previsibilidade financeira do seu negócio.

    Identifique os principais sinais de risco antes da venda

    Mesmo com a venda fechada, o recebimento pode não ser garantido, e algumas pistas aparecem logo no começo. Atrasos frequentes em contatos, dificuldade em apresentar informações básicas ou resistência em firmar contratos já podem indicar um perfil com alto risco de inadimplência.

    Observar o comportamento do cliente desde o primeiro contato ajuda a evitar dores de cabeça no futuro. Então, sempre que possível, consulte históricos de crédito, analise comportamentos de compra e registre interações.

    Com uma avaliação mais criteriosa, você consegue antecipar situações problemáticas e proteger a saúde financeira do negócio sem perder boas oportunidades.

    Adote práticas comerciais que ajudam a reduzir a inadimplência

    Uma venda bem-feita não depende só do produto ou serviço oferecido, pois também envolve as condições acordadas. Oferecer prazos adequados à realidade do cliente, formalizar tudo por escrito e deixar cada cláusula bem explicada são atitudes simples que fortalecem o relacionamento comercial.

    Também vale apostar em ferramentas de análise de crédito e manter uma comunicação clara desde o início da negociação. Em alguns casos, vale mais oferecer um desconto para pagamento à vista do que parcelar com risco de não receber. Com boas práticas, o número de atrasos tende a cair, e o fluxo de caixa ganha mais previsibilidade.

    Estruture um processo de cobrança claro, profissional e respeitoso

    Cobrar pode ser delicado, mas quando feito com organização e respeito, se transforma em uma etapa natural do relacionamento com o cliente. Ter um calendário de lembretes, automatizar avisos por e-mail ou mensagem e padronizar a abordagem ajuda a manter tudo sob controle.

    O ideal é que a cobrança comece levemente, com avisos amigáveis antes do vencimento. Se o atraso acontecer, mantenha a postura profissional e mostre disposição para resolver. Um processo bem pensado evita desconfortos, melhora a taxa de recebimento e ainda preserva a imagem da empresa diante do cliente.

    Negocie dívidas sem comprometer a relação com o cliente

    Quando o pagamento atrasa, a prioridade deve ser resolver, não confrontar. Sendo assim, escutar o cliente, entender o motivo do atraso e oferecer condições realistas faz com que ele se sinta respeitado e mais propenso a negociar.

    Propostas com parcelamentos, descontos à vista ou extensão de prazos são boas alternativas quando o objetivo é recuperar o valor e manter o vínculo.

    Em muitos casos, uma abordagem empática abre portas para futuras compras. Não se esqueça de que recuperar o valor é importante, mas manter a confiança de quem já comprou de você pode render novos negócios no futuro.

    Evitar prejuízos começa com uma gestão atenta às pequenas decisões do dia a dia. Mais do que reduzir a inadimplência, é sobre criar um ambiente mais seguro para negociar, vender e crescer com consistência.

    Quando há clareza nos processos e firmeza nas políticas, o cliente entende os limites e a empresa mantém o equilíbrio financeiro sem abrir mão da confiança construída.

    Manter-se no controle exige informação constante e boas referências. Aproveite para entender a importância de fazer uma boa gestão comercial na sua empresa.

  • Como atrair e manter bons funcionários em pequenas empresas

    Como atrair e manter bons funcionários em pequenas empresas

    Ter uma equipe de alto desempenho é o que faz uma empresa pequena dar passos grandes. Mas como atrair bons funcionários quando a concorrência inclui negócios maiores, com mais estrutura e benefícios robustos? Esse é um desafio real para muitos empreendedores.

    E não para por aí. Manter esses talentos motivados dentro do time pode ser ainda mais difícil do que contratá-los. E o salário nem sempre é o único fator. O que pesa, muitas vezes, é o ambiente, a clareza das oportunidades e o senso de pertencimento.

    Neste post, você vai ver estratégias que ajudam a formar um time estável, engajado e alinhado com o crescimento do seu negócio. Confira!

    Identifique o perfil ideal antes de iniciar o processo seletivo

    Contratar alguém só pelo currículo pode parecer rápido, mas nem sempre leva ao resultado esperado. Antes de abrir uma vaga, vale refletir sobre o tipo de profissional que se encaixa na rotina da empresa e nos objetivos do negócio. Isso inclui habilidades técnicas, postura no dia a dia e capacidade de adaptação.

    Empresas que buscam formar uma equipe de alta performance costumam investir tempo nesse mapeamento inicial. Quanto mais claro o perfil desejado, maiores as chances de encontrar alguém alinhado. Aliás, esse cuidado evita trocas constantes e melhora a integração de quem chega com quem já está na equipe.

    Adote boas práticas para atrair os profissionais certos

    Uma vaga bem divulgada já é meio caminho andado para encontrar quem realmente combina com o negócio. Canais de recrutamento específicos, linguagem acessível e transparência nas informações ajudam a atrair os profissionais certos. Outro ponto importante é mostrar os valores da empresa.

    As que priorizam diversidade e inclusão costumam chamar atenção de candidatos mais preparados e comprometidos. Mesmo os pequenos negócios podem se destacar quando são claros no que oferecem e no que esperam. Essa postura cria mais conexão e afasta candidatos que não se identificam com o propósito da empresa, evitando frustrações nos dois lados.

