Categoria: Gestão

  • Como escalar meu negócio? Descubra por onde começar!

    Como escalar meu negócio? Descubra por onde começar!

    “Como escalar meu negócio?” é uma pergunta que passa pela cabeça de muitos empreendedores. Para que uma empresa seja escalável ela deve se concentrar em melhorar a lucratividade e a eficiência dos serviços, mesmo diante de uma maior demanda. Ou seja, sua empresa deve lidar com o crescimento saudável sem que nenhuma área do negócio sofra algum problema como atrasos para atender aos pedidos, por exemplo.

    Realizar o mapeamento e padronização de processos ajuda a otimizar o atendimento das demandas com menores custos. Investir no treinamento da equipe cria um padrão de qualidade e reduz a rotatividade.

    Outra medida para tornar o negócio escalável é buscar oferecer um produto e/ou serviço que atenda às necessidades dos clientes. No entanto, para que a gestão estratégica da escalabilidade dê certo, é necessário começar por uma ação eficiente de marketing.

    Nesse artigo você vai conhecer um pouco mais sobre a importância das estratégias de marketing para a escalabilidade da sua empresa. Vamos lá?

    Por que o marketing contribui para a escalabilidade do seu negócio?

    Um dos erros de um empreendedor é acreditar que as ações de marketing são caras e apresentam resultados pouco efetivos. Na verdade, você pode tornar sua empresa mais escalável com a ajuda do marketing, aumentando o lucro e os resultados do seu negócio. Entenda os motivos!

    Encontra oportunidades de crescimento

    Growth Hacking é o marketing voltado para encontrar caminhos que permitem que seu negócio cresça rapidamente. O propósito desse processo é identificar quais são as mudanças em seu negócio que podem gerar melhores resultados sem aumentar as despesas.

    Uma das estratégias do growth hacking é o marketing de referência, que utiliza os seus clientes como divulgadores de sua marca. Essa propaganda “boca a boca” normalmente funciona assim: seu cliente indica um conhecido e recebe uma recompensa por isso. Nesse caso, o custo por aquisição de cliente é menor que uma campanha para atrair novos consumidores, por exemplo.

    Direciona a mensagem para o público certo

    Um dos segredos da escalabilidade é oferecer um produto que o diferencie da concorrência. Mas não adianta produzir esse diferencial se ele não é conhecido pelo público. O marketing tem ferramentas que permitem segmentar o público para que sua empresa consiga atingir clientes em potencial.

    Se você produz conteúdo em blog, site ou redes sociais, não deixe de descobrir qual é a persona do seu negócio. Também conhecido como avatar, ele é o perfil de um cliente ideal e que sintetiza o comportamento de outros consumidores dos produtos e/ou serviços de sua empresa.

    Para criar essas personas, considere como esse cliente se comporta, como ele compra, com o que trabalha, quais são os interesses e quais os problemas que ele tem que podem ser resolvidos pelo seu negócio.

    Ajuda a construir uma base sólida de clientes

    O marketing digital permitiu uma maior aproximação entre os consumidores e as empresas. Por meio dos sites e redes sociais é possível receber feedbacks e conhecer melhor o nível de satisfação desses clientes. Essas informações são valiosas para identificar os pontos fortes e melhorar a experiência do cliente em todas as etapas do funil de vendas.

    Estudos do neuromarketing, ou neurociência do consumo, também ajudam a identificar o comportamento de seus consumidores, permitindo a criação de campanhas de atração e retenção que atendem às necessidades desses clientes.

    Traz informações sobre os clientes e o mercado

    Com a aplicação de pesquisas de marketing é possível de reunir informações sobre o potencial competitivo da sua empresa e a opinião do seu consumidor. O levantamento de dados pode ser obtido por ferramentas de marketing como Google Analytics, por meio de comentários nas redes sociais ou pesquisas digitais.

    Esses dados podem levar à revisão de processos internos, como a qualidade do produto, o preço, a distribuição da mercadoria até a comunicação com o consumidor. A pesquisa de marketing também ajuda a identificar oportunidades e tendências, gerar valor para a audiência, além de conquistar mais leads, ou seja, clientes em potencial.

    Permite analisar os resultados do crescimento

    O empreendedor que busca a escalabilidade precisa contar com os indicadores de desempenho (KPI) para saber se a estratégia segue de acordo com o planejamento inicial. A decisão baseada em dados ajuda também a desenvolver soluções cada vez mais alinhadas às necessidades do negócio.

    Reunimos a seguir os principais indicadores de desempenho utilizados no marketing. Lembre-se que para mensurar os dados de indicador é preciso apontar uma meta a ser alcançada. Para adotar o KPI de vendas mensais você deve especificar o número de vendas esperado por mês, por exemplo.

    • Custo de aquisição de clientes (CAC);
    • Custo por clique (CPQ);
    • Custo por Lead (CPL);
    • Taxa de cliques;
    • Taxa de conversão;
    • Tempo de navegação no site da empresa;
    • Ticket médio.

    Quais estratégias de marketing são ideais para um negócio escalável?

    O marketing é a ferramenta ideal para o planejamento do posicionamento de sua empresa no mercado. Ele pode ajudar a construir uma imagem positiva do seu negócio tanto para os consumidores quanto para outros empreendedores do seu segmento de atuação, além de oferecer soluções que impulsionam as vendas.

    Confira 3 estratégias que você pode utilizar para o seu negócio escalável.

    1. Branding

    Branding é uma área do marketing que desenvolve ações com o objetivo de tornar a sua empresa reconhecida. É importante lembrar que essas ações precisam ser coerentes com as estratégias do negócio e com a mensagem que sua empresa deseja passar para a audiência.

    Esse trabalho começa já na elaboração da marca, mas você pode utilizar o gerenciamento de toda a identidade visual da sua empresa, do layout das embalagens até o uniforme dos colaboradores, por exemplo. O branding também é uma excelente oportunidade para melhorar o relacionamento com o consumidor, por isso, certifique-se de oferecer uma experiência positiva ao cliente toda vez que ele interagir com sua marca. Isso vale tanto para o contato presencial quanto aquele realizado em outros canais de atendimento.

    2. Marketing de guerrilha

    O negócio escalável investe constantemente em inovação e essa estratégia de marketing ousada, e que exige pouco investimento, pode ser uma boa maneira de atrair novos consumidores. Não existe uma regra para esse tipo de ação, mas é fundamental que ela consiga atrair a atenção das pessoas de forma simples e inteligente.

    Você já deve ter encontrado na internet vídeos mostrando o marketing de guerrilha de grandes empresas como Coca-Cola e McDonald’s. O segredo para uma campanha desse tipo para micro e pequenas empresas é focar o diferencial que o seu produto e/ou serviço pode oferecer.

    3. Marketing de conteúdo

    Todo negócio escalável precisa adotar uma estratégia de marketing de conteúdo para a divulgação do seu produto e/ou serviço e atração de clientes na internet.

    A produção e oferta de conteúdos de qualidade em seu site ou redes sociais e o uso de técnicas de Search Engine Optimization (SEO) para melhorar o posicionamento do seu site em páginas de busca são ações que ajudam a melhorar a visibilidade de sua empresa no ambiente digital.

    Anúncios on-line nas redes sociais ou no Google Adwords também são exemplos de soluções escaláveis de marketing que você pode adotar.

    Portanto, a resposta à sua pergunta “Como escalar meu negócio?” é: elabore uma forte estratégia de marketing. Utilizar os canais de divulgação digitais torna sua empresa mais conhecida pelos consumidores, o que permite expandir sua cartela de clientes. Não deixe de procurar uma assessoria reconhecida no mercado e que oferece o amparo necessário para a gestão do seu negócio.

    Se você ainda não desenvolveu nenhuma ação de marketing e tem dúvidas sobre como definir sua estratégia, conte com o auxílio do Sebrae Alagoas. Somos uma empresa especializada para consultoria e apoio aos empreendedores, fomentando a criação, desenvolvimento e modernização das micro e pequenas empresas do nosso estado.

    Entre em contato com o Sebrae Alagoas agora mesmo e saiba como definir estratégias para a escalabilidade de sua empresa.

  • 5 técnicas de redação para atrair clientes produzindo conteúdo para web

    5 técnicas de redação para atrair clientes produzindo conteúdo para web

    Quantas vezes, antes de adquirir determinado produto ou serviço, você faz buscas na internet para pesquisar características, preços e resenhas de outros consumidores? Esse comportamento de compra é cada vez mais comum, o que significa que as empresas precisam estar presentes nos canais digitais. Por isso, saber produzir um bom conteúdo para a web é um grande diferencial.

    Afinal, onde o seu cliente irá buscar mais detalhes sobre seu produto? Mesmo no caso de consumidores que optam por comprar em lojas físicas, a pesquisa online é comum. Conforme levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 97% dos brasileiros procuram os produtos na internet antes da compra.

    Assim, para que sua empresa seja encontrada em meio a tantas informações online, o segredo é inovar e produzir bons conteúdos. De quebra, isso ajuda a conquistar autoridade em seu segmento e contribui para melhorar a gestão estratégica. Continue a leitura do post para descobrir como fazer isso!

    Saiba como atrair e fidelizar os clientes com conteúdos para web

    Para atrair leitores e se tornar uma autoridade em seu mercado de atuação, é fundamental produzir conteúdos interessantes, com informações consistentes e aprofundadas, que realmente possam ajudar o cliente. 

    No entanto, apenas isso não é suficiente, pois, com a transformação digital, o acesso das pessoas às informações se tornou mais fácil. Assim, para se destacar entre milhares de páginas na internet, é necessário utilizar algumas técnicas específicas, que ensinamos a seguir!

    1. Analise o perfil de seu público-alvo

    Para definir os temas que interessam seu público, é fundamental analisar o seu perfil e entender as suas necessidades. Não basta somente divulgar seus produtos e serviços, é importante produzir conteúdos que realmente ajudem esse consumidor. 

    Apenas para ilustrar: se você tem uma loja de roupas, saiba que não basta apenas fotografar as peças e postar. Escreva sobre tendências de moda para a próxima estação, ajude o seu cliente a criar um guarda-roupas versátil, explique sobre combinações com acessórios, entre outros temas. Com isso, sua marca passa a ter mais valor aos olhos dos clientes

    Procure estabelecer uma linguagem próxima a esse cliente. Por exemplo, se o seu público-alvo tem formação técnica e está habituado a um vocabulário mais formal, adote em suas postagens esse tom de voz. No entanto, se for uma pessoa mais simples, em busca de soluções para o dia a dia, procure usar a mesma linguagem. 

    2. Escreva posts detalhados

    Quanto mais completa for a sua abordagem do tema, maiores as chances dela aparecer entre os primeiros resultados de buscas. E isso é importante para que o seu futuro cliente encontre a sua empresa. Normalmente as pessoas abrem os links dos primeiros resultados e acabam ignorando quem não está bem posicionado. 

    Além disso, algumas pesquisas indicam que conteúdos detalhados são mais interessantes e têm maior possibilidade de serem compartilhados, o que ajuda a ampliar o alcance de suas publicações. 

    Para produzir um bom conteúdo, vale a pena colocar em prática algumas dicas:

    1. escolha uma palavra-chave que se relacione ao assunto que interessa o seu cliente. Usando o mesmo exemplo que demos acima, da loja de roupas, imagine possíveis buscas que o consumidor faria: “quais as tendências de moda para o inverno” ou “como combinar casacos e botas de salto” são alguns assuntos que podem despertar seu interesse e curiosidade. Assim, no primeiro exemplo, use palavras-chave como “moda para o inverno” e suas variações (moda de inverno, roupas de inverno, tendências de moda para o inverno, entre outras);
    2. essa palavra-chave pode ser uma frase mais específica, que atrairá os consumidores que buscam exatamente esse conteúdo, ou mais genérica. Para ilustrar, imagine que algumas pessoas querem saber, exatamente, “como combinar casacos e botas de salto alto”, enquanto outras podem chegar ao mesmo resultado (mas, com maior concorrência de outros sites) buscando somente “botas de salto”, “casacos” ou “casacos e botas”;
    3. use essa palavra-chave no título e ao longo do texto, de forma natural, para melhorar o posicionamento;
    4. procure informações de fontes confiáveis e utilize-as no texto — por exemplo, cite publicações internacionais de moda, que mostrem as tendências no hemisfério norte, que costumam ser um termômetro interessante para o setor, no Brasil;
    5. faça hiperlinks em seus textos, direcionando para outras publicações de sua página que possam agregar mais informações sobre o tema que você está abordando — assim, seu site ganha mais tráfego, o que faz com que os mecanismos de busca entendam que seus conteúdos são relevantes.

    3. Escolha boas imagens

    Ainda pensando no perfil de seu público-alvo, escolha imagens atrativas, que valorizem o conteúdo do artigo. Procure escolher ilustrações ou fotos que prezem pela diversidade e passem mensagens positivas. Vale a pena também ter atenção ao momento. Por exemplo, em tempos de pandemia com o coronavírus, ilustrações que mostrem aperto de mãos devem ser repensadas. 

    4. Faça títulos atrativos

    Juntamente à ilustração, o título é a primeira coisa que o seu cliente vê. Assim, ele precisar atrair sua atenção e despertar a curiosidade para a leitura do que vem a seguir. 

    5. Capte informações dos visitantes

    Uma estratégia bastante utilizada no marketing digital é a captação de dados (como e-mail ou telefone) dos visitantes da página. Para fazer isso, você pode oferecer materiais gratuitos, como e-books, gráficos, análises mais detalhadas, entre outros. Quando a pessoa fizer o download, precisará preencher um formulário com as informações.

    Esses dados de contato servem para nortear decisões da empresa, já que será possível identificar quais assuntos despertaram maior interesse do público. Além disso, eles possibilitam transformar um visitante em um cliente, usando as formas de contato para enviar mais informações, promoções, convites ou outros materiais. 

    Lembre-se, no entanto, que o uso das informações pessoais deve ser consentido, conforme as regras estabelecidas na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), prevista para entrar em vigor em agosto de 2020.

    Entenda a importância de manter esse contato com seus clientes

    Em princípio, pode parecer bastante trabalhoso adotar todas essas estratégias para se aproximar dos clientes. No entanto, essa modalidade de marketing é mais acessível do que anúncios pagos e tem um alcance muito maior.

    Um bom conteúdo pode ser compartilhado inúmeras vezes, o que significa que será lido por muitas pessoas. Com isso, sua marca atinge um público muito maior, conquista o respeito e passa a ser vista como autoridade no tema.  

    Além de todas essas dicas, lembre-se de que é fundamental que o conteúdo para web seja bem escrito, com clareza e objetividade, e traga informações que façam a diferença para quem está lendo. Outro detalhe é que o texto não precisa ser postado somente no blog da sua marca. Use as redes sociais para se aproximar ainda mais dos clientes!

    Quer saber mais sobre o assunto e descobrir estratégias para que o seu público se identifique mais com a sua marca? Então continue em nossa página e entenda o que é branding e como utilizá-lo para fortalecer a sua empresa!

  • Mudanças organizacionais: como passar confiança ao time?

    Mudanças organizacionais: como passar confiança ao time?

    Mudanças organizacionais nada mais são que alterações que a empresa precisa fazer para se manter competitiva no mercado e melhorar os resultados. Uma organização precisa passar por isso principalmente quando ela pretende otimizar processos, aumentar a produtividade e se atualizar no mercado.

    Levando isso em consideração, é muito importante contar com uma equipe alinhada aos objetivos do negócio para fazer com que essas mudanças sejam eficazes o suficiente para deixar os concorrentes para trás.

    Mas para ter esse resultado é preciso passar confiança ao seu time. Não sabe como fazer isso? Neste artigo listamos algumas dicas indispensáveis para colocar essa estratégia em prática. Acompanhe!

    Melhore a comunicação com a equipe

    Saber como se comunicar com o seu time — sem intimidá-lo — é essencial para melhorar a comunicação. Isso porque durante as mudanças organizacionais as falhas na comunicação precisam ser evitadas ao máximo para não prejudicar o processo.

    Faça com que as decisões tomadas cheguem tranquilamente aos seus colaboradores, seja por meio de murais de avisos ou por meio de e-mails.

    Receba bem os feedbacks

    Outro ponto que merece atenção são os feedbacks de seus colaboradores. Essa questão é importante, pois são eles que estão diretamente ligados à rotina das atividades executadas.

    Ninguém melhor que sua equipe para indicar os pontos de atenção, ou seja, quais processos podem ser otimizados, quais exigem um uso maior da tecnologia etc.

    Esteja aberto tanto aos feedbacks bons quanto aos ruins, dessa forma, é possível criar estratégias mais eficientes para se destacar no mercado.

    Mostre onde a empresa quer e vai chegar

    Deixar claro para os colaboradores onde a empresa pode chegar é essencial para motivá-los a melhorar a produtividade. Eles também enxergarão novas oportunidades para o crescimento profissional, uma vez que a organização terá mais recursos para investir em treinamentos, aumento de salários, entre outros benefícios.

    Todos poderão trabalhar para encontrar soluções mais eficientes para alcançar tal objetivo.

    Mostre a importância da equipe para as mudanças

    É necessário que você enfatize a importância que cada colaborador tem dentro das mudanças organizacionais. Tenha em mente que eles são peças fundamentais para construir o sucesso do seu negócio. Quanto mais eles se sentirem valorizados, mais vão se dedicar a construir um futuro melhor para a sua empresa.

    Participe da rotina de trabalho da equipe

    Ao participar da rotina da sua equipe, você conseguirá observar de perto quais são as dificuldades do dia a dia e terá melhores ideias que contribuem para uma mudança organizacional eficiente.

    Além de conhecer a realidade de cada atividade exercida, você poderá otimizar o relacionamento com seus colaboradores, alinhando da melhor forma possível os objetivos dessas alterações com os valores de cada um deles.

    A partir do momento que você nota que a sua empresa está perdendo market share (fatia de mercado), que a satisfação dos seus clientes está diminuindo ou até mesmo a sua lucratividade não tem sido positiva, é hora de realizar as mudanças organizacionais.

    O Sebrae Alagoas oferece apoio aos pequenos negócios de todo o país. Se você precisa de ajuda, entre em contato conosco agora mesmo e saiba o que podemos fazer pela sua empresa!

  • Passo a passo: aprenda agora como fazer um modelo de negócios

    Passo a passo: aprenda agora como fazer um modelo de negócios

    Todo empreendedor já passou por aquele momento em que sua grande ideia, seu sonho ou aquela solução que há tempos pensava em desenvolver precisa tomar forma, ganhar corpo e se tornar um negócio. Seja para quem já tem sua empresa, seja para quem vai iniciar sua trajetória como empresário, é comum surgirem dúvidas nesse processo.

    Por isso, hoje vamos falar sobre modelo de negócios, uma importante e estratégica ferramenta para ajudar você a tirar as ideias da cabeça, mapeá-las e transformá-las em realidade. Para tanto, montamos um passo a passo para você criar seu próprio modelo. Confira neste artigo!

    Entenda o que é e para que serve um modelo de negócios

    Antes de iniciarmos o passo a passo, é interessante que você compreenda mais sobre o modelo de negócios. Trata-se de uma ferramenta que vai fazer um mapeamento completo de suas ideias e projeções, a fim de se analisar todos os aspectos de cada etapa, tais como viabilidade, aplicabilidade, valor gerado, entre outros.

    Por meio dele, você vai detalhar seu futuro negócio ou solução de forma analítica, o que tornará o caminho mais claro, auxiliará na solução de problemas que possam surgir e mais ainda: pode aperfeiçoar e expandir suas pretensões.

    Aprenda a montar o seu modelo de negócios

    Agora, que você já entende o conceito, que tal colocá-los em prática? Vamos então para o passo a passo.

    1- Conheça os diferentes tipos de modelos de negócios

    Para começar, você deve conhecer os principais tipos, para ver onde sua ideia ou solução se encaixa. A partir disso, ficará mais fácil encontrar algumas respostas que a ferramenta vai demandar.

    No mercado atual, os modelos mais expressivos são:

    Assinatura – cria-se um grupo de clientes que pagam mensalmente para receber produtos ou serviços. Dentre os assinantes é possível estabelecer categorias de assinaturas, para diversificar a oferta. Exemplo: Tag Livros.

    Franquia – tipo de negócio em que empresários vinculam-se por meio da compra de uma marca já existente. Com isso, o negócio já vem com uma estrutura pronta, identidade e diversas diretrizes que serão base para a atuação do franqueado. Exemplo: Subway.

    Marketplace – trata-se de um site ou plataforma de e-commerce, em que diversos fornecedores oferecem seus produtos. Ao selecionar um produto, o cliente tem acesso a todos os fornecedores daquele produto e pode escolher com qual deles efetuará a compra. Exemplo: Lojas Americanas.

    Infoprodutos – são produtos digitais que são comercializados via internet e podem ser acessados e baixados pelo cliente. É muito utilizado para cursos online, treinamentos, palestras, livros e áudios, entre outros. Exemplo: Monetizze.

    Economia Colaborativa – é um modelo em que o negócio se dá na junção das necessidades e da oferta de recursos de diferentes pessoas. Um claro exemplo disso é a Uber, que vincula quem tem o recurso e a necessidade de trabalhar (o motorista) a quem, pelo menos naquele momento, não dispõe desses meios, precisa se deslocar e pode pagar por isso. Mais um exemplo: Airbnb.

    SaaS – oferta ao cliente o acesso a uma plataforma de conteúdo, suporte, softwares e variados serviços na internet, com pagamento mensal. Exemplo: Spotify.

    A boa notícia é que as ferramentas do Canvas se adaptam bem a todos esses formatos.

    2- Defina a oferta de valor

    Após entender em que formato seu negócio se classifica, é hora de definir a oferta de valor da sua ideia. Ela diz respeito a qual valor seu negócio vai gerar para o cliente e como esse valor será entregue. Grosso modo, são os benefícios que o consumidor terá ao desfrutar de sua solução, por exemplo: praticidade, status social, comodidade, autoestima, realização, crescimento financeiro, fortalecimento da imagem, inovação, entre outros.

    3 – Segmente os clientes

    Outro quadrante imprescindível é a segmentação dos clientes. É nessa fase que você descreverá a fundo seu cliente ideal, definirá a quais públicos deseja levar seu negócio, com quem interagir e principalmente levantar as ferramentas para conhecer as características, dores, expectativas, anseios e comportamentos do seu consumidor. Essa etapa é fundamental para praticamente todas as estratégias dos diversos braços do seu negócio.

    4- Coloque parcerias-chave

    Certamente, você precisará contar com parcerias para a execução de sua ideia. Sejam eles os fornecedores, sócios, imprensa, órgãos governamentais, ou outros. A proposta é listar todos os possíveis parceiros que podem fazer parte do seu negócio. Se você ainda não tiver os parceiros definidos, pense nos setores e nas organizações que podem influenciar na sua ideia.

    5 – Defina os canais

    Vamos agora pensar na distribuição do seu produto. Como o seu cliente terá acesso a ele? Em quais praças ou plataformas sua solução será encontrada? Por quais meios as pessoas conhecerão e utilizarão seu produto? São esses os questionamentos que você deve responder e considerar.

    6- Estruture o plano de marketing

    Com tudo isso definido, é hora de pensar em como se conectar com o cliente ideal e com o mercado. É hora de planejar e criar estratégias para comunicar a proposta de valor, ocupar os espaços estratégicos do segmento mercadológico em que você vai atuar ou expandir sua atuação.

    O plano de marketing é a ferramenta que dará suporte para entrar no mercado, expressar a identidade de sua empresa, trabalhar o valor da sua marca e de seus produtos, definir o posicionamento e cuidar da forma como você será visto pelos seus mais diversos públicos, como clientes, parceiros, competidores, sociedade e outros.

    7 – Acrescente a estrutura de custos

    E quanto tudo isso vai custar? Quanto é preciso investir? Qual a projeção de Retorno sobre o Investimento (ROI)? Esses aspectos você deve considerar na estrutura de custos, que é uma etapa vital do seu modelo de negócios. É muito importante que você dedique bastante pesquisa e análise nesse passo, pois ele pode ser um grande impulsionador ou um obstáculo sério para a realização de seus projetos.

    8 – Descreva as fontes de receita

    As fontes de receita se relacionam aos recursos financeiros que o produto ou o serviço vão gerar para o negócio. Essa etapa é indispensável para a mensuração do faturamento, da lucratividade e das projeções financeiras. É interessante que você faça esse passo com bastantes detalhes, considerando várias possibilidades, visto que é por aqui que as receitas entrarão.

    Para facilitar a elaboração dessa etapa, oriente-se com perguntas como:

    • Como precificar minha solução?
    • Qual a margem de lucro pretendo ter com cada solução?
    • Como pretendo comercializar minha atividade-fim?
    • Quais serão as possibilidades de pagamento?
    • Haverá versões gratuitas dos serviços ou amostras grátis dos produtos?

    E se você não fizer o modelo de negócios de sua empresa, o que pode acontecer? É também uma dúvida comum entre os empreendedores. De modo simplista, a falta dele limita possibilidades, deixa ocultas informações que podem ser desafios para a empresa e faz com que os investimentos sejam arriscados, uma vez que não se tem conhecimento do todo, dos prós e dos contras.

    Devido à importância da ferramenta para a expansão e para a atuação estratégica da sua empresa, o Sebrae desenvolveu uma solução otimizada e bem simples de usar, para ajudar você a construir o modelo de negócios ideal. Estamos falando do Sebrae Canvas e recomendamos fortemente que você conheça mais sobre ele.

    A vida do empreendedor é repleta de desafios e resoluções das mais diversas e contar com ferramentas inteligentes e inovadoras faz toda a diferença na tomada de decisão. E, por falar nisso, se você resolveu expandir sua empresa, confira as 4 decisões de gestão estratégica de um empreendedor que quer crescer.

  • 7 dicas para criar uma proposta de valor incrível

    7 dicas para criar uma proposta de valor incrível

    A proposta de valor nada mais é que uma prática que visa levar ao seu potencial cliente uma ideia concisa, clara e transparente a respeito de como determinado produto ou serviço será relevante para ele. Definir essa ideia é essencial para iniciar um novo negócio.

    Com uma proposta de valor bem definida, a empresa consegue fortalecer a sua marca no mercado, mostrando ao seu público-alvo por que o seu empreendimento é o ideal para solucionar o problema dele —, e não os seus concorrentes.

    Neste artigo, apresentamos 7 dicas para a criação de uma proposta de valor incrível para a sua empresa. Continue a leitura para entender mais sobre o assunto!

    1. Considere a estrutura

    Ao realizar a sua proposta de valor, você precisa estar atento à seguinte estrutura:

    • título: ele deve conter no máximo duas frases curtas, as quais precisam simplificar as vantagens oferecidas pelo seu negócio em comparação à concorrência. É nesse momento que a atenção do potencial cliente deve ser conquistada. Portanto, o título precisa ser criativo e impactante;
    • subtítulo: ele deve conter de duas a três linhas. O subtítulo é responsável por apresentar o que a empresa faz, mostrar para quem o seu produto ou serviço é destinado e abordar as principais vantagens oferecidas aos clientes;
    • bullet points: fazer uso dos bullet points para organizar os benefícios oferecidos pelo seu negócio também é muito importante. Aqui, você deverá dispor, em listas, cada vantagem para facilitar a leitura e criar um destaque visual;
    • imagens: ao falar da sua proposta de valor, você precisa investir em boas imagens. Elas são indispensáveis para chamar a atenção das pessoas, ilustrando as ideias que foram apresentadas no seu texto.

    2. Conheça bem o seu público-alvo

    Conhecer o seu público-alvo é essencial para oferecer a ele uma solução eficaz e que vá direto ao encontro de suas necessidades e objeções. Dessa maneira, o público enxergará valor em sua proposta e entenderá que ela é realmente relevante.

    Para criar uma proposta de valor de interesse do seu público, é preciso alinhar a linguagem utilizada para se comunicar de maneira próxima, melhorando, assim, o relacionamento entre a empresa e o consumidor. Algumas características importantes que devem ser consideradas nesse momento são:

    • faixa etária;
    • hábitos de consumo;
    • gênero;
    • nível de escolaridade, entre outros.

    Com esses dados em mãos, fica mais fácil de criar uma proposta mais atrativa para quem tem interesse por seus serviços ou produtos.

    3. Observe os concorrentes

    A sua proposta de valor precisa diferenciar a sua empresa dos seus concorrentes. Sendo assim, oferecer algo similar é dar “um tiro no próprio pé”. Portanto, nesse momento, você precisa observar a sua concorrência, analisar o que eles oferecem e oferecer algo melhor, que supere as expectativas dos seus consumidores.

    Os pontos de melhorias que serão identificados nesse momento o ajudarão a entender melhor as necessidades dos seus potenciais clientes e, assim, a colocar estratégias mais eficientes em prática para não apenas atraí-los, mas também fidelizá-los. Com essa medida, os seus resultados tendem a ser melhores, o que ajuda a sua empresa a se destacar no mercado.

    4. Esteja atento à linguagem

    Para conseguir expressar adequadamente a sua proposta de valor, a sua linguagem precisa ser clara e objetiva. Sem enrolações e promessas vazias. Também é importante que esse tipo de linguagem se estenda à abordagem dos seus clientes, a fim de criar um melhor relacionamento de confiança entre consumidor e empresa.

    O tipo de linguagem utilizada vai depender do perfil do seu público-alvo. Por exemplo, se a sua empresa fala com profissionais do mercado financeiro, a linguagem precisa ser mais formal.

    Agora, se o seu público-alvo é mais jovem, a linguagem informal será mais bem interpretada. Isso é importante analisar porque é a linguagem que conectará os seus potenciais clientes com a sua proposta de valor.

    5. Acrescente os benefícios do produto

    O que faz a sua proposta de valor ser mais interessante que a do seu concorrente? Nesse momento, você precisa acrescentar os benefícios do seu produto ou serviço, mas, ao mesmo tempo, eles não podem ser atributos comuns, ou seja, é preciso apresentar um diferencial. Aqui, qualquer detalhe pode fazer toda a diferença na hora de atrair o consumidor.

    Alguns exemplos de benefícios que merecem ser destacados são:

    • atendimento personalizado;
    • comodidade;
    • frete grátis;
    • segurança, entre outros.

    Aquela análise da concorrência feita anteriormente ajudará bastante nesse quesito, pois com base em dados reais você poderá tomar decisões mais prudentes.

    6. Apresente sua proposta de valor de várias formas

    Após concluir a sua proposta de valor, você precisa apresentá-la ao seu público-alvo. Sendo assim, busque por boas alternativas de comunicação. Você pode fazer uso de figuras, textos em mídias sociais, vinhetas e infográficos. Quanto mais interessante a sua mensagem for, maiores são as chances de seus potenciais clientes se conectarem a ela.

    A sua equipe de vendas também precisa saber como apresentar a sua proposta de valor ao atender um cliente, pois cada contato é uma oportunidade que a sua empresa tem de reforçar por que o seu produto ou serviço deve ser sempre a preferência do seu consumidor.

    7. Mantenha as promessas

    Não existe nada mais frustrante para o consumidor que não receber aquilo que lhe foi prometido. Portanto, cuidado! Enganá-lo ou exagerar na promessa não é algo interessante para a imagem do seu negócio. Por isso, na hora de definir suas promessas, é importante analisar com cuidado o quanto você pode realmente entregar.

    Manter as suas promessas é fundamental para que os seus clientes não se tornem detratores da sua marca. Com esse grau de insatisfação, muitas outras pessoas serão alcançadas por uma mensagem ruim da sua empresa, o que dificultará a atração de novos consumidores.

    Sem uma proposta de valor bem definida, a sua empresa não conseguirá se destacar no mercado e, ainda, não conseguirá criar, inovar, nem mesmo reinventar o seu negócio para otimizar os seus resultados. Definir uma proposta de valor atraente é um dos primeiros passos para alcançar o sucesso!

    Este artigo foi útil para você? Então, nos ajude a disseminar esse conhecimento! Compartilhe o post em suas redes sociais para que mais pessoas saibam como fazer uma proposta de valor incrível para o seu negócio.

  • Saiba o que é cadeia de valor e como gerar mais relevância aos clientes com ela

    Saiba o que é cadeia de valor e como gerar mais relevância aos clientes com ela

    Para crescer, uma empresa precisa combinar seu potencial competitivo à lucratividade. Entretanto, o lucro depende da cadeia de valor gerada pela marca.

    Pensando nisso, este artigo define o que é valor e como ele impacta a compra final do produto. Além disso, o texto desmembra a Teoria de Porter em relação aos dois elementos essenciais da cadeia de valor: as atividades primárias e as de apoio. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura!

    O que é valor e como ele influencia na compra?

    Em uma empresa, o valor é um conjunto de medidas que servem para agregar lucro e melhorar a competitividade da instituição frente à concorrência. Para isso, o processo se baseia em uma cadeia de atividades, desde o input (entrada) até o output (saída) dos produtos.

    Mas sabe como o valor impacta a compra dos ativos da empresa? A resposta é que o lucro obtido corresponde à definição de valor da marca, tendo uma influência direta sobre a forma como as pessoas consomem os bens daquela empresa. Assim, quanto mais valor tiver a instituição, mais lucrativa e competitiva ela será.

    Qual é o conceito de cadeia de valor?

    Cadeia de valor é o processo pelo qual uma organização passa, desde o contato com os fornecedores até a última fase de distribuição de produto ou serviço, para criar valor de marca.

    Nesse momento, a instituição se baseia em um fluxograma para contabilizar todas as atividades que levaram à construção do bem, tornando esse procedimento mais confiável.

    As atividades da cadeia de valor determinam os custos finais na empresa, afetando lucros e impactando cliente. Por isso, a gestão deve usar o conceito como ferramenta para compreender as fontes de valor dentro da instituição.

    Baseando-se na teoria de Michael Porter, professor da Harvard Business School e autor de livros sobre competitividade, a cadeia de valor está estruturada em duas etapas essenciais: as atividades primárias e as atividades de apoio.

    Atividades primárias

    Não é por acaso que esse grupo é classificado como “primário”, pois toda empresa precisa dessas atividades para funcionar. Portanto, a logística interna (entrada), a logística externa (saída), o serviço, o marketing de vendas e as operações se inserem nessa primeira classificação da cadeia de valor.

    Atividades de apoio

    Por outro lado, seguindo o primado de Michael Porter, as atividades de apoio dividem-se em diversas etapas, gerando alguns valores variados e destinando-se a indústrias diferentes. Nesse sentido, as quatro categorias de “apoio” são:

    • aquisição;
    • desenvolvimento da tecnologia;
    • gerência de recursos humanos;
    • infraestrutura da empresa.

    Na sua empresa, é preciso distinguir uma série de etapas da cadeia de valor para agregar competitividade à marca. Nesse processo, verifica-se inicialmente a entrada de matéria-prima, a forma como se dá o contato com fornecedores e a comercialização dos produtos junto aos consumidores.

    Sabendo do quadro empresarial e administrativo estruturado pela cadeia de valor, o qual passa por atividades primárias e atividades de apoio na companhia, você pode avaliar como aumentar o preço e agregar mais valor aos seus serviços e produtos, oferecendo sempre benefícios aos clientes da marca.

    O artigo foi útil para você, não é mesmo? Então continue se informando sobre os processos que podem tornar a sua marca mais competitiva no mercado. Agora, leia o post sobre modelagem de processos de negócio! [Inserir link]

  • Saiba como montar um plano de sucessão empresarial para sua empresa

    Saiba como montar um plano de sucessão empresarial para sua empresa

    A sucessão empresarial é o tipo de situação, que mesmo prevista, gera sentimentos múltiplos em quem atua na empresa — medo, expectativa, saudosismo, resistência — causando impactos que podem fugir do controle da nova gestão.

    Para diminuir esses conflitos e conduzir a empresa pelo novo formato, sem afetar o negócio e o bom desempenho dos funcionários, a melhor estratégia é montar um plano de sucessão empresarial.

    Neste post, além do conceito de sucessão empresarial, você vai conhecer os tipos existentes e como funciona o processo para elaborar um plano que seja adequado e eficiente para a sua empresa. Continue lendo para dominar o assunto!

    O que é a sucessão empresarial?

    Toda mudança que ocorre na organização de uma empresa, com troca de lideranças e diretorias, é chamada de sucessão empresarial. Nesse tipo de processo, o controle e o poder sobre a administração são transferidos formalmente.

    Falaremos mais adiante, mas a sucessão pode ser familiar, trabalhista ou por aquisição de fundo de comércio. Para cada tipo de sucessão, há procedimentos e práticas que devem ser seguidos para garantir uma transição sem traumas.

    Quando acontece?

    Existem diversas razões que motivam uma sucessão:

    • mudança na razão social;
    • mudança no número de sócios;
    • alteração de empresa individual para sociedade;
    • transformação, fusão, cisão ou incorporação de sociedades.

    Quais os tipos existentes de sucessão?

    Dentro dos motivos para as ocorrências de sucessão, os tipos mais comuns são sucessão familiar, sucessão trabalhista e aquisição de fundo de comércio e, em cada um, há critérios que precisam ser observados.

    Sucessão familiar

    Quando a titularidade da empresa é transferida do pai para sucessores naturais ou para outro membro da família. Ela pode ocorrer por motivo de decisão de aposentadoria, afastamento ou falecimento.

    O sucessor herdeiro passará a responder por todos os ativos e passivos das empresas, além das funções correspondentes. As decisões e atribuições serão de responsabilidade do novo gestor.

    Sucessão trabalhista

    Nesse tipo de sucessão, quem assume a empresa — que pode ser um grupo de empresas ou apenas um empregador — assume todos os contratos trabalhistas e a relação com os empregados vinculados a eles.

    Os contratos não se alteram em função da mudança de titularidade da empresa, ou seja, todos os empregados terão seus direitos mantidos, independentemente de quem estiver respondendo pela empresa.

    Importante: caso se comprove fraude durante o processo de sucessão, o antigo gestor responderá solidariamente com a atuação da gestão por todos os contratos trabalhistas.

    Aquisição de fundo de comércio

    Quando há a aquisição de um ponto comercial, todas as atividades, dívidas e bens do antigo dono passam a ser de responsabilidade do novo proprietário. O negócio permanece inalterado, pois parte principal de atividade-fim também é transferida.

    Como funciona o processo de sucessão empresarial?

    Em casos de herança natural na família, aquisição por compra de todas as quotas ou investimento, não será obrigatória a formalização da sucessão, mas recomenda-se a elaboração de um plano de sucessão para adequar a empresa à nova realidade, sobretudo, dos funcionários.

    A parte prática será de organização administrativa e financeira, fiscal e operacional, renegociação de dívidas (caso existam), planejamento estratégico, gestão de pessoas — todas as obrigações que a empresa já cumpre em sua rotina, mas sob uma nova ótica.

    Veja a seguir algumas regras importantes que precisam ser observadas.

    Regras sobre dívidas

    O Código Civil determina que o sucessor passe a ser o responsável por todas as dívidas contabilizadas, mas o alienante passa a ser devedor solidário. Isso quer dizer que a dívida pode ser cobrada do dono anterior e, também, do seu sucessor.

    Regras sobre créditos

    Nesse caso, o adquirente passa a possuir os créditos, podendo o devedor quitar as dívidas com o sucessor ou o alienante.

    Regras sobre contratos

    Apenas os contratos empresariais, constituídos como pessoa jurídica, serão mantidos sob a responsabilidade do sucessor, mudando apenas o contratante. Em caso de contrato pessoa física, o contratado poderá se desligar a qualquer momento.

    Por que é tão importante elaborar um plano de sucessão?

    A sucessão empresarial, independentemente dos motivos para acontecer, causa impacto, em função da mudança no ambiente organizacional. É preciso preparar os funcionários para receber a nova gestão e se adequar às novas regras e diretrizes.

    Em caso de sucessão familiar, muitos funcionários que já atuam na empresa há mais tempo sentirão com a mudança, principalmente, se o estilo de gestão for muito diferente — muitos têm dificuldades de desapego, embora sejam fiéis à empresa.

    Para evitar conflitos e dificuldades de adaptação, o ideal é elaborar um plano de sucessão que contemple todas as áreas e funcionários da empresa. A transição deve ser gradativa, com análise do cenário em que a empresa se encontra, dos dados financeiros e da gestão de pessoas.

    É normal sentir insegurança e medo diante de um processo de sucessão. Muitos funcionários sentem receio de perder o emprego, por isso, o treinamento e a comunicação são fundamentais para evitar maiores problemas.

    Todos os líderes devem ser envolvidos para que transmitam maior segurança às suas equipes, enfrentando juntos o período de mudança, fortalecendo as ideias de crescimento da empresa, mesmo que sob o comando de outra gestão.

    Como elaborar um plano de sucessão empresarial?

    O plano de sucessão empresarial deve reunir processos e políticas de preparação que envolvam todos os setores e os funcionários, deixando-os cientes de que a empresa passará por uma transformação.

    As mudanças dependem do tipo de sucessão, dos objetivos da nova gestão e da situação financeira atual do negócio. O importante é que todas as alterações devem ser claras e objetivas, sem margem para inseguranças e incertezas.

    Trouxemos algumas dicas de como elaborar um plano de sucessão para ajudar na implementação de ações mais consistentes.

    Elaborar estratégias e operações de transição

    É preciso se preparar para entrar em ação, tão logo a sucessão aconteça, afinal, as atividades não podem parar e a empresa continuará funcionando mesmo com a mudança de gestão. Porém, esse processo pode ser mais tranquilo do que a maioria das pessoas pensa que é.

    Até que sejam elaboradas novas políticas de direcionamento, é essencial criar estratégias para as operações durante a fase de transição. Manter as atividades em andamento, com alterações gradativas e participação dos funcionários, vai motivá-los a cooperar e a aceitar a mudança com mais naturalidade.

    Preparar os futuros líderes

    Em qualquer tipo de sucessão, alguém diferente do antigo gestor assumirá o comando; portanto, é alguém que também terá que se adaptar a uma nova realidade. Mesmo um sucessor com formação e experiência para administrar uma empresa terá pela frente o desafio de liderar pessoas.

    Os processos são predeterminados, cabendo avaliação técnica e decisão de permanência ou alteração, mas as pessoas exigem maior cuidado, uma vez que os funcionários constroem expectativas em torno do trabalho.

    O sucessor deve ter a sensibilidade de compreender todos os aspectos da empresa e transmitir segurança aos liderados. Conhecendo a organização como um todo e, também, o comportamento dos funcionários será mais fácil prosseguir com a transição.

    Engajar a equipe de trabalho

    Desde o início, é fundamental que os funcionários estejam cientes e envolvidos no processo de sucessão. Eles serão a parte essencial e de maior responsabilidade na continuidade da rotina diária.

    Seu comprometimento e sua participação dependerá do incentivo que eles terão para manter o trabalho em dia, enquanto aguardam novas orientações. Até lá, estimular o trabalho em grupo e a atuação efetiva nos projetos vai mantê-los ativos e menos preocupados com o processo sucessório.

    Manter a equipe bem informada, envolvê-la nas decisões e comunicar alterações e mudanças é a melhor forma de trazer os colaboradores para perto da gestão e conquistar seu engajamento.

    Melhorar a comunicação interna

    Por falar em comunicação, o diálogo é o caminho mais eficiente para fazer com que a transição e as mudanças sejam bem compreendidas. Utilizar a comunicação como um canal direto de informações é fortalecer as relações do presente, pensando no futuro da organização.

    A comunicação além da mediação de conflitos pode evitar a saída de profissionais importantes para a empresa — aqueles que atuam em uma posição estratégica, com atividades que impactam os rumos do negócio, são os mais essenciais para se conquistar a fidelidade.

    Contar com ajuda profissional

    A ajuda profissional será bem-vinda para um trabalho de mediação e consultoria. É difícil manter os processos exatamente como na gestão anterior, pois algumas mudanças serão necessárias para adequar perfis e expectativas.

    A reformulação de políticas internas, instruções normativas e formulários pode ser inevitável, se a nova gestão tiver uma visão diferente do que já se faz na empresa — enquanto os gestores se ocupam da visão macro, profissionais especializados darão suporte com os procedimentos micro.

    Mesmo depois da sucessão e findado o tempo de transição, pode ser que a gestão esteja ainda em fase de análises e decisões. Logo, contar com um apoio para ajudar os gestores a visualizarem os processos com maior clareza e conduzirem os rumos da empresa da melhor forma possível é um grande benefício.

    Quando uma sucessão empresarial acontece, a ideia de aumentar a produtividade e melhorar a visibilidade no mercado é um sentimento genuíno de qualquer gestor. Os processos otimizados e os funcionários engajados são a receita de sucesso e vantagem competitiva.

    Se você gostou do post e deseja resultados efetivos para o seu negócio, leia agora mesmo como fazer sua empresa crescer financeiramente com um planejamento sistemático de ações e procedimentos!

  • Como formar uma equipe de alta performance: veja 5 estratégias!

    Como formar uma equipe de alta performance: veja 5 estratégias!

    Não tem erro: toda empresa precisa investir na qualidade dos funcionários para decolar no mercado. Mas nessa hora é comum pensar em como formar uma equipe de alta performance. Para resolver a questão, este artigo apresenta 5 dicas que ajudam a alinhar o rendimento dos colaboradores.

    A seguir, conheça algumas estratégias necessárias para os gestores formarem uma equipe de peso e alcançarem resultados positivos. Boa leitura!

    Que 5 dicas ajudam a ter uma equipe de alta performance?

    1. Invista no desenvolvimento dos colaboradores

    O mercado está em permanente mudança e, por isso, os funcionários devem se manter atualizados. Assim, quem deseja ter uma equipe de alta performance precisa incentivar os colaboradores a se capacitarem, seja ocupando novas funções, seja aperfeiçoando-se com a ajuda de cursos.

    2. Implemente uma cultura de feedback

    O feedback é um passo crucial para harmonizar a equipe, apontando para os membros aspectos que podem ser revistos no cotidiano. Essa etapa deve ser encarada com leveza e responsabilidade pelo gestor, para que o retorno não seja levado para o lado pessoal, mas incida sobre o comportamento do profissional.

    Por isso, o retorno sobre o trabalho dos colaboradores da empresa não deve ser encarado pela gestão como uma repreensão, mas, sim, uma oportunidade para a equipe rever ações e repensar posturas conjuntamente.

    3. Tenha um time diverso

    A alta performance da sua equipe depende também da seleção dos candidatos, uma vez que é preciso priorizar perfis com a capacidade de assumir funções distintas. Para isso, o gestor deve garantir que os recrutados correspondam a alguns critérios, além de terem um comportamento que respeite a cultura empresarial.

    4. Tenha uma gestão transparente

    Gestão transparente é aquela que consegue manter um canal de comunicação aberto com os funcionários, explicando a eles como e por que as decisões são tomadas.

    5. Dê autonomia aos funcionários

    Toda empresa tem alguma linha hierárquica que comporta as posições dos funcionários, mas é preciso investir em autonomia para ter uma equipe de alto desempenho. Nesse sentido, identifique o potencial de cada pessoa e deixa-a mais livre para sugerir opiniões e resolver demandas.

    Quais são os erros mais comuns?

    Para trabalhar apenas com pessoas competentes, você deve se desviar de alguns erros ao alinhar o desempenho da equipe. Primeiramente, a comunicação interna e externa à empresa deve ser bastante clara, pois o rendimento do negócio depende da compatibilidade entre colaboradores e público externo, evitando ruídos e mal-entendidos.

    Outro erro é não definir as metas, que servem como uma espécie de bússola para o crescimento da marca. Ao mesmo tempo, o plano administrativo guia a equipe e deixa evidente para os funcionários o que eles têm de fazer para alcançar os objetivos em determinado tempo.

    Nesse artigo, você identificou como formar uma equipe de alta performance a partir do desenvolvimento e da autonomia dos funcionários, de um time diversificado e da gestão transparente. Mas, para melhorar esse desempenho, tenha cuidado ao elaborar metas e comunicar-se internamente com os colaboradores.

    Esse artigo foi útil para você? Para investir em uma equipe de alta performance, conte com a ajuda de quem entende desse assunto. Entre em contato com o Sebrae Alagoas pelo telefone 0800-570-0800 ou pelo WhatsApp (82) 99999-5519, e cresça o seu negócio!

  • BPM: o guia completo para você aplicar a modelagem de processos de negócio na sua empresa

    BPM: o guia completo para você aplicar a modelagem de processos de negócio na sua empresa

    A modelagem de processos de negócio é uma ferramenta utilizada para entender os fluxos de trabalho da empresa. Essa é uma atividade que possibilita a identificação de gargalos, de falhas e problemas que estejam impedindo o crescimento da organização e a melhoria das tarefas.

    Frequentemente, os gestores detectam ineficiência e a falta de resultados positivos na empresa, mas dificilmente sabem de onde vem esse problema. Diante dessa questão negativa e oculta, a modelagem é uma maneira de desembaraçar as etapas e todos os processos envolvidos em um fluxo de trabalho.

    Esse também é um método importante para tornar a produção da sua equipe mais eficiente, sem desperdício de recursos e de maneira que seja possível aumentar a produtividade da empresa. Essa otimização de processos reflete de maneira positiva na lucratividade, na maturidade de gestão e na competitividade do negócio.

    Para ter esses resultados no seu negócio e modernizar a sua empresa, entenda o que é a modelagem e confira o passo a passo para colocá-la em prática. Acompanhe.

    O que é modelagem de processos de negócio?

    A modelagem de processos de negócio é uma apresentação e representação gráfica do fluxo de trabalho e das atividades de uma empresa. Também conhecido pelo termo em inglês Business Process Modeling (BPM), esse modelo ilustrativo e analítico dos procedimentos do seu negócio pode ser feito por meio de diagrama, fluxogramas e qualquer outro método gráfico que seja de fácil entendimento para os gestores.

    Esse é uma atividade que vai muito além de mapear o trabalