Categoria: Gestão

  • Habilidades empreendedoras: o que você precisa desenvolver 

    Habilidades empreendedoras: o que você precisa desenvolver 

    Muita gente abre um negócio com muito esforço, dedicação e conhecimento técnico sobre o que vende, e ainda assim enfrenta dificuldades para crescer. Isso acontece porque empreender vai além de saber fazer bem o produto ou prestar bem o serviço.

    Exige um conjunto de habilidades empreendedoras que impactam diretamente a forma como o negócio é gerido, as decisões são tomadas e os resultados são alcançados.

    A boa notícia é que essas habilidades não são um dom inato. Elas podem ser desenvolvidas com prática, aprendizado contínuo e pequenos ajustes na rotina. Neste artigo, você vai entender quais são as principais competências de quem empreende, por que elas importam e como começar a trabalhá-las hoje mesmo.

    Quais habilidades fazem diferença no dia a dia do negócio?

    Quando falamos em habilidades empreendedoras, não estamos falando de características exclusivas de grandes empresários. Estamos falando de competências práticas, aplicáveis à realidade de quem tem um pequeno negócio, seja uma loja, um ateliê ou presta serviços de forma autônoma. As principais habilidades que fazem diferença no cotidiano são:

    Organização e gestão do tempo

    Saber o que precisa ser feito, em qual ordem e até quando é fundamental para não perder prazos, atender bem os clientes e evitar o acúmulo de tarefas. Um empreendedor desorganizado tende a apagar incêndios o dia inteiro sem avançar de verdade.

    Tomada de decisão

    Todo dia surgem escolhas: qual fornecedor contratar, quando fazer uma promoção, como responder a um cliente insatisfeito. Saber tomar decisões com mais segurança, mesmo sem ter todas as informações, é uma habilidade que separa quem cresce de quem fica parado.

    Gestão financeira

    Entender para onde vai o dinheiro do negócio, separar as finanças pessoais das empresariais e manter o fluxo de caixa organizado são práticas básicas que muitos empreendedores negligenciam, e que comprometem a saúde do negócio.

    Comunicação

    Saber se comunicar com clareza, com clientes, fornecedores, colaboradores e parceiros, influencia diretamente nas vendas, nos relacionamentos e na reputação do negócio. A comunicação na empresa é um ativo que costuma ser subestimado.

    Visão estratégica

    Pensar além do dia a dia, entender o mercado em que atua, identificar oportunidades e antecipar riscos são características de quem consegue fazer o negócio crescer de forma sustentável. Isso passa por ter um planejamento estratégico claro, mesmo que simples.

    Por que só saber executar não é suficiente para crescer?

    É muito comum que o empreendedor seja excelente no que faz, cozinha bem, costura com qualidade, entrega um serviço impecável, mas tem dificuldades para expandir o negócio. O motivo quase sempre é o mesmo: toda a energia vai para a execução, e a gestão fica em segundo plano.

    Esse desequilíbrio tem um nome conhecido no mundo dos negócios: é o chamado “empreendedor operacional”, aquele que trabalha no negócio, mas não consegue trabalhar pelo negócio.

    Ele resolve tudo sozinho, não delega, não planeja, não analisa resultados e vai crescendo sem estrutura, até o momento em que o negócio trava.

    Desenvolver habilidades empreendedoras não significa abandonar a execução. Significa criar condições para que o negócio funcione melhor, com mais organização, mais clareza e mais capacidade de crescer.

    Erros comuns de quem não desenvolve essas habilidades

    Alguns padrões aparecem com frequência entre empreendedores que ainda não investiram no desenvolvimento dessas competências:

    • Misturar finanças pessoais e do negócio: sem separação, fica impossível saber se o negócio está dando lucro de verdade;
    • Tomar decisões no impulso: sem critérios claros, as escolhas costumam ser baseadas na emoção do momento, o que gera resultados inconsistentes;
    • Não registrar nada: quem não controla estoque, contas a pagar e receitas não tem base para tomar boas decisões;
    • Evitar delegar: a crença de que “só eu sei fazer direito” impede o crescimento e sobrecarrega o empreendedor;
    • Ignorar o planejamento: trabalhar sem metas e sem um plano de negócios é como andar sem destino: muito movimento, pouco avanço.

    Reconhecer esses padrões é o primeiro passo para mudá-los.

    Como desenvolver habilidades empreendedoras na prática?

    A boa notícia é que desenvolver habilidades empreendedoras não exige grandes investimentos nem anos de estudo. É possível começar com mudanças simples na rotina.

    1. Reserve tempo para a gestão

    Separe pelo menos uma hora por semana para olhar os números do negócio, revisar metas e planejar as próximas ações. Esse hábito, quando mantido, transforma a forma como você enxerga o negócio.

    2. Use ferramentas simples

    Planilhas, aplicativos de controle financeiro e agendas digitais já são suficientes para organizar boa parte da rotina. O importante é registrar e acompanhar, não ter o sistema mais sofisticado. Existem ferramentas de gestão acessíveis e fáceis de usar para pequenos negócios.

    3. Busque aprendizado contínuo

    Cursos, conteúdos online, podcasts e eventos de empreendedorismo são formas práticas de desenvolver novas habilidades sem precisar parar o negócio. O Sebrae oferece diversas opções de capacitação gratuitas ou com valores acessíveis para pequenos empreendedores.

    4. Peça ajuda e troque experiências

    Conversar com outros empreendedores, participar de grupos e redes de apoio ajuda a ampliar a visão e encontrar soluções que já funcionaram na prática.

    5. Desenvolva a autoliderança

    Saber se autogerir, cumprir compromissos, manter o foco e lidar com as próprias emoções, é uma das bases do empreendedorismo. Entender o que é autoliderança e como praticá-la faz diferença no dia a dia.

    Como aplicar essas habilidades na rotina do negócio?

    Desenvolver habilidades é uma coisa. Colocá-las em prática no dia a dia é outra. Algumas sugestões concretas:

    • Organize sua semana com antecedência: liste as prioridades antes de começar e classifique o que é urgente, importante e o que pode esperar.
    • Crie o hábito de registrar: anote entradas, saídas, pedidos e compromissos. O que não é registrado não é gerenciado.
    • Defina metas simples e mensuráveis: em vez de “quero vender mais”, tente “quero aumentar o faturamento em 10% nos próximos dois meses”. Metas claras orientam ações. Saiba mais sobre definição de metas para aplicar no seu negócio.
    • Avalie os resultados regularmente: o que funcionou? O que não funcionou? Essa análise simples já é um exercício de visão estratégica e mensuração de resultados.
    • Invista em produtividade: pequenas melhorias na forma como você organiza o tempo e as tarefas podem liberar energia para o que realmente importa.

    O desenvolvimento de habilidades empreendedoras é um processo gradual. Ninguém precisa dominar tudo de uma vez. O que importa é começar, e manter a constância.

    Conclusão

    Empreender com consistência exige mais do que dedicação e talento técnico. As habilidades empreendedoras são o que sustenta um negócio no longo prazo: organização, comunicação, tomada de decisão, gestão financeira e visão estratégica se complementam e impactam diretamente os resultados.

    O primeiro passo é reconhecer quais dessas competências precisam de atenção. O segundo é agir: com pequenas mudanças na rotina, uso de ferramentas acessíveis e busca por aprendizado contínuo. O Sebrae disponibiliza cursos, conteúdos e atendimento especializado para apoiar empreendedores em todas as etapas desse desenvolvimento.

    Gostou deste conteúdo? Compartilhe nas suas redes sociais e ajude outros empreendedores a desenvolverem essas habilidades também.

    Perguntas frequentes

    O que são habilidades empreendedoras?

    São competências práticas que ajudam o empreendedor a gerir melhor o negócio, tomar melhores decisões e criar condições para crescer. Vão além do conhecimento técnico sobre o produto ou serviço e envolvem organização, comunicação, gestão financeira, tomada de decisão e visão estratégica.

    Quais habilidades um empreendedor precisa ter?

    As principais são: organização e gestão do tempo, tomada de decisão, gestão financeira, comunicação clara e visão estratégica. Cada negócio tem suas particularidades, mas essas competências são relevantes para praticamente todos os perfis de empreendedor.

    Dá para aprender habilidades empreendedoras?

    Sim. Nenhuma dessas habilidades é exclusiva de quem nasceu com um “perfil de líder”. Todas podem ser desenvolvidas com prática, aprendizado contínuo e pequenas mudanças de hábito na rotina.

    Por onde começar a desenvolver essas habilidades?

    Um bom ponto de partida é identificar qual área do negócio apresenta mais dificuldades. Se o problema é financeiro, comece pela gestão do fluxo de caixa. Se é organização, invista em ferramentas simples de planejamento. O Sebrae oferece cursos e atendimentos voltados exatamente para essas necessidades.

    Como saber quais habilidades preciso melhorar?

    Observe os pontos de maior dificuldade no dia a dia: onde o negócio trava, onde você se sente mais inseguro, onde os resultados ficam abaixo do esperado. Esses sinais indicam quais competências merecem mais atenção. Uma conversa com um consultor do Sebrae também pode ajudar nesse diagnóstico.

  • Como saber quanto posso retirar como pró-labore?

    Como saber quanto posso retirar como pró-labore?

    Muitos empreendedores vivem o mesmo dilema: o mês termina, as contas da empresa estão pagas, mas o bolso do dono continua vazio — ou, pior, o dono usa o cartão da empresa para pagar o supermercado de casa. Se você se identifica com essa situação, o primeiro passo para o amadurecimento da sua gestão é entender e definir o seu pró-labore.

    Saber quanto retirar do negócio é um passo importante para sair do improviso e construir uma empresa mais organizada e preparada para crescer. Pensando nisso, preparamos um conteúdo que ajuda você a estruturar essa retirada de forma equilibrada, garantindo uma remuneração mais justa e preservando a saúde financeira do negócio.

    Separar o dinheiro da empresa da renda pessoal é um passo importante e que vai garantir a saúde do negócio. São pequenas decisões como essa que determinam a organização e a sustentabilidade de toda a sua jornada empreendedora.

    O que é pró-labore e por que ele é importante?

    Pró-labore é como se fosse o “salário” do sócio-administrador pela atuação na gestão ou operação da empresa. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de um ganho qualquer ou de uma retirada baseada apenas no que “sobrou” no caixa ao final do mês.

    O valor definido serve para remunerar o trabalho do responsável sem comprometer as finanças da empresa. Isso facilita a organização, o entendimento de custos e a separação clara entre vida pessoal e empresarial. Definir o pró-labore é importante pois:

    • Facilita o controle financeiro, já que a retirada é planejada e previsível;
    • Ajuda a evitar confusão de contas e gastos;
    • É reconhecido legalmente, sendo base para o INSS e outras obrigações.

    É importante ter em mente que a definição do pró-labore deve estar alinhada à realidade do negócio, sem promessas milagrosas. O objetivo é manter a organização financeira, priorizando o equilíbrio.

    Qual é a diferença entre pró-labore e lucro da empresa?

    Essa é uma confusão comum principalmente no universo dos pequenos negócios e MEIs. O pró-labore é uma remuneração pelo serviço prestado pelo sócio, já o lucro representa o resultado positivo da empresa depois de descontar todas as despesas e impostos.

    Enquanto o primeiro tem caráter fixo e recorrente, o lucro pode variar consideravelmente, inclusive em alguns meses pode não existir. Por isso, tirar todo o dinheiro como se fosse remuneração regular pode colocar o negócio em risco.

    Ao separar a remuneração mensal do resultado da empresa, o empreendedor consegue planejar, investir e reinvestir com mais consciência. A longo prazo, isso faz diferença na construção de um negócio sólido.

    Quais são os erros comuns ao definir o pró-labore do sócio?

    Para muitos, a ansiedade em ver retorno financeiro imediato leva a decisões equivocadas (e apressadas):

    • Confundir retirada com lucro e sacar tudo o que está na conta da empresa;
    • Definir valores sem analisar a capacidade do fluxo de caixa;
    • Não considerar despesas sazonais ou obrigações tributárias;
    • Ignorar o planejamento do negócio, retirando valores diferentes a cada mês.

    Esses deslizes podem fragilizar a empresa e causar descontrole em épocas de menos vendas ou maior necessidade de capital.

    Como calcular um pró-labore adequado à realidade da sua empresa?

    Não existe uma fórmula mágica, mas o recomendado olhar para a realidade do mercado e do seu fluxo de caixa. O erro mais comum é definir um valor baseado apenas nos seus gastos pessoais, sem checar se a empresa aguenta pagar. Para chegar a um número saudável, considere alguns pontos:

    • Pesquise o mercado: quanto você pagaria para um profissional fazer o que você faz hoje na sua empresa? Esse é um bom ponto de partida.
    • Analise o faturamento líquido: o ideal é que o pró-labore fique entre 20% e 30% do que sobra após os custos diretos, mas isso varia conforme o setor.
    • Mantenha a reserva de emergência: nunca retire um valor que impeça a empresa de pagar impostos ou manter um estoque mínimo.
    • Seja realista: se o negócio está começando, seu pró-labore pode ser menor. Conforme o lucro cresce, você pode planejar retiradas de dividendos extras.

    Por exemplo, se sua empresa fatura R$ 15.000 e, após todas as despesas e reservas, sobram R$ 3.000, definir um pró-labore de R$ 2.000 ou R$ 2.500 permite que o restante fique no negócio para novos investimentos.

    Sinais de que o valor retirado está prejudicando o negócio

    A empresa costuma “gritar” quando a retirada dos sócios está pesada demais. Fique atento se o seu caixa fecha no negativo com frequência, se você está atrasando boletos de fornecedores ou se precisa recorrer a empréstimos bancários para cobrir despesas básicas do dia a dia. Se esses sintomas aparecerem, é hora de ter a coragem de reduzir o próprio “salário” temporariamente e replanejar o orçamento.

    A educação financeira é a ferramenta mais forte para fortalecer o empreendedor local. Buscar esse equilíbrio entre o bem-estar pessoal e a saúde da empresa é o que garante que seu negócio continue de portas abertas e prosperando por muitos anos.

    Definir quanto retirar como pró-labore não precisa ser um processo complicado, mas exige disciplina, conhecimento da realidade do negócio e comprometimento do empreendedor em buscar equilíbrio.

    Se a ideia é crescer de maneira sustentável, construir reservas e garantir o bem-estar pessoal sem sacrificar a empresa, vale buscar orientação de quem está focado na realidade local.

    O Sebrae Alagoas está ao seu lado para transformar informações em soluções práticas.

    Gostou das dicas para organizar seu salário e o caixa da sua empresa? Ajude outros empreendedores de Alagoas a profissionalizarem suas finanças! Compartilhe este artigo nas suas redes sociais.

    Perguntas frequentes sobre como saber quanto posso retirar como pró-labore

    O que é pró-labore?

    O termo pró-labore define a remuneração fixa que os sócios-administradores recebem pelo trabalho realizado na empresa, diferente da distribuição de lucros. Ele é declarado como despesa e tem incidência de encargos legais.

    Como calcular o valor do pró-labore?

    O valor pode ser determinado considerando a capacidade financeira da empresa, o porte do negócio e a média de mercado do setor, normalmente ficando entre 20% e 30% do faturamento líquido, ajustando-se conforme a estabilidade do caixa.

    Quais impostos incidem sobre o pró-labore?

    Sobre o pró-labore incidem o INSS, que é a contribuição previdenciária, e, conforme o valor, pode haver incidência de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). O percentual varia de acordo com o valor e o regime tributário da empresa.

    Pró-labore é obrigatório para sócios?

    O pagamento não é obrigatório para todos os sócios, mas é exigido quando há sócio atuando na administração da empresa. Quem não exerce função operacional pode receber apenas dividendos/lucros.

    Qual a diferença entre pró-labore e distribuição de lucros?

    Enquanto o pró-labore remunera pelo trabalho e tem obrigações previdenciárias, a distribuição de lucros ocorre sobre o resultado da empresa, sem incidência de INSS, desde que tudo esteja corretamente registrado. Por isso, são naturezas e impactos diferentes na rotina da empresa.

  • Aprenda o passo a passo para uma gestão de crises assertiva

    Aprenda o passo a passo para uma gestão de crises assertiva

    Nas empresas, priorizar ações de gestão de crises é fundamental para minimizar danos à reputação, evitar prejuízos financeiros, tomar decisões inteligentes e manter a confiança de clientes, parceiros e colaboradores, além de engajar as pessoas em prol dos objetivos corporativos.

    Uma crise pode afetar o bom funcionamento dos negócios e refletir nos seus resultados. Por exemplo, um problema financeiro desencadeado por um investimento errado pode comprometer as operações, reduzindo a liquidez e colocando em risco o pagamento da folha de funcionários.

    Já nos recursos humanos, uma crise iniciada pelo burburinho de demissões pode afetar a produtividade, gerar medo nos colaboradores e impactar a credibilidade da empresa diante das equipes e do mercado.

    Somente esses dois exemplos já são mais do que suficientes para entendermos que, se queremos promover um ambiente de trabalho sadio e garantir a continuidade do negócio a longo prazo, precisamos implementar estratégias eficientes em gestão de crises.

    Neste post, abordamos diversos aspectos sobre o assunto. Fique conosco até o final para aprender mais sobre o gerenciamento de crises!

    O que significa fazer gestão de crises?

    Definimos gestão de crise como o conjunto de estratégias e ações implementadas por uma organização a fim de prevenir, minimizar e resolver problemas inesperados e prejudiciais que possam impactar o bom funcionamento da empresa.

    O principal objetivo da gestão de crise é reduzir os danos e garantir que a organização se recupere rapidamente após o episódio, seja ele referente a problemas operacionais, financeiros, de imagem, legais ou ambientais, preservando a sua reputação e promovendo a sua estabilidade.

    Além de apagar incêndios, esse gerenciamento requer planejar, preparar e executar um conjunto de medidas para lidar com a situação, bem como aprender com cada episódio para melhorar as respostas futuras. 

    Quando fazer?

    Algumas situações requerem a adoção de uma gestão de crise ágil e focada tanto na resolução de um problema como na prevenção de outro no futuro. Conheça-as:

    • questões de reputação: atendem situações que podem afetar a imagem empresarial, como críticas públicas, falhas nos serviços e escândalos de clientes;
    • crises financeiras: abrangem uma instabilidade nas finanças corporativas, dificuldades em pagamento de dívidas ou falência de fornecedores;
    • crises operacionais: consistem nos erros que afetam a produção, a entrega ou o fornecimento de produtos e serviços;
    • crises de recursos humanos: são inconvenientes ligados ao quadro de funcionários, como fofocas entre os colaboradores envolvendo questões de gestão, medidas pouco populares da alta administração e problemas de relacionamento interpessoal;
    • crises legais e regulatórias: as questões jurídicas podem prejudicar a empresa de diferentes maneiras, a exemplo de multas, ações processuais e investigações.

    Qual a importância disso?

    A gestão de crise é indispensável para qualquer negócio. Confira o porquê!

    Protege a reputação

    Quando oferecemos uma resposta rápida e adequada para os clientes, reforçamos a boa impressão e, consequentemente, a reputação da empresa. Já uma resposta desorganizada e/ou irresponsável pode afetar essa imagem permanentemente.

    Reduz os danos financeiros

    A gestão de crises evita perdas financeiras consideráveis, seja minimizando os impactos de uma crise econômica ou enfrentando um erro operacional que possa desencadear danos ou multas.

    Ajuda a manter a estabilidade

    Quando bem feita, essa gestão evita a desorganização interna e a diminuição abrupta tanto nas operações quanto na produtividade. Esse ponto também é importantíssimo para manter em alta a confiança dos parceiros e investidores.

    Estimula a recuperação

    Com o correto gerenciamento de crises, as empresas tendem a se recuperar mais rápido diante de um desafio, tornando-se mais resilientes para enfrentar problemas futuros.

    Qual o passo a passo para a gestão de crises?

    Agora que você já entendeu a importância da gestão de crises para o bom funcionamento e a estabilidade da empresa, veja o passo a passo para adotar uma estratégia eficiente.

    Formação da equipe

    Estruture uma equipe responsável, contando com pessoas-chave do negócio, como líderes de diversos setores e executivos de nível estratégico.

    Além de serem treinados para tomar decisões complexas em momentos de tensão, eles precisam agir rapidamente, assegurando o menor impacto possível da crise na empresa.

    Avaliação prévia dos riscos

    Identifique possíveis problemas e classifique-os de acordo com seu nível de impacto.

    Uma das melhores práticas nesse sentido é realizar uma análise de risco contínua, antecipando situações que possam desencadear crises antes mesmo de ocorrerem.

    Além de facilitar a criação de planos de contingência para cada tipo de risco, essa abordagem permite respostas ágeis e eficazes diante de uma crise real.

    Mensuração do impacto dos riscos

    Quanto maior o impacto de um risco, mais urgente e complexo será o processo de gestão de crise. Avaliar esse impacto envolve analisar quanto o risco pode afetar as finanças, a reputação, as operações e os stakeholders da empresa.

    Em situações de múltiplas crises, a equipe de gestão precisa conseguir decidir qual deve ser o foco imediato, de modo a minimizar danos e controlar os efeitos adversos.

    Definição dos canais de comunicação

    É importante que a comunicação seja clara, transparente e orientada para resolver o problema de forma eficiente.

    Defina quais canais serão usados durante a crise e os responsáveis por cada um deles. Pode ser necessário usar e-mails corporativos, redes sociais, comunicados à imprensa, entre outros. 

    Centralização da comunicação

    Durante as crises, é indispensável concentrar a comunicação para assegurar que as mensagens sejam verdadeiras, coordenadas e consistentes, evitando, assim, a “rádio corredor”

    Além de causar desconforto, o falatório e a distribuição de fake news podem comprometer toda a engrenagem corporativa, especialmente a área de produção.

    Criação de planos de ação

    Considere a análise do risco e o impacto da crise para criar planos de ação que, efetivamente, apresentem potencial para resolver a situação. Eles devem ser específicos, com prazos e responsabilidades definidos e recursos alocados, garantindo que as tarefas sejam executadas dentro do prazo.

    Solução da crise

    Adote as soluções definidas, fazendo um monitoramento contínuo dos resultados. Na etapa pós-crise, realize uma revisão para avaliar a eficiência da resposta e detectar os pontos de melhoria.

    Quais as ferramentas úteis na gestão de crises?

    Além de considerar as etapas mencionadas, a correta gestão de crises também envolve o uso de algumas ferramentas, como:

    • plataformas de monitoramento de redes sociais, para acompanhar a reação do público e identificar focos de crise;
    • ferramentas de comunicação interna, para que todos os colaboradores se mantenham informados sobre o cenário empresarial e garantam a distribuição de mensagens consistentes;
    • software de gestão de projetos, para coordenar ações da equipe e promover o cumprimento das tarefas dentro dos prazos estabelecidos;
    • ferramentas de análise de riscos, pois permitem monitorar e avaliar os riscos de forma contínua.

    Potencialize as suas competências e habilidades para gerir crises

    Ao seguir um passo a passo bem definido, usando as ferramentas corretas e considerando ações de inovação, é possível otimizar a gestão de crises, evitando inconvenientes legais, multas e mais uma série de consequências.

    O planejamento é a chave para assegurar que a empresa esteja sempre pronta para encarar qualquer situação adversa que possa surgir, independentemente da sua natureza. Portanto, seguir este passo a passo é fundamental para garantir bons resultados.

    Conte com o Sebrae para melhorar a qualidade da sua gestão!

    Oferecemos cursos direcionados para potencializar as suas habilidades estratégicas e a sua capacidade de lidar com situações delicadas antes do seu agravamento. Acesse agora mesmo o nosso site para conferir as opções de capacitações EAD!

  • Saiba como obter o certificado de origem para exportação

    Saiba como obter o certificado de origem para exportação

    O certificado de origem é uma espécie de passaporte para os produtos no comércio exterior, essencial para assegurar a procedência da mercadoria. Sem ele, as atividades de exportação e importação podem enfrentar dificuldades, afetando todas as operações logísticas.

    Para obter essa prova, os gestores corporativos precisam apresentar uma série de documentos, como fatura comercial e formulário específico.

    Como esse certificado é crucial para as práticas de exportação, apresentamos um conteúdo com diversas informações sobre o assunto, abrangendo desde o conceito até os riscos de não o emitir. Continue lendo para ficar por dentro desse assunto!

    O que é o certificado de origem?

    Esse é um documento utilizado no comércio exterior para atestar o país de procedência das mercadorias. Fundamental para a liberação na alfândega do país importador, ele garante o cumprimento das normas que regem as operações de exportação e importação entre as nações.

    Além de identificar a procedência dos produtos, ele serve para fazer valer os acordos internacionais, bem como para garantir o acesso a benefícios fiscais, como a redução ou isenção de tarifas aduaneiras, dependendo do país de origem em questão.

    A transformação digital favoreceu a criação do certificado de origem digital, o COD. Ele consiste em uma versão eletrônica do documento físico, emitido e assinado digitalmente, que minimiza o uso do papel e acelera os trâmites de comércio exterior.

    Além disso, o fato de contar com assinaturas eletrônicas reforça a segurança da informação, garantindo a autenticidade e a integridade do conteúdo.

    Qual a sua importância na exportação?

    A seguir, detalhamos as razões pelas quais é indispensável emitir o certificado de origem para exportação. Acompanhe!

    Benefícios fiscais

    Muitos países assinam acordos bilaterais ou multilaterais que celebram a redução e até mesmo a isenção de tarifas aduaneiras para produtos com uma determinada origem. 

    Essas condições especiais permitem que os países exportadores reduzam os custos operacionais e, consequentemente, potencializem a sua competitividade no cenário internacional, oferecendo uma vantagem importante em termos de precificação. 

    Credibilidade e transparência no processo de exportação

    Isso é possível porque, ao emitir o certificado de origem, o exportador ratifica a procedência dos produtos diante do importador e das autoridades alfandegárias, provando que foram produzidos seguindo as diretrizes, as regulamentações e os padrões exigidos.

    Considerando a importância da qualidade e da responsabilidade social, a apresentação do documento em questão promove a credibilidade das empresas exportadoras. Por esse motivo, tende a fortalecer o vínculo comercial entre as partes interessadas.

    Redução de barreiras tarifárias e não tarifárias

    Os certificados de origem também são relevantes para demonstrar que o produto do exportador é elegível para ser comercializado sob condições especiais, promovendo a sua aceitação em diversos mercados internacionais e reduzindo as barreiras de entrada.

    Diminuição de fraudes

    Esse certificado também é crucial para prevenir fraudes e evitar práticas desleais, como o transbordo, uma dinâmica que viabiliza a reexportação de um país para o outro, qualificando os produtos para obter benefícios comerciais indevidos.

    Quais os tipos de certificado de origem?

    Vamos conhecer os dois tipos de certificados de origem.

    Preferencial

    Esse tipo de certificado é emitido quando o produto se qualifica para a aplicação de tarifas preferenciais por acordos entre blocos ou países.

    Ao obter o certificado de origem preferencial, os produtos podem adquirir isenções de taxas alfandegárias ou impostos, representando uma vantagem tanto para quem compra como para quem vende.

    Geralmente, para conseguir esse tipo de certificado, o exportador precisa apresentar comprovantes sobre o processo produtivo e a procedência da mercadoria.

    Não preferencial

    Por outro lado, o certificado não preferencial é solicitado quando o produto não se qualifica para os benefícios previstos nos acordos comerciais entre países ou blocos econômicos.

    Dessa maneira, ele é usado unicamente para fins aduaneiros, confirmando a origem do produto e facilitando o controle.

    Qual o passo a passo para obter o certificado de origem?

    Embora alguns detalhes do processo possam variar conforme o país importador e a categoria de produto, o passo a passo para obter o certificado de origem inclui os seguintes pontos.

    Busque uma entidade autorizada pela Secretaria de Comércio Exterior

    Em primeiro lugar, é fundamental procurar uma entidade certificadora autorizada, como a Câmara de Comércio Exterior (Camex) ou uma Associação Comercial. Essas organizações têm credibilidade reconhecida internacionalmente, facilitando, assim, a entrada de produtos no mercado externo.

    Preencha o formulário de solicitação

    A empresa deve preencher um formulário fornecido pela entidade certificadora, informando detalhes sobre a mercadoria, como descrição, origem e destino da exportação.

    Reúna a documentação necessária

    Além de preencher o formulário corretamente, o exportador deve apresentar uma série de documentos. Veja os principais:

    • declaração juramentada de origem ou declaração de processo produtivo: apresenta os dados do produto, como valor, classificação fiscal, processo produtivo, insumos etc;
    • fatura comercial: espelha a operação entre o exportador e o importador.

    A documentação deve ser cadastrada no sistema de emissão e, posteriormente, as cópias devem ser apresentadas em conjunto com os certificados assinados para dar continuidade à obtenção do certificado de origem.

    Após emiti-lo, o exportador deve subir o documento ao SiscoImagem, seguindo as orientações do Governo Federal.

    Quais os riscos de não emitir o certificado de origem?

    Não fazer isso pode impactar as empresas de maneira significativa, afetando tanto a conformidade legal quanto a competitividade e a sua reputação. 

    Em termos específicos, ignorar esse documento pode ocasionar a perda de tarifas preferenciais e benefícios fiscais. Logo, as mercadorias tendem a ser taxadas considerando uma tarifa mais alta. Consequentemente, o produto torna-se menos atrativo e competitivo para o público internacional.

    Além disso, a ausência do certificado de origem pode resultar em atrasos alfandegários, retenção da carga e, inclusive, bloqueio da mercadoria na fronteira, afetando prazos e causando prejuízos financeiros significativos.

    Devemos acrescentar que não apresentar esse documento prejudica a imagem da empresa, dificultando futuras negociações com parceiros internacionais e incidindo negativamente na imagem da marca.

    Como vimos, o certificado de origem garante a procedência das mercadorias e otimiza o processo de exportação e importação. Além de atender às exigências regulatórias, ele fortalece a credibilidade do negócio, ampliando as oportunidades de vendas.

    Sua emissão também evita penalidades e reduz riscos na liberação da mercadoria nas alfândegas. Por isso, garanta a conformidade e fortaleça suas relações comerciais emitindo esse certificado corretamente!

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  • Aprenda como fazer a gestão de capital de giro de forma correta

    Aprenda como fazer a gestão de capital de giro de forma correta

    Uma boa gestão de capital de giro é indispensável para manter o fluxo de caixa e evitar inconvenientes financeiros, levando ao sucesso e à continuidade do negócio.

    Além de garantir que a empresa tenha recursos suficientes para cobrir os seus compromissos, gerir adequadamente o capital de giro é muito importante para otimizar as oportunidades de investimento.

    Saiba mais sobre esse assunto!

    O que é capital de giro?

    O capital de giro é o montante disponível que a empresa usa para financiar as suas operações enquanto aguarda o recebimento de seus clientes. Portanto, é a quantidade de dinheiro necessária para garantir que as atividades continuem funcionando e os seus compromissos sejam honrados ao longo do mês.

    O que faz parte do capital de giro?

    Veja abaixo os seus principais componentes:

    • dinheiro em caixa: valor disponível em contas bancárias ou espécie, que pode ser usado no dia a dia para cobrir despesas imediatas;
    • contas a receber: montante que a empresa tem a receber de clientes por conta de vendas a prazo;
    • estoques: itens comprados para revenda ou matéria-prima adquirida para a produção de produtos que, ao serem vendidos, geram dinheiro em prol da liquidez da empresa;
    • créditos a curto prazo: empréstimos e financiamentos obtidos no intuito de aliviar as demandas imediatas de caixa.

    Qual a importância de uma boa gestão de capital de giro?

    A falta de capital de giro compromete o desempenho do negócio. Inclusive, em casos extremos, pode ocasionar a sua falência. Além disso, sem um controle adequado, a empresa pode entrar na roda do endividamento excessivo, recorrendo a financiamentos e empréstimos com juros elevados.

    Para evitar a falta de liquidez e os problemas de crescimento, o ideal é estruturar uma boa estratégia para a gestão de capital de giro, promovendo um ambiente apto para o desenvolvimento sustentável do negócio.

    Como fazer a gestão do capital de giro?

    Descubra as melhores práticas para garantir que a empresa tenha os recursos necessários para honrar os seus compromissos diários e continuar crescendo.

    Conheça os tipos de capital de giro

    Existem vários tipos de capital de giro. Conhecê-los individualmente é fundamental, pois cada tipo reflete um aspecto específico da saúde financeira empresarial:

    • líquido: valor positivo da diferença entre os ativos circulantes (caixa, estoques e contas a receber) e passivos circulantes (obrigações a curto prazo);
    • negativo: valor negativo da diferença entre os ativos e passivos circulantes;
    • próprio: é o capital financiado com seus próprios recursos, que reflete a capacidade da empresa de valer-se por si, sem recorrer à ajuda de terceiros;
    • associado a investimentos: decorrente do aporte de investidores, emissão de ações ou outros tipos de capital.

    Reduza as despesas

    Aumente o capital de giro reduzindo as despesas. Para isso, analise os custos de fornecedores, renegocie prazos e contratos e busque alternativas mais econômicas para serviços essenciais. 

    Aposte em negociações inteligentes

    A negociação de prazos e de condições de pagamento é uma forma inteligente de melhorar o capital disponível. Para isso, aposte em prazos mais curtos para receber os pagamentos de clientes e prazos mais longos para pagar os fornecedores.

    Controle o fluxo de caixa com rigor

    É importante monitorar o fluxo de caixa diariamente porque essa medida ajuda o(a) empreendedor(a) a entender quanto dinheiro entra e sai da empresa, antecipando problemas e tomando decisões que evitem desequilíbrios e resultados negativos.

    Tenha disciplina

    Ser disciplinado(a), seguindo um plano financeiro rigoroso, respeitando orçamentos e gastando somente o necessário é vital para uma boa gestão de capital de giro. Ao manter esses cuidados, é possível evitar desperdícios e garantir que os recursos sejam usados de maneira eficiente.

    Antecipe os pagamentos a receber

    Sempre que puder, desenvolva ações que incentivem o pagamento antecipado, como descontos para pagamento à vista e antecipação de recebíveis.

    Como calcular na prática?

    O cálculo do capital de giro líquido é simples. Para isso, considere a seguinte fórmula:

    Capital de Giro = Ativos circulantes – Passivos circulantes 

    Para garantir que o patamar seja sempre saudável, é importante fazer esse cálculo regularmente, controlando os resultados e ajustando as contas, caso seja necessário.

    Quais ferramentas podem ajudar?

    De fato, controlar os recursos disponíveis com certa frequência requer o uso de ferramentas que agilizem o processo e ofereçam dados atualizados. Entre os principais recursos usados em prol de uma correta gestão, destacamos:

    • sistemas de gestão financeira: permitem controlar o fluxo de caixa, emitir relatórios e potencializar a gestão das receitas e despesas;
    • planilhas de fluxo de caixa: embora sejam mais manuais, são ótimas para microempreendedores individuais, pois possibilitam acompanhar as entradas e saídas do caixa;
    • escritório de contabilidade: um bom parceiro contábil fornece informações e orienta os empreendedores, entregando as melhores soluções.

    Buscar a excelência na gestão de capital de giro é indispensável para promover a saúde do seu negócio. Portanto, recomendamos que aplique as melhores práticas mencionadas e utilize outras ferramentas que podem te ajudar.

    Baixe a nossa planilha para determinar o capital de giro com base nos prazos de venda, compra e estocagem dos produtos vendidos e potencialize o uso dos recursos financeiros de maneira adequada.

  • O que você precisa saber sobre exportação em pequenas empresas

    O que você precisa saber sobre exportação em pequenas empresas

    Diante da alta competição no mercado interno, a exportação em pequenas empresas pode ser uma excelente estratégia para alcançar resultados financeiros mais expressivos. 

    Além de potencializar a produtividade, exportar tende a ser um ótimo caminho para inovar, ao permitir conhecer as tendências internacionais e alinhá-las para otimizar o aproveitamento do mercado brasileiro.

    Em virtude dos benefícios da exportação para as micro e pequenas empresas, cada vez mais organizações optam por expandir os seus negócios, escalar as vendas e explorar um ambiente propício para o desenvolvimento da marca.

    Conheça mais sobre o processo de exportação e entenda por que ele pode ser decisivo para o seu negócio!

    Dados sobre exportação em empresas

    Conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial fechou 2024 com U$S 337 bilhões nas exportações e um aumento de 3,3% na corrente de comércio ao compará-la com os resultados de 2023.

    Esses resultados não somente demonstram o comprometimento brasileiro para fornecer soluções para o resto do mundo, como também servem de inspiração para novas e/ou pequenas organizações que queiram desbravar o setor.

    De fato, a exportação é uma oportunidade cada vez mais acessível para os pequenos negócios que desejam ampliar as suas operações, conquistando clientes fora do Brasil.

    Não é à toa que o número de empreendedores que estão comercializando as suas soluções para outros países cresceu 120% na última década.

    De acordo com o MDIC, aproximadamente 40% das empresas exportadoras brasileiras são micro e pequenas. 

    Embora o peso das exportações não seja tão significativo perante as grandes exportadoras, devido ao seu porte e à sua capacidade produtiva, esses players estão conseguindo alavancar as suas receitas e conquistar públicos fieis. Consequentemente, tendem a alcançar resultados ainda mais satisfatórios e aumentar as vendas de forma sustentável, considerando as oscilações do câmbio e das demandas externas.

    Exportação em pequenas empresas

    Inicialmente, o processo de exportação em pequenas empresas pode parecer desafiador, contudo, é possível ter sucesso desenvolvendo um planejamento adequado e seguindo uma abordagem estratégica.

    A seguir, apresentamos tópicos relevantes que toda pequena empresa deve saber antes de se aventurar no mercado exportador.

    Razões para exportar

    Existem diversas razões que fundamentam as operações exportadoras em pequenas empresas. Vejamos os principais pontos:

    • permite acessar novos mercados as empresas podem diversificar as suas fontes de receitas, reduzindo a dependência do mercado interno;
    • melhora a competitividade — obter reconhecimento mundial é essencial para potencializar o posicionamento e a imagem no mercado;
    • promove a inovação — o comércio externo exige que as empresas adaptem as suas soluções conforme o público que atendem, fato que ajuda a melhorar a qualidade dos produtos ou serviços que fornecem;
    • estimula o empreendedorismo o programa Acredita Exportação, do Governo Federal, aumenta o percentual de ressarcimento do resíduo tributário incidente sobre os itens exportados pelas MPEs.

    Esses aspectos reforçam a perspectiva de que a exportação pode contribuir para o crescimento das pequenas empresas. No entanto, para alcançar o desenvolvimento desejado, é fundamental conhecer as etapas do processo.

    Etapa de pesquisa e planejamento

    Pesquisar e planejar são ações vitais para quem pretende dar os primeiros passos no mercado internacional e maximizar as chances de ter êxito na trajetória.

    Planeje cada fase com cuidado, respeitando a realidade do seu negócio, contando com dados atualizados e relevantes e ponderando prós e contras das ações. Além disso, siga os seguintes conselhos:

    • identifique os mercados potenciais verifique as regiões e os países que podem apresentar interesse pelos produtos ou serviços. Para isso, analise detalhadamente os clientes potenciais, identifique os concorrentes, aposte nas tendências locais e foque nas demandas que precisam ser atendidas;
    • estude a viabilidade — entenda se o mercado internacional pode absorver os seus produtos/serviços, considerando a cultura, a concorrência e as preferências;
    • considere os custos verifique os custos envolvidos nas operações exportadoras, como tarifas e taxas alfandegárias, seguros, impostos e serviço logístico.

    Documentação

    Para exportar, você precisa reunir uma série de documentos, como:

    • nota fiscal de exportação;
    • conhecimento de embarque;
    • declaração de exportação;
    • certificados especiais, dependendo do setor que atende.

    O preenchimento incorreto dos formulários e a falta de documentação podem ocasionar atrasos na liberação das mercadorias, além de gerar multas e, em casos extremos, a rejeição da carga. 

    Por isso, vale a pena ter um controle rigoroso sobre o processo, contando com o apoio e o conhecimento de profissionais especializados.

    Formação de preços

    Tenha em mente que calcular o preço de venda dos itens exportados requer cuidados adicionais, considerando fatores vinculados às exportações.

    • taxa cambial em momentos de volatilidade econômica, o câmbio pode ser decisivo para os negócios internacionais, impactando tanto nos preços como nos custos;
    • concorrência precifique considerando a concorrência no mercado-alvo sem comprometer a rentabilidade;
    • custos de exportação inclua os custos derivados da prática exportadora, como tarifas, taxas e impostos.

    Logística e transporte

    A logística é um dos principais obstáculos para a exportação em pequenas empresas, não somente pelo seu custo, como também pelos desafios relacionados à gestão de prazos. Além desses, considere os seguintes pontos:

    • escolha o modal de transporte, analisando o custo-benefício, bem como o tipo de mercadoria e a urgência da entrega;
    • otimize a gestão de estoque, planejando a produção para atender a demanda internacional;
    • invista em um serviço especial para cargas frágeis ou volumosas que exigem cuidados especiais.

    Riscos de um processo mal planejado

    A exportação pode ser muito vantajosa quando é um processo planejado e atende as necessidades da pequena empresa. Contudo, os passos em falso podem gerar diversos riscos. Conheça os principais:

    • penalidades e multas — a falta de documentos pode gerar sanções, tanto financeiras quanto operacionais;
    • atraso na entrega da mercadoria o planejamento logístico deficiente pode prejudicar a relação com os importadores;
    • aumento dos custos em decorrência das multas, taxas ou oscilações cambiais, pode ocorrer uma elevação dos custos, atingindo a margem de lucro;
    • problemas com a qualidade dos produtos — sem o devido controle produtivo, podem ocorrer devoluções ou reclamações no mercado externo.

    Mitigue esses riscos criando um planejamento adequado, que contemple todos os pontos cruciais para uma ótima experiência exportadora, e contando com os conhecimentos de profissionais especializados.

    Parceria estratégica

    Uma parceria estratégica, como a do Sebrae, faz toda a diferença na qualidade e eficiência do processo de exportação

    Com a nossa ajuda, você pode entender melhor as oportunidades do mercado internacional, explorando-as com cautela mediante a realização de estudos e pesquisas que apoiem a sua caminhada, e o uso dos melhores canais de vendas, como redes sociais e plataformas de e-commerce.

    Além disso, os nossos especialistas estão prontos para fornecer informações úteis sobre as exigências desse processo, bem como proporcionar ferramentas para lidar com as questões logísticas e burocráticas.

    E isso não é tudo!

    O Sebrae oferece cursos e treinamentos específicos, capacitando os empreendedores sobre o processo de exportação e as melhores práticas perante o mercado internacional.

    Esperamos que você tenha entendido o impacto da exportação em pequenas empresas e sinta-se confiante para explorar as múltiplas possibilidades oferecidas nessa modalidade. 

    Além de seguir os nossos conselhos e respeitar as etapas do processo de exportação, confie no Sebrae, solicitando ajuda quando necessário e participando das nossas capacitações.

    Inclusive, recomendamos que aproveite a ocasião para se inscrever no curso: “Exportação: seu negócio cruzando fronteiras“. Prepare-se para o novo com o Sebrae!

  • Confira os 6 documentos necessários para exportação de produtos

    Confira os 6 documentos necessários para exportação de produtos

    Exportar produtos é uma ótima oportunidade para levar a sua loja a novos mercados e aumentar as vendas. Para começar com o pé direito, é fundamental organizar os documentos para exportação. Pode até parecer complicado no início, já que envolve detalhes como questões alfandegárias e financeiras, mas com as informações certas, tudo fica mais simples.

    Ter os documentos em mãos evita atrasos e custos extras, fazendo com que o processo de exportação seja mais tranquilo. Neste post, vamos listar os principais documentos que você precisa para começar a exportar e explicar por que cada um deles é importante.

    Continue lendo e prepare-se para expandir o alcance do seu negócio sem complicações!

    Como funciona a exportação de produtos?

    Exportar é, basicamente, vender mercadorias de um país para outro, e isso exige seguir algumas regras específicas. Essas normas ajudam a garantir que o envio seja feito com segurança e dentro dos regulamentos internacionais.

    O processo começa com a definição do mercado para onde você quer enviar seus produtos. Depois disso, é necessário organizar a documentação, ajustar os produtos às exigências do país de destino e escolher a melhor logística para o transporte. Além disso, você precisará lidar com questões como pagamentos internacionais e taxas de exportação.

    Qual a importância da documentação?

    A documentação é a base de qualquer processo de exportação. Sem ela, o envio de mercadorias para outro país simplesmente não acontece. Esses documentos garantem que tudo está dentro da lei, tanto no Brasil quanto no país de destino, evitando multas, atrasos e até mesmo a retenção dos produtos na alfândega.

    Ou seja, eles são a prova oficial de que a operação é legítima. Papéis como a fatura comercial e o conhecimento de embarque informam detalhes sobre a transação e o transporte das mercadorias, enquanto certificados de origem podem garantir vantagens, como redução de impostos em acordos comerciais entre países.

    Ter a documentação correta também é importante para a segurança do pagamento, visto que protege tanto o exportador quanto o comprador, evitando transtornos. Por isso, organizar esses documentos não é apenas burocracia: é garantir que tudo ocorra sem problemas do começo ao fim.

    Quais os documentos para a exportação de produtos?

    Agora que você já entendeu como funciona a exportação e a importância de ter tudo organizado, é hora de conferir os principais documentos necessários. Vamos detalhar cada um a seguir!

    1. Fatura proforma

    Trata-se de um documento inicial que funciona como uma espécie de orçamento oficial da exportação. Embora não tenha valor fiscal, ela é essencial para o comprador entender todos os detalhes da operação antes de fechar o negócio. Então, é onde você apresenta preços, prazos e condições de envio.

    Por exemplo, ao negociar um lote de camisas com um cliente internacional, a fatura proforma especifica o valor por unidade, o prazo de entrega e os custos de transporte. Ela dá clareza às partes envolvidas, para que o acordo seja fechado com todas as condições bem definidas. É o primeiro passo para formalizar a venda.

    2. Fatura comercial

    Sem dúvidas, esse é um dos documentos mais importantes em qualquer exportação. Ela funciona como uma espécie de nota fiscal internacional, pois detalha todas as informações da venda: descrição dos produtos, quantidade, valor unitário e total, além dos dados do exportador e do importador.

    Por exemplo, se você está enviando 500 peças de roupas para os Estados Unidos, a fatura comercial especifica o modelo, o valor de cada peça e o total da venda. Esse documento é indispensável para o desembaraço aduaneiro no país de destino e serve como base para calcular impostos e taxas.

    3. Romaneio de carga

    O romaneio de carga descreve em detalhes o conteúdo da carga, incluindo itens, quantidades, dimensões e peso. Esse documento ajuda tanto na organização logística quanto na inspeção alfandegária.

    Desse modo, se você exportar caixas de roupas para outro país, o romaneio especifica o número de caixas, o peso de cada uma e o que contém, como camisas ou vestidos. Isso facilita o transporte e garante que tudo seja conferido rapidamente no destino.

    4. Nota fiscal de exportação

    Ela é emitida pelo exportador e registra as informações fiscais da operação, como o valor dos produtos, impostos e detalhes da transação. Sua função é oficializar a saída de mercadorias do país.

    Ao enviar roupas para o exterior, por exemplo, a nota fiscal informa o valor total da venda e o CNPJ da sua empresa, comprovando que a exportação está regularizada. Além disso, ela serve de base para a emissão de outros documentos, como o conhecimento de embarque. Sem ela, a exportação não segue adiante.

    5. DU-E

    A Declaração Única de Exportação (DU-E) é imprescindível para formalizar o envio de mercadorias ao exterior. Esse documento eletrônico é emitido diretamente no Portal Siscomex e reúne informações fiscais, tributárias e comerciais em um único lugar. Ele substitui antigos formulários, simplificando o processo.

    Por exemplo, se sua loja de roupas exporta camisetas para outro país, a DU-E registra detalhes como o tipo de produto, quantidade, valor e transportadora. Esse documento é de extrema importância para o controle alfandegário, uma vez que permite que sua carga seja liberada com segurança. Por esse motivo, preenchê-lo corretamente é um dos passos mais importantes para que sua exportação ocorra sem atrasos.

    6. Conhecimento de embarque

    Emitido pela transportadora, o conhecimento de embarque traz informações sobre o tipo de mercadoria, quantidade, peso, remetente, destinatário e detalhes do transporte, como o meio utilizado (aéreo, marítimo ou rodoviário). Ou seja, ele confirma que há transporte da carga até o destino final.

    Então, se você está enviando 300 vestidos para um cliente na Europa via transporte marítimo, o conhecimento de embarque especifica o número de contêineres, o navio e o porto de destino. Inclusive, ele é necessário para liberar a carga no país de chegada e serve como garantia caso ocorram imprevistos no transporte.

    Exportar produtos pode parecer um caminho cheio de detalhes, mas agora você já sabe o que precisa para começar. A organização dos documentos para exportação é o ponto de partida para conquistar clientes em novos mercados e aumentar as vendas da sua loja. Com planejamento e as informações certas, esse processo se torna muito mais simples.

    Quer aprender ainda mais e estar 100% preparado para esse novo passo? O Sebrae Alagoas oferece um curso gratuito e completo sobre exportação de produtos. Nele, você terá acesso a tudo o que precisa para expandir sua loja com segurança e sucesso. Inscreva-se agora e se prepare para alcançar o mercado internacional!

  • Saiba como aumentar o valor agregado dos produtos no Carnaval

    Saiba como aumentar o valor agregado dos produtos no Carnaval

    O Carnaval não é só uma época de festas. Também é uma oportunidade de aumentar o valor agregado das soluções oferecidas para o público, a fim de ampliar as vendas e o faturamento do negócio.

    Você pode explorar esse momento especial para atrair a atenção do consumidor e fidelizá-lo no restante do ano. Veja algumas ideias fáceis de colocar em prática!

    Impacto cultural e econômico do Carnaval

    O Carnaval está no Brasil desde a época dos colonizadores. Com o passar do tempo, as festas foram ganhando novos formatos e agregando a cultura do nosso país.

    Hoje, além de promover a nossa diversidade, o Carnaval é uma data comemorativa com forte apelo econômico. Ele movimenta de forma significativa, principalmente, o comércio e o turismo, gerando excelentes oportunidades para vender mais e melhorar o faturamento no começo do ano.

    Época de oportunidade de vendas

    Todos os segmentos de mercado podem aproveitar o Carnaval. Isso porque é possível aumentar o valor agregado das soluções trazendo a temática das festas e ofertas exclusivas para essa época.

    É como no Natal, quando personalizamos o espaço físico, a identidade do negócio, a comunicação e os produtos para essa época do ano, atraindo a atenção do consumidor. Assim, você gera oportunidades de vendas e ganha novos clientes para que o seu negócio tenha um bom faturamento nos outros meses também.

    5 ideias para aumentar o valor agregado no Carnaval

    Temos algumas ideias para aumentar o valor agregado das suas soluções no Carnaval, mas a lista não se restringe a elas. Você pode gerar diferencial e se destacar oferecendo uma experiência única para o público.

    Comece a se inspirar com os tópicos a seguir.

    1. Embalagens temáticas

    A comunicação visual é muito importante para diferenciar essa época do ano dos dias comuns. Vale investir em embalagens temáticas porque, embora seja um detalhe, a experiência do cliente se torna diferente, o que ajuda a promover a satisfação dele.

    2. Brindes

    Ainda que sejam simples, os brindes são bem aceitos pelo público. São uma forma de aumentar o valor agregado dos produtos porque vêm como um presente para o cliente. Sem falar que você pode imprimir sua marca, fazendo com que ela seja mais visualizada e permaneça na mente das pessoas.

    3. Edições limitadas

    As comemorações carnavalescas são sazonais. Então, aproveite para lançar edições limitadas. Isso vai despertar o senso de urgência e escassez, fazendo com que o público tenha interesse em experimentar ou adquirir para não perder a chance.

    4. Decoração temática

    Mesmo que você não queira fazer grandes mudanças no seu espaço físico, acrescente alguns detalhes para trazer um toque de alegria e comemoração em seu empreendimento. Isso atrai os olhares e faz com que o cliente se sinta bem acolhido e entre no clima das comemorações.

    5. Combos promocionais

    Essa é uma prática que ajuda a trazer um valor agregado maior para as soluções disponibilizadas porque os combos também causam o senso de escassez e urgência. Sem falar que a oferta diferenciada chama a atenção do consumidor e incentiva a compra.

    Estratégias de marketing valiosas

    Capriche nas estratégias de marketing para engajar o seu público nas comemorações de Carnaval do seu negócio. Para isso, você pode:

    • participar de festas locais;
    • patrocinar eventos carnavalescos;
    • criar conteúdos relacionados ao Carnaval;
    • participar de trends do momento;
    • lançar convites e desafios para engajar o público nas redes sociais;
    • segmentar anúncios por geolocalização para alcançar um público específico;
    • personalizar de forma temática a identidade visual do negócio.

    Benefícios de agregar valor no Carnaval

    As estratégias para agregar valor no carnaval promovem diversos benefícios, como:

    • maior engajamento do público;
    • atração e retenção de clientes;
    • melhoria da experiência do consumidor;
    • aumento da satisfação do público;
    • fidelização de clientes;
    • maior divulgação da marca.

    Lembre-se que você pode pensar em outras estratégias para agregar valor no Carnaval. O importante é aproveitar a época para estar em destaque e fazer parte da vida do seu público, gerando experiências diferenciadas para ele.

    Gostou das dicas? Então siga nossas redes sociais e acompanhe publicações interessantes como essa! Estamos no Facebook, Instagram, X, LinkedIn e YouTube.

  • 8 estratégias de sucesso para a gestão de açougue

    8 estratégias de sucesso para a gestão de açougue

    Uma boa gestão de açougue vai muito além do corte de carnes e do atendimento ao cliente. Muitos empresários enfrentam desafios diários, como a organização do estoque e a fidelização dos clientes. É comum sentir que, apesar de todo o esforço, os resultados não correspondem às expectativas. Isso gera a sensação de que algo precisa mudar urgentemente.

    Por isso, este post lista estratégias práticas que podem ser facilmente aplicadas ao seu negócio. Continue lendo e confira técnicas que vão facilitar sua rotina e melhorar seus resultados!

    1. Mapeie os processos do açougue

    O primeiro passo para uma boa gestão de açougue é fazer o mapeamento de todos os processos. Para isso, documente todas as etapas, desde a chegada da mercadoria até a entrega ao cliente, o que inclui a recepção, a armazenagem, o corte e a embalagem das carnes.

    Essa ação ajuda a identificar pontos de melhoria, além de padronizar as operações, pois todos os colaboradores seguirão os mesmos passos. Ao detalhar cada procedimento, você consegue visualizar melhor as áreas que necessitam de mais atenção, e pode traçar estratégias para otimizar recursos e tempo.

    Isso sem mencionar que ficará mais fácil treinar novos funcionários, pois eles terão um guia claro e detalhado das suas funções.

    2. Invista em atendimento

    Um bom atendimento fideliza os clientes e atrai novos consumidores através do boca a boca positivo. Portanto, treine sua equipe para ser cordial, atenciosa e bem-informada sobre os produtos que vendem, para que possam responder às dúvidas e oferecer recomendações úteis.

    Lembre-se de que uma abordagem amigável e personalizada cria uma conexão genuína com o cliente, fazendo com que ele se sinta valorizado. Ofereça também um ambiente limpo e organizado, onde os clientes se sintam confortáveis. Não se esqueça de responder prontamente às reclamações e utilizar o feedback para melhorar continuamente os serviços.

    3. Padronize os processos

    Quando todas as etapas são seguidas da mesma forma, desde o recebimento das mercadorias até a entrega ao cliente, fica mais fácil identificar e corrigir qualquer falha. Para isso, desenvolva manuais de procedimentos claros e detalhados, que abranja todas as operações diárias, como cortes, armazenagem, higienização e atendimento.

    Com processos padronizados, a equipe trabalha de forma mais eficiente e os novos funcionários têm um guia claro para aprender suas funções rapidamente. Além disso, a padronização ajuda a manter a qualidade dos produtos e serviços, pois evita variações indesejadas que podem comprometer a satisfação do cliente.

    Também é importante revisar regularmente esses processos para garantir que estejam atualizados e otimizados, melhorando continuamente o funcionamento do seu açougue.

    4. Garanta a qualidade de seus produtos

    A qualidade dos produtos é um fator indispensável em negócios do setor de alimentos. Por esse motivo, selecione fornecedores confiáveis, que ofereçam carnes frescas e de alta qualidade. Estabeleça critérios rigorosos para a compra e inspeção dos produtos, verificando sempre a procedência e as condições de transporte.

    Mantenha também um controle rigoroso da temperatura de armazenamento, das condições de higiene, tanto na área de vendas quanto nas câmaras frigoríficas, treine sua equipe para manusear as carnes corretamente e evitar contaminações e perdas.

    Com produtos de qualidade, os clientes percebem a diferença no sabor e na textura, o que aumenta a satisfação e a fidelidade. Portanto, faça da qualidade uma prioridade constante, revisando e ajustando suas práticas conforme necessário para manter os padrões elevados que os clientes esperam e valorizam.

    5. Faça uma análise do mercado

    Comece pesquisando seus concorrentes diretos e indiretos, observando seus pontos fortes e fracos, bem como as estratégias que utilizam. Também fique atento às preferências e comportamentos dos consumidores, identifique o que eles valorizam e buscam ao escolher um açougue.

    Utilize ferramentas de análise para monitorar o desempenho das suas vendas e comparar com os dados do setor. Dessa forma, você consegue adaptar suas ofertas e promoções para atender melhor às demandas do mercado. Lembre-se de acompanhar as novidades e inovações do setor alimentício, como novos cortes de carne, técnicas de preparo e tendências de consumo.

    6. Melhore o espaço físico

    Transformar o espaço físico do seu açougue pode melhorar a experiência do cliente e os resultados do negócio. Para tanto, organize o layout para facilitar a circulação e o acesso aos produtos, criando um ambiente convidativo e funcional. Invista em equipamentos de qualidade, como balcões refrigerados e facas afiadas, que são essenciais para conservar as carnes e garantir a segurança dos colaboradores.

    Outra dica importante é manter o espaço sempre limpo e bem iluminado, pois isso transmite profissionalismo e cuidado com os produtos. Utilize cores claras nas paredes e sinalização adequada para orientar os clientes e tornar a compra mais prática e agradável. Crie áreas específicas para diferentes tipos de carne e ofereça embalagens apropriadas, ajudando a preservar a qualidade dos produtos.

    7. Cumpra a legislação e as normas sanitárias

    As normas da Vigilância Sanitária variam conforme a localidade, mas geralmente têm diretrizes rigorosas, como o controle rigoroso da temperatura das carnes — produtos refrigerados devem ser armazenados entre 0°C e 7°C, enquanto os congelados precisam estar a -12°C ou menos.

    A higiene é outro ponto fundamental. Sendo assim, mantenha os refrigeradores limpos, faça uma limpeza semanal e garanta que estejam sempre em boas condições. O ambiente de trabalho deve ser higienizado regularmente, assegurando que todas as superfícies e utensílios estejam livres de contaminação.

    Ao seguir essas normas, você protege a saúde dos seus clientes e evita problemas legais. Assim, seu açougue ganha a confiança dos consumidores, que sabem que podem contar com um estabelecimento seguro e de qualidade.

    8. Conte com a tecnologia

    Vale a pena investir em sistemas de gestão que ajudam a controlar o estoque, monitorar as vendas e analisar o desempenho do negócio em tempo real. Eles podem reduzir perdas e garantir que você sempre tenha os produtos certos disponíveis.

    Também considere adotar ferramentas de pagamento modernas, como máquinas de cartão e soluções de pagamento por celular, que facilitam a vida dos clientes e agilizam o atendimento. Outra tecnologia útil é a automação de processos, que pode incluir desde balanças eletrônicas até máquinas de corte, que aumentam a precisão e a produtividade. Com a tecnologia adequada, seu açougue opera de forma mais eficiente, economizando tempo e recursos, enquanto melhora a experiência do cliente e potencializa os resultados do negócio.

    Melhorar a gestão do seu açougue é o caminho certo para alcançar o sucesso. Com as estratégias que discutimos, você estará preparado para otimizar cada aspecto do seu negócio, garantir a satisfação dos seus clientes e se destacar no mercado. Então, padronize processos, invista em atendimento, garanta a qualidade dos produtos e utilize a tecnologia a seu favor. E lembre-se de que cada uma dessas ações contribui para um açougue mais lucrativo.

    Se você busca mais dicas e suporte especializado para aprimorar a gestão do seu negócio, o Sebrae está à disposição. Aproveite a experiência e o conhecimento dos nossos especialistas para impulsionar seu negócio. Entre em contato e agende seu atendimento!

  • Conheça os 7 melhores canais de divulgação para seu negócio

    Conheça os 7 melhores canais de divulgação para seu negócio

    Você gostaria de promover seu negócio, mas tem dúvidas sobre o melhor canal de divulgação para esse fim? Já se perguntou se vale a pena divulgar seu produto ou serviço por determinado veículo?

    Existem várias opções de canais de divulgação, que podem ser utilizadas facilmente com baixo custo. Porém, gostaríamos de ajudá-lo a escolher aqueles que tem mais a ver com a sua estratégia.

    Por falar nisso, assegure-se de que sua empresa tem uma estratégia que oriente suas ações de marketing, e busque entender como sua marca deve se comunicar com seu público-alvo. Desse modo, você faz a escolha mais acertada para promover a sua empresa.

    Portanto, apresentamos os 5 melhores canais na internet que você pode utilizar para a estratégia do seu negócio. Leia agora mesmo!

    1. Redes sociais: o mais conhecido canal de divulgação

    As redes sociais são canais conhecidos de comunicação, pois, atualmente, representam os ambientes mais frequentados pelas pessoas, que passam horas a fio conectadas, acompanhando conteúdos publicados.

    Esse recurso é muito recomendável, porque é possível:

    • divulgar o trabalho da empresa;
    • realizar vendas;
    • oferecer conteúdo de qualidade com o propósito de gerar leads;
    • aproximar-se do público;
    • ter um canal de comunicação do negócio;
    • transmitir a imagem da marca com eficiência;
    • criar uma comunidade em torno da sua marca.

    Cada rede social tem um objetivo, é preciso considerar o público que você deseja atingir para definir qual a melhor rede social para interagir com ele.

    No entanto, as redes sociais estão sempre se reinventando e criando novos recursos para melhorar a experiência de seus usuários. É importante estar sempre atento às novidades, como novos formatos de postagem e recursos, para tirar proveito delas e gerar maior engajamento.

    2. E-mail marketing: sempre atual

    Até hoje o e-mail marketing continua sendo um dos canais de divulgação mais importantes de muitas empresas. Mesmo após o surgimento de ferramentas de envio de mensagens instantâneas, o envio de e-mails segue como uma das estratégias mais eficientes de geração de leads e de consequente fechamento de vendas.

    A grande vantagem do e-mail marketing é que, nesse canal, você publica conteúdo para pessoas que realmente se interessam pelos assuntos que fazem parte do seu negócio, pois o material chega até elas na caixa de mensagens e elas podem escolher continuar acompanhando ou não.

    Por meio do e-mail marketing, você consegue segmentar sua lista de leads, personalizar a comunicação, realizar o processo de nutrir sua audiência, estabelecendo com eles uma relação que se alimenta e se intensifica à medida que eles se fidelizam ao conteúdo encaminhado.

    3. Marketplaces: ambientes específicos para vendas

    A ideia do Marketplace remete ao coletivo de vendas online. É uma plataforma com várias opções de lojas online e produtos anunciados pelas empresas, que o consumidor pode acessar e fazer suas escolhas.

    A maior vantagem dos marketplaces é que o consumidor acessa esses espaços com a ideia de comprar ou, ao menos, de pesquisar preços. A presença de sua empresa nesses espaços faz com que o consumidor a encontre com maior facilidade e conheça os seus produtos ou serviços, colocando eles entre suas opções de compra.

    Por isso, a partir da realidade do seu negócio, convém analisar se é possível absorver o marketplace como canal de divulgação. Pode ser a Amazon, o Mercado Livre e até mesmo o Facebook, que possui um espaço para comercialização.

    4. Links patrocinados: uma forma eficiente de conquistar leads

    Links patrocinados são muito eficientes para encontrar leads, divulgar uma novidade sobre o seu negócio e para alavancar seus resultados de forma rápida. Porém, seu uso deve considerar sempre a sua estratégia de marketing digital.

    O link patrocinado é um anúncio, feito principalmente em redes sociais, que tem o objetivo de buscar, nesses canais, pessoas que tenham interesse em seu conteúdo, por meio de um investimento na publicação.

    Há publicações que valem a pena ser impulsionadas para incentivar que sua marca seja encontrada por novas pessoas. Esse recurso reforça a sua marca na mente de quem já é seu cliente e amplia a visibilidade de seu negócio.

    5. Sites e blogs: a porta de entrada para sua empresa

    Os sites são a porta de entrada para o seu negócio. A aparência, o modo como você se expressa, a organização e os efeitos do site vão deixar uma impressão no consumidor. Como você sabe, a primeira impressão é a que fica.

    O design do site vai mostrar o posicionamento da sua marca. O visual deve encantar o consumidor, conversar com ele e fazer com que ele se sinta confortável ao viajar pelas informações. E, claro, é preciso ter informações relevantes sobre a marca, sobre os produtos ou serviços e ser de fácil acesso.

    Os blogs também são ferramentas importantes, pois trazem conteúdos que se relacionam com o negócio, e de interesse do seu público-alvo e podem até mesmo ajudá-lo em alguma necessidade que ele tenha.

    Por isso, os tutoriais, as soluções de dúvidas e a divulgação de novidades do seu setor têm que estar presentes em seu conteúdo. O cliente precisa de um determinado produto ou serviço e, ao reconhecer a necessidade, vai até os mecanismos de busca para encontrar uma solução. E você precisa estar lá para ajudá-lo.

    Muitas vezes, o consumidor vai chegar ao seu site por conta dos materiais disponíveis no blog. Assim, desenvolver um conteúdo de qualidade, que tenha relevância é a melhor divulgação em que você pode investir para atrair o consumidor, torná-lo um cliente e, por fim, fidelizá-lo. Se você tiver um e-commerce bem estruturado, melhor ainda.

    6. Influenciadores Digitais: poder de influência

    Os influenciadores são uma excelente maneira de promover sua marca. Ao trabalhar em parceria com influenciadores que têm seguidores alinhados ao seu público, você pode alcançar novos consumidores de forma autêntica e engajadora.

    Não se preocupe apenas com grandes influenciadores. Microinfluenciadores, com audiências menores, muitas vezes têm uma relação mais próxima e de confiança com seus seguidores.
    A escolha do influenciador é muito importante, ele deve ter valores parecidos com os da sua empresa, e construir uma narrativa autêntica que combine com sua marca.

    7. YouTube e Vídeo Marketing: envolvimento visual

    O YouTube é a segunda maior plataforma de busca, e o conteúdo em vídeo tem crescido exponencialmente em termos de engajamento. Criar vídeos tutoriais, reviews de produtos ou conteúdos institucionais ajuda a aumentar a confiança do consumidor e a exposição da sua marca.

    Além do YouTube, utilize ferramentas de vídeos curtos, como as redes sociais, em especial TikTok e Instagram Reels, para alcançar uma audiência ainda maior.
    Como você pôde ver, a escolha pelo canal de divulgação requer conhecimento sobre o objetivo de cada um deles e sobre seu funcionamento, além de ter uma estratégia de marketing muito bem definida. No mais, o importante é buscar conhecimento sobre marketing e sobre sua área de atuação, realizando cursos na área para se tornar sempre relevante em seu segmento.

    Quer continuar estudando sobre canal de divulgação e sobre marketing? Conheça os cursos disponíveis no site do Sebrae!