    Construa um ambiente de trabalho que valoriza as pessoas

    Ter um espaço onde as pessoas se sintam ouvidas, respeitadas e reconhecidas influencia diretamente na produtividade e no clima entre as equipes. Isso passa por uma liderança presente, por regras claras e por um dia a dia mais organizado. Incentivar o diálogo, valorizar ideias e reconhecer boas entregas são atitudes simples que impulsionam a colaboração.

    Mesmo em empresas de menor porte, é possível construir um ambiente positivo, onde cada pessoa entenda seu papel e veja espaço para crescer. Quando isso acontece, a equipe se envolve mais e os resultados aparecem, inclusive no aumento de vendas e no desempenho geral do negócio.

    Crie ações que mantêm o time engajado e reduzem saídas desnecessárias

    Como comentamos no início, segurar talentos não é só uma questão de salário. Os funcionários permanecem quando se sentem valorizados e percebem oportunidades reais de crescimento.

    Por isso, investir em feedbacks constantes, reconhecer bons resultados e oferecer espaço para desenvolvimento profissional ajuda a manter o time motivado. E ter um canal aberto para ouvir sugestões e lidar com problemas de forma rápida também contribui para reduzir a rotatividade.

    Atrair e manter talentos é uma escolha diária, que envolve cuidado com as pessoas e clareza no que se espera delas. Saber como atrair bons funcionários é também saber criar relações de confiança, onde cada profissional enxerga propósito no que faz. Isso fortalece o time, sustenta o crescimento do negócio e cria um ambiente mais estável para inovar e evoluir.

    Quer continuar acompanhando ideias que ajudam sua empresa a crescer? Siga o Sebrae Alagoas no Facebook e Instagram e receba conteúdos direto no seu feed.

  • Como criar um programa de indicação para sua empresa

    Como criar um programa de indicação para sua empresa

    Você já deve ter pedido a recomendação de um produto, serviço ou profissional para uma pessoa conhecida. Essa é uma prática comum porque aumenta a confiança naquilo que está sendo adquirido ou contratado, e é por isso que o programa de indicação pode ajudar no crescimento de um negócio.

    Essa estratégia é uma evolução do marketing boca a boca, com o diferencial de oferecer recompensas que incentivam a indicação. Assim, todos saem ganhando. Quer saber como implementar essa estratégia? Continue lendo e aprenda a criar um programa de indicação eficiente para sua empresa.

    O que é um programa de indicação e como ele pode ajudar a empresa a crescer?

    O programa de indicação é uma estratégia de venda que visa atrair novos clientes utilizando aqueles que a empresa já conquistou. É oferecida uma recompensa para os consumidores que já estão na base quando eles ajudam a atrair outros clientes.

    Assim, são utilizadas recompensas para incentivar os clientes atuais a recomendarem a empresa. Pode ser um desconto na próxima compra ou na mensalidade, cashback, entre outros.

    É por isso que o programa de indicação pode contribuir para o crescimento da empresa. Afinal, ela aproveita a base de clientes para trabalhar o marketing de atração. As chances de sucesso são grandes porque as pessoas confiam na indicação das outras, e isso gera boas oportunidades de negócio.

    Como estruturar um programa de indicação eficiente?

    Elaborar um programa de indicação não é complicado. O segredo está na estruturação e no planejamento para que não haja mal-entendidos e para que sua empresa possa cumprir o que prometeu.

    Ferramentas como o CRM Bônus podem ajudar bastante nesse processo, visto que utilizam dados e IA para gerar oportunidades.

    Veja, a seguir, os três passos principais para criar o seu programa.

    Estabeleça as regras

    Comece definindo as regras. Por exemplo: quais clientes podem participar? Todos que fizeram uma compra ou somente clientes antigos? Quantas indicações precisam ser feitas para receber a recompensa? Como será feito o controle de tudo isso?

    Defina as recompensas

    A recompensa precisa ser interessante e atrativa, já que ela vai incentivar as indicações. Pense em algo que faça sentido para o público e que agregue valor para ele. Pode ser cashback, uma experiência diferenciada ou descontos. O importante é despertar o interesse.

    Escolha os canais de divulgação

    Pense nos canais que fazem mais sentido para a sua estratégia e que alcançam os clientes. Você pode enviar e-mails ou mensagens por aplicativo quando a intenção for uma divulgação mais personalizada, bem como fazer uma apresentação mais massiva do programa por meio de campanhas em redes sociais ou de anúncios pagos.

    Quais são as estratégias para incentivar os clientes a indicar novos consumidores?

    Saber o momento certo de enviar o convite aos consumidores é essencial para incentivar a participação. Afinal, você não pode pedir a um cliente que acabou de vivenciar um problema com a empresa para fazer indicações.

    Avalie como está o relacionamento com cada consumidor antes de fazer esse pedido. Uma das formas de ter uma visão clara disso é por meio de pesquisas de satisfação.

    Ainda, facilite o modo como as indicações são realizadas, a fim de que as pessoas não desistam. Lembre-se também de oferecer um excelente atendimento, para que os clientes se sintam bem recepcionados. Uma experiência positiva é fundamental para elevar a satisfação do cliente, que, por sua vez, tende a recomendar o serviço espontaneamente.

    Como medir o sucesso do programa de indicação e fazer ajustes para melhorar os resultados?

    A coleta de dados é fundamental para medir o sucesso do programa de indicação. Você precisa saber quantas pessoas foram convidadas a participar, aderiram à estratégia e trouxeram novos clientes. Se a adesão for baixa, vale fazer uma pesquisa para entender por quê. Dessa forma, é possível ajustar a estrutura ou oferecer outros tipos de recompensa.

    A divulgação boca a boca sempre foi uma excelente estratégia de marketing para atrair clientes. Então, aproveite o potencial do programa de indicação para gerar oportunidades e ter mais sucesso com seu negócio.

    Lembra que explicamos que oferecer uma boa experiência é essencial para a satisfação do consumidor? Veja o que você pode fazer para melhorá-la no seu negócio!

  • Veja como utilizar as metodologias ágeis no seu negócio de varejo

    Veja como utilizar as metodologias ágeis no seu negócio de varejo

    Você sabia que empresas do varejo também podem se beneficiar com as metodologias ágeis? Elas são aplicadas de diferentes maneiras, com o objetivo de otimizar processos, entregar uma melhor experiência para os clientes e aumentar a produtividade.

    Afinal, elas permitem aumentar a eficiência fazendo com que a empresa aprimore o desempenho das equipes por meio de um ambiente mais colaborativo. Mesmo os negócios de pequeno porte podem adotá-las e alcançar resultados cada vez melhores.

    Quer descobrir como fazer isso? Continue a leitura e aprenda a usar as metodologias ágeis no varejo.

    O que são metodologias ágeis e como funcionam?

    As metodologias ágeis são modelos de gestão cujo objetivo é aumentar a eficiência de uma empresa. Por meio delas, é possível reduzir o ciclo de um processo ou do desenvolvimento de um produto.

    Assim, permitem à empresa:

    • adaptar-se para implementar projetos ou realizar os próprios processos com o melhor desempenho;
    • ter mais organização;
    • evitar desperdícios;
    • otimizar fluxos de trabalho;
    • elevar a qualidade das entregas;
    • aumentar o valor agregado para o cliente.

    Essas metodologias funcionam com base nos pilares:

    • comunicação;
    • praticidade;
    • alinhamento de expectativas;
    • flexibilidade.

    Em vez de ter como objetivo um grande resultado final, elas evitam seguir um plano rígido para que as equipes alcancem pequenas metas. Assim, são realizados ajustes e feitas melhorias ao longo do processo, de modo que a empresa consiga responder a uma determinada mudança e atender a novas necessidades que possam surgir.

    A colaboração é muito importante entre profissionais e equipes. Todos atuam em conjunto para as áreas chegarem a esse resultado. Logo, não são adotadas etapas separadas, justamente para que o fluxo de trabalho aconteça com agilidade.

    Quais são os benefícios do uso de metodologias ágeis no varejo?

    Com a implementação de metodologias ágeis, empresas do varejo não só se tornam mais eficientes como adaptáveis também. Afinal, estão prontas para fazerem mudanças e ajustes. Assim, conseguem acompanhar as movimentações do mercado e entregar aquilo que o consumidor está buscando.

    Portanto, o uso dessas metodologias no varejo traz benefícios como:

    • melhor gestão de projetos;
    • aumento da produtividade;
    • mais facilidade para lidar com mudanças;
    • alinhamento de todos os setores com o cliente;
    • redução de riscos;
    • maior visibilidade e controle dos processos e projetos;
    • aumento da qualidade das entregas;
    • maior satisfação do cliente.

    Como aplicar conceitos como Scrum e Kanban na gestão de lojas?

    A metodologia Scrum é uma boa opção para cumprir metas em um determinado período. Então, se a intenção é aumentar o volume de vendas em um mês ou uma semana, o Scrum ajuda o time a se organizar e melhorar a estratégia para a meta ser alcançada.

    Ele tem como base ciclos de trabalho (sprints) que devem ser realizados em sequência. As tarefas são organizadas, priorizadas, colocadas em prática e revisadas para que a estratégia possa ser ajustada ao final de cada ciclo conforme a necessidade e o resultado alcançado.

    O Kanban também ajuda a priorizar tarefas e atividades, mas é uma metodologia que trabalha mais com o visual. O sistema utiliza cartões de sinalização com as tarefas que precisam ser executadas. Elas são sinalizadas em um quadro como “pendentes”, “em andamento” ou “concluídas”.

    Conforme uma tarefa evolui, ela passa para a coluna seguinte. Então, todos conseguem ter uma visão clara do que precisa ser executado e do que já foi finalizado. Por isso, é uma ótima opção para a gestão de lojas, já que ajuda a organizar os processos internos.

    Exemplos práticos de implementação no setor varejista

    É possível aplicar as metodologias ágeis de diferentes formas no setor varejista. Elas são utilizadas, por exemplo, para:

    • atingir metas, seja atrair mais clientes ou aumentar o volume de vendas;
    • treinar e gerenciar as equipes de vendas por meio de sprints;
    • visualizar, organizar e otimizar o fluxo de trabalho diário;
    • identificar e eliminar possíveis desperdícios em processos;
    • motivar as equipes pela visualização das metas alcançadas e pela evolução de cada um.

    Perceba que as metodologias ágeis podem ser aproveitadas de várias formas no varejo. Quando seguidos à risca, seus princípios permitem a organização de tarefas e de fluxos de trabalho com mais clareza e eficiência, aumentando a produtividade e possibilitando o alcance de metas para obter resultados cada vez melhores para promover o crescimento do negócio.

    Gostou de conhecer mais essa estratégia? Siga nossas redes sociais e continue aprendendo conosco. Estamos no Facebook, Instagram e YouTube.

  • Economia compartilhada: identifique oportunidades de negócio!

    Economia compartilhada: identifique oportunidades de negócio!

    A economia compartilhada é um conceito focado em alguns pilares: colaboratividade, sustentabilidade e adesão às tecnologias. Também conhecida pelo seu nome em inglês, gig economy, esse modelo de negócio tem ganhado espaço em todo o mundo.

    Ao longo do conteúdo, vamos explorar o conceito a fundo e as maneiras pelas quais você pode aplicar ou adaptar o negócio que já tem esses princípios. Também mostraremos exemplos bem-sucedidos de empreendimentos globais que apostaram no modelo. Boa leitura!

    O que é economia compartilhada e como ela funciona?

    A economia compartilhada caracteriza-se pelo acesso a bens e serviços pertencentes a outros indivíduos, por meio de plataformas digitais. Quando você acessa um aplicativo para chamar um Uber ou reservar uma hospedagem pelo Airbnb, está colocando o conceito em prática.

    Afinal, o motorista de Uber utiliza o próprio carro, ou um modelo alugado e sob a responsabilidade dele, e o coloca à sua disposição durante a viagem. Do mesmo modo, uma pessoa que tenha um apartamento que não utilizará por alguns meses pode cadastrá-lo no Airbnb.

    Nesses dois casos, você terá acesso a bens e serviços pertencentes a outros indivíduos, como definimos no primeiro parágrafo do tópico. Por isso, essa economia se fundamenta na troca colaborativa de bens e serviços entre pessoas — sendo potencializada pela tecnologia digital.

    Longe de ser uma tendência passageira, até mesmo pela longevidade de alguns dos seus exemplos bem-sucedidos, ela representa uma redefinição da lógica tradicional de consumo e produção.

    Exemplos de negócios baseados nesse modelo

    A Uber é uma das pioneiras do conceito e um dos principais exemplos mundiais de grandes empresas que prosperaram por meio de um modelo mais colaborativo.

    Outro exemplo de negócio que deu muito certo, no mundo todo, é a plataforma de hospedagem Airbnb. Por meio dela, qualquer pessoa consegue oferecer ou reservar acomodações ao redor do planeta.

    Por falar em hospedagem, também é interessante citar o DogHero. Para aqueles que querem viajar e não têm com quem deixar o seu pet, basta acessar esse serviço e encontrar o profissional autônomo ideal para cuidar do animal naquele período.

    No Brasil, também é possível encontrar coworkings, que são espaços compartilhados de convívio. Qualquer um pode usar esses locais para trabalhar e levar o seu notebook. Em muitos deles, há serviços de alimentação e bebidas.

    Quais são as vantagens desse modelo de compartilhamento?

    Conhecido o conceito, nada melhor do que saber mais sobre as vantagens de implementá-lo na prática. Confira!

    Redução significativa de custos

    Ao compartilhar recursos como espaços de trabalho, equipamentos, softwares e serviços de logística, pequenas empresas e profissionais autônomos reduzem seus gastos operacionais, liberando capital para outras áreas estratégicas do negócio.

    Flexibilidade e escalabilidade

    Empreendedores ganham a liberdade de ajustar seus preços dinamicamente conforme a demanda do mercado, otimizando receitas.

    Além disso, a economia compartilhada facilita a escalabilidade dos negócios, permitindo aumentar ou diminuir a utilização de recursos conforme a necessidade, sem o peso de investimentos fixos em infraestrutura.

    Acesso ampliado à clientela

    As plataformas digitais inerentes à economia compartilhada proporcionam um alcance de mercado exponencialmente maior e mais eficiente do que os métodos tradicionais.

    Isso proporciona dá aos pequenos negócios a chance de atingir um público vasto e segmentado, sem os altos custos de marketing e publicidade atrelados aos empreendimentos convencionais.

    Muitas vezes, a estratégia pode ser global, como no caso dos serviços de hospedagem e transporte para turistas e visitantes estrangeiros.

    Estímulo à inovação

    A adoção da economia colaborativa posiciona a empresa como inovadora e alinhada às tendências de mercado, aumentando sua relevância e atratividade para os clientes.

    Além disso, o modelo também fomenta um ambiente propício à colaboração com outros negócios e profissionais, gerando novas ideias, parcerias estratégicas e soluções criativas.

    Participação em um ecossistema de sustentabilidade

    A economia compartilhada promove o uso mais eficiente de ativos subutilizados, contribuindo para a redução do desperdício e para práticas mais sustentáveis. Esses elementos agregam valor à imagem da marca e atraem consumidores que compartilham desses valores.

    Networking otimizado

    Muitas plataformas de economia compartilhada criam comunidades engajadas de usuários e provedores, facilitando o networking, a troca de experiências e o aprendizado mútuo, elementos valiosos para o crescimento do negócio.

    Como adaptar seu negócio para atuar dentro desse conceito?

    Para empreendedores que desejam integrar os princípios da economia compartilhada em seus negócios, algumas estratégias podem ser consideradas:

    • confira se você tem algum bem ou serviço que pode ser acessado por outras pessoas — avalie se o seu produto ou serviço pode ser vendido sob um modelo de assinatura, aluguel, leasing ou compartilhamento, em vez da venda tradicional. Isso atrai clientes que buscam flexibilidade e menor custo inicial;
    • use (ou desenvolva) uma plataforma digital para facilitar o acesso — como vimos, a economia compartilhada é fomentada pela facilidade de acessar algum bem ou serviço útil via internet. Assim, é possível utilizar plataformas já estabelecidas (como o DogHero ou o Airbnb) ou até considerar desenvolver o seu próprio site ou aplicativo;
    • identifique recursos subutilizados — faça o levantamento de ativos ou capacidades ociosas em seu negócio, que possam ser compartilhados com outros. Um exemplo: um restaurante com espaço livre durante o dia poderá alugá-lo para eventos ou coworking. Caso você more em uma cidade com grande trânsito de turistas, pode oferecer um dos quartos livres como acomodação paga;
    • participe de comunidades colaborativas — torne a sua opção conhecida e incentive a interação e a colaboração entre seus clientes em potencial. Isso pode ser feito por meio de fóruns e comunidades online, grupos de discussão ou eventos presenciais, fortalecendo o engajamento e a lealdade;
    • estude sobre modelos flexíveis de precificação — explore modelos de preços dinâmicos, baseados no uso, na demanda ou no tempo, para otimizar a utilização dos seus recursos e atrair diferentes perfis de clientes. A Uber é um exemplo de como isso é feito de maneira eficiente;
    • adote práticas sustentáveis — muitas vezes, a economia compartilhada está alinhada com a ideia de sustentabilidade ambiental, já que o conceito promove um uso mais eficiente dos recursos existentes. Integre práticas que reduzam o desperdício, promovam a reutilização e otimizem o uso de recursos em seu modelo de negócio;
    • firme parcerias estratégicas — colabore com outras empresas ou organizações que atuam na economia compartilhada para expandir seu alcance e oferecer soluções mais completas aos seus clientes. Lembre-se de que a ideia central do conceito é justamente o compartilhamento;
    • preste atenção ao feedback dos clientes — esteja atento(a) às necessidades e desejos dos seus clientes em relação ao compartilhamento e acesso. Utilize o feedback para adaptar e inovar no seu modelo de negócio.

    Agora que você entendeu o conceito de economia compartilhada e as dicas para entrar nesse ecossistema de negócios, já pode avaliar se a sua empresa pode ser adaptada. Só não se esqueça dos principais pilares: colaboratividade, sustentabilidade e adesão à tecnologia.

    Aproveite a visita ao blog para ler outro conteúdo útil: conheça as 7 métricas de sucesso do cliente que você precisa acompanhar!

  • Saiba como montar a ficha técnica dos produtos

    Saiba como montar a ficha técnica dos produtos

    Parece simples, mas a ficha técnica de cada produto pode mudar completamente a forma como o varejo lida com custos e padronização. É esse documento que deixa claro o que vai em cada item, como ele deve ser feito e quanto custa de verdade, sem achismos ou surpresas no final do mês.

    E não se trata só de quem trabalha com alimentos ou cosméticos. Qualquer empresa que vende produtos físicos ganha mais controle quando sabe exatamente o que está entregando. Se cada funcionário faz do seu jeito, ou se os insumos variam sem critério, o impacto vai direto na margem de lucro. A ficha técnica ajuda a evitar esse tipo de situação.

    Quer saber como criar a sua do jeito certo? Acompanhe o post e confira as dicas!

    Descreva todos os detalhes do produto, sem exceção

    A ficha técnica do produto precisa ser clara, objetiva e completa. Isso quer dizer incluir desde o nome do item até a quantidade de cada ingrediente ou componente usado. Também vale registrar o peso, medidas, rendimento, tipo de embalagem, modo de preparo ou montagem e tempo de produção.

    Tudo isso ajuda a manter o padrão e facilita o treinamento da equipe. Em um lançamento de produto, por exemplo, esse documento garante que ele seja replicado com a mesma qualidade desde o primeiro dia.

    Use a ficha técnica para monitorar custos e evitar desperdícios

    Quando a ficha técnica é usada do jeito certo, o controle de custos melhora sem esforço extra. Com todos os insumos listados e as quantidades bem definidas, fica mais fácil identificar variações que podem estar encarecendo o produto. Isso ajuda a evitar desperdícios, compras desnecessárias e até erros de precificação.

    Também dá mais segurança para revisar o preço de venda quando for preciso. E, no dia a dia, contribui diretamente para manter a saúde financeira do negócio em equilíbrio.

    Mantenha o padrão de qualidade com processos bem definidos

    Sem padrão, cada colaborador faz do seu jeito; e aí a experiência do cliente muda sem aviso. A ficha técnica ajuda a garantir que todos sigam o mesmo passo a passo, desde a produção até a finalização. Isso reduz retrabalho, evita reclamações e fortalece a imagem da marca.

    Quando o processo de vendas depende de consistência, ter esse controle é ainda mais importante. A equipe ganha mais autonomia, e você tem mais tranquilidade para focar no que precisa ser ajustado.

    Aposte em ferramentas simples para criar e atualizar suas fichas

    Não é preciso nenhum sistema complicado para começar. Uma planilha bem organizada já resolve, principalmente no início. Dá para criar colunas com os campos principais e atualizar conforme o negócio evolui.

    Com o tempo, vale considerar um ERP ou uma ferramenta online para integrar estoque, produção e vendas. Existem modelos prontos na internet que ajudam a estruturar o básico. O importante é escolher um formato que funcione no seu dia a dia e que não atrase os processos da equipe.

    Quando a rotina aperta e cada decisão pesa no caixa, ter uma ficha técnica do produto deixa tudo mais claro não só no papel, mas na prática. Esse tipo de organização evita erros e ainda ajuda o negócio a crescer com mais segurança.

    Com um documento bem feito, você entende melhor os números, melhora processos e ganha mais liberdade para planejar os próximos passos. Afinal, vender bem não depende só de boas ideias, mas também da estrutura por trás delas.

    Quer mais dicas que ajudam a tirar o seu plano do papel? Siga o Sebrae Alagoas no Facebook, Instagram e YouTube.

  • Aprenda o passo a passo para uma gestão de crises assertiva

    Aprenda o passo a passo para uma gestão de crises assertiva

    Nas empresas, priorizar ações de gestão de crises é fundamental para minimizar danos à reputação, evitar prejuízos financeiros, tomar decisões inteligentes e manter a confiança de clientes, parceiros e colaboradores, além de engajar as pessoas em prol dos objetivos corporativos.

    Uma crise pode afetar o bom funcionamento dos negócios e refletir nos seus resultados. Por exemplo, um problema financeiro desencadeado por um investimento errado pode comprometer as operações, reduzindo a liquidez e colocando em risco o pagamento da folha de funcionários.

    Já nos recursos humanos, uma crise iniciada pelo burburinho de demissões pode afetar a produtividade, gerar medo nos colaboradores e impactar a credibilidade da empresa diante das equipes e do mercado.

    Somente esses dois exemplos já são mais do que suficientes para entendermos que, se queremos promover um ambiente de trabalho sadio e garantir a continuidade do negócio a longo prazo, precisamos implementar estratégias eficientes em gestão de crises.

    Neste post, abordamos diversos aspectos sobre o assunto. Fique conosco até o final para aprender mais sobre o gerenciamento de crises!

    O que significa fazer gestão de crises?

    Definimos gestão de crise como o conjunto de estratégias e ações implementadas por uma organização a fim de prevenir, minimizar e resolver problemas inesperados e prejudiciais que possam impactar o bom funcionamento da empresa.

    O principal objetivo da gestão de crise é reduzir os danos e garantir que a organização se recupere rapidamente após o episódio, seja ele referente a problemas operacionais, financeiros, de imagem, legais ou ambientais, preservando a sua reputação e promovendo a sua estabilidade.

    Além de apagar incêndios, esse gerenciamento requer planejar, preparar e executar um conjunto de medidas para lidar com a situação, bem como aprender com cada episódio para melhorar as respostas futuras. 

    Quando fazer?

    Algumas situações requerem a adoção de uma gestão de crise ágil e focada tanto na resolução de um problema como na prevenção de outro no futuro. Conheça-as:

    • questões de reputação: atendem situações que podem afetar a imagem empresarial, como críticas públicas, falhas nos serviços e escândalos de clientes;
    • crises financeiras: abrangem uma instabilidade nas finanças corporativas, dificuldades em pagamento de dívidas ou falência de fornecedores;
    • crises operacionais: consistem nos erros que afetam a produção, a entrega ou o fornecimento de produtos e serviços;
    • crises de recursos humanos: são inconvenientes ligados ao quadro de funcionários, como fofocas entre os colaboradores envolvendo questões de gestão, medidas pouco populares da alta administração e problemas de relacionamento interpessoal;
    • crises legais e regulatórias: as questões jurídicas podem prejudicar a empresa de diferentes maneiras, a exemplo de multas, ações processuais e investigações.

    Qual a importância disso?

    A gestão de crise é indispensável para qualquer negócio. Confira o porquê!

    Protege a reputação

    Quando oferecemos uma resposta rápida e adequada para os clientes, reforçamos a boa impressão e, consequentemente, a reputação da empresa. Já uma resposta desorganizada e/ou irresponsável pode afetar essa imagem permanentemente.

    Reduz os danos financeiros

    A gestão de crises evita perdas financeiras consideráveis, seja minimizando os impactos de uma crise econômica ou enfrentando um erro operacional que possa desencadear danos ou multas.

    Ajuda a manter a estabilidade

    Quando bem feita, essa gestão evita a desorganização interna e a diminuição abrupta tanto nas operações quanto na produtividade. Esse ponto também é importantíssimo para manter em alta a confiança dos parceiros e investidores.

    Estimula a recuperação

    Com o correto gerenciamento de crises, as empresas tendem a se recuperar mais rápido diante de um desafio, tornando-se mais resilientes para enfrentar problemas futuros.

    Qual o passo a passo para a gestão de crises?

    Agora que você já entendeu a importância da gestão de crises para o bom funcionamento e a estabilidade da empresa, veja o passo a passo para adotar uma estratégia eficiente.

    Formação da equipe

    Estruture uma equipe responsável, contando com pessoas-chave do negócio, como líderes de diversos setores e executivos de nível estratégico.

    Além de serem treinados para tomar decisões complexas em momentos de tensão, eles precisam agir rapidamente, assegurando o menor impacto possível da crise na empresa.

    Avaliação prévia dos riscos

    Identifique possíveis problemas e classifique-os de acordo com seu nível de impacto.

    Uma das melhores práticas nesse sentido é realizar uma análise de risco contínua, antecipando situações que possam desencadear crises antes mesmo de ocorrerem.

    Além de facilitar a criação de planos de contingência para cada tipo de risco, essa abordagem permite respostas ágeis e eficazes diante de uma crise real.

    Mensuração do impacto dos riscos

    Quanto maior o impacto de um risco, mais urgente e complexo será o processo de gestão de crise. Avaliar esse impacto envolve analisar quanto o risco pode afetar as finanças, a reputação, as operações e os stakeholders da empresa.

    Em situações de múltiplas crises, a equipe de gestão precisa conseguir decidir qual deve ser o foco imediato, de modo a minimizar danos e controlar os efeitos adversos.

    Definição dos canais de comunicação

    É importante que a comunicação seja clara, transparente e orientada para resolver o problema de forma eficiente.

    Defina quais canais serão usados durante a crise e os responsáveis por cada um deles. Pode ser necessário usar e-mails corporativos, redes sociais, comunicados à imprensa, entre outros. 

    Centralização da comunicação

    Durante as crises, é indispensável concentrar a comunicação para assegurar que as mensagens sejam verdadeiras, coordenadas e consistentes, evitando, assim, a “rádio corredor”

    Além de causar desconforto, o falatório e a distribuição de fake news podem comprometer toda a engrenagem corporativa, especialmente a área de produção.

    Criação de planos de ação

    Considere a análise do risco e o impacto da crise para criar planos de ação que, efetivamente, apresentem potencial para resolver a situação. Eles devem ser específicos, com prazos e responsabilidades definidos e recursos alocados, garantindo que as tarefas sejam executadas dentro do prazo.

    Solução da crise

    Adote as soluções definidas, fazendo um monitoramento contínuo dos resultados. Na etapa pós-crise, realize uma revisão para avaliar a eficiência da resposta e detectar os pontos de melhoria.

    Quais as ferramentas úteis na gestão de crises?

    Além de considerar as etapas mencionadas, a correta gestão de crises também envolve o uso de algumas ferramentas, como:

    • plataformas de monitoramento de redes sociais, para acompanhar a reação do público e identificar focos de crise;
    • ferramentas de comunicação interna, para que todos os colaboradores se mantenham informados sobre o cenário empresarial e garantam a distribuição de mensagens consistentes;
    • software de gestão de projetos, para coordenar ações da equipe e promover o cumprimento das tarefas dentro dos prazos estabelecidos;
    • ferramentas de análise de riscos, pois permitem monitorar e avaliar os riscos de forma contínua.

    Potencialize as suas competências e habilidades para gerir crises

    Ao seguir um passo a passo bem definido, usando as ferramentas corretas e considerando ações de inovação, é possível otimizar a gestão de crises, evitando inconvenientes legais, multas e mais uma série de consequências.

    O planejamento é a chave para assegurar que a empresa esteja sempre pronta para encarar qualquer situação adversa que possa surgir, independentemente da sua natureza. Portanto, seguir este passo a passo é fundamental para garantir bons resultados.

    Conte com o Sebrae para melhorar a qualidade da sua gestão!

    Oferecemos cursos direcionados para potencializar as suas habilidades estratégicas e a sua capacidade de lidar com situações delicadas antes do seu agravamento. Acesse agora mesmo o nosso site para conferir as opções de capacitações EAD!

  • Saiba como obter o certificado de origem para exportação

    Saiba como obter o certificado de origem para exportação

    O certificado de origem é uma espécie de passaporte para os produtos no comércio exterior, essencial para assegurar a procedência da mercadoria. Sem ele, as atividades de exportação e importação podem enfrentar dificuldades, afetando todas as operações logísticas.

    Para obter essa prova, os gestores corporativos precisam apresentar uma série de documentos, como fatura comercial e formulário específico.

    Como esse certificado é crucial para as práticas de exportação, apresentamos um conteúdo com diversas informações sobre o assunto, abrangendo desde o conceito até os riscos de não o emitir. Continue lendo para ficar por dentro desse assunto!

    O que é o certificado de origem?

    Esse é um documento utilizado no comércio exterior para atestar o país de procedência das mercadorias. Fundamental para a liberação na alfândega do país importador, ele garante o cumprimento das normas que regem as operações de exportação e importação entre as nações.

    Além de identificar a procedência dos produtos, ele serve para fazer valer os acordos internacionais, bem como para garantir o acesso a benefícios fiscais, como a redução ou isenção de tarifas aduaneiras, dependendo do país de origem em questão.

    A transformação digital favoreceu a criação do certificado de origem digital, o COD. Ele consiste em uma versão eletrônica do documento físico, emitido e assinado digitalmente, que minimiza o uso do papel e acelera os trâmites de comércio exterior.

    Além disso, o fato de contar com assinaturas eletrônicas reforça a segurança da informação, garantindo a autenticidade e a integridade do conteúdo.

    Qual a sua importância na exportação?

    A seguir, detalhamos as razões pelas quais é indispensável emitir o certificado de origem para exportação. Acompanhe!

    Benefícios fiscais

    Muitos países assinam acordos bilaterais ou multilaterais que celebram a redução e até mesmo a isenção de tarifas aduaneiras para produtos com uma determinada origem. 

    Essas condições especiais permitem que os países exportadores reduzam os custos operacionais e, consequentemente, potencializem a sua competitividade no cenário internacional, oferecendo uma vantagem importante em termos de precificação. 

    Credibilidade e transparência no processo de exportação

    Isso é possível porque, ao emitir o certificado de origem, o exportador ratifica a procedência dos produtos diante do importador e das autoridades alfandegárias, provando que foram produzidos seguindo as diretrizes, as regulamentações e os padrões exigidos.

    Considerando a importância da qualidade e da responsabilidade social, a apresentação do documento em questão promove a credibilidade das empresas exportadoras. Por esse motivo, tende a fortalecer o vínculo comercial entre as partes interessadas.

    Redução de barreiras tarifárias e não tarifárias

    Os certificados de origem também são relevantes para demonstrar que o produto do exportador é elegível para ser comercializado sob condições especiais, promovendo a sua aceitação em diversos mercados internacionais e reduzindo as barreiras de entrada.

    Diminuição de fraudes

    Esse certificado também é crucial para prevenir fraudes e evitar práticas desleais, como o transbordo, uma dinâmica que viabiliza a reexportação de um país para o outro, qualificando os produtos para obter benefícios comerciais indevidos.

    Quais os tipos de certificado de origem?

    Vamos conhecer os dois tipos de certificados de origem.

    Preferencial

    Esse tipo de certificado é emitido quando o produto se qualifica para a aplicação de tarifas preferenciais por acordos entre blocos ou países.

    Ao obter o certificado de origem preferencial, os produtos podem adquirir isenções de taxas alfandegárias ou impostos, representando uma vantagem tanto para quem compra como para quem vende.

    Geralmente, para conseguir esse tipo de certificado, o exportador precisa apresentar comprovantes sobre o processo produtivo e a procedência da mercadoria.

    Não preferencial

    Por outro lado, o certificado não preferencial é solicitado quando o produto não se qualifica para os benefícios previstos nos acordos comerciais entre países ou blocos econômicos.

    Dessa maneira, ele é usado unicamente para fins aduaneiros, confirmando a origem do produto e facilitando o controle.

    Qual o passo a passo para obter o certificado de origem?

    Embora alguns detalhes do processo possam variar conforme o país importador e a categoria de produto, o passo a passo para obter o certificado de origem inclui os seguintes pontos.

    Busque uma entidade autorizada pela Secretaria de Comércio Exterior

    Em primeiro lugar, é fundamental procurar uma entidade certificadora autorizada, como a Câmara de Comércio Exterior (Camex) ou uma Associação Comercial. Essas organizações têm credibilidade reconhecida internacionalmente, facilitando, assim, a entrada de produtos no mercado externo.

    Preencha o formulário de solicitação

    A empresa deve preencher um formulário fornecido pela entidade certificadora, informando detalhes sobre a mercadoria, como descrição, origem e destino da exportação.

    Reúna a documentação necessária

    Além de preencher o formulário corretamente, o exportador deve apresentar uma série de documentos. Veja os principais:

    • declaração juramentada de origem ou declaração de processo produtivo: apresenta os dados do produto, como valor, classificação fiscal, processo produtivo, insumos etc;
    • fatura comercial: espelha a operação entre o exportador e o importador.

    A documentação deve ser cadastrada no sistema de emissão e, posteriormente, as cópias devem ser apresentadas em conjunto com os certificados assinados para dar continuidade à obtenção do certificado de origem.

    Após emiti-lo, o exportador deve subir o documento ao SiscoImagem, seguindo as orientações do Governo Federal.

    Quais os riscos de não emitir o certificado de origem?

    Não fazer isso pode impactar as empresas de maneira significativa, afetando tanto a conformidade legal quanto a competitividade e a sua reputação. 

    Em termos específicos, ignorar esse documento pode ocasionar a perda de tarifas preferenciais e benefícios fiscais. Logo, as mercadorias tendem a ser taxadas considerando uma tarifa mais alta. Consequentemente, o produto torna-se menos atrativo e competitivo para o público internacional.

    Além disso, a ausência do certificado de origem pode resultar em atrasos alfandegários, retenção da carga e, inclusive, bloqueio da mercadoria na fronteira, afetando prazos e causando prejuízos financeiros significativos.

    Devemos acrescentar que não apresentar esse documento prejudica a imagem da empresa, dificultando futuras negociações com parceiros internacionais e incidindo negativamente na imagem da marca.

    Como vimos, o certificado de origem garante a procedência das mercadorias e otimiza o processo de exportação e importação. Além de atender às exigências regulatórias, ele fortalece a credibilidade do negócio, ampliando as oportunidades de vendas.

    Sua emissão também evita penalidades e reduz riscos na liberação da mercadoria nas alfândegas. Por isso, garanta a conformidade e fortaleça suas relações comerciais emitindo esse certificado corretamente!

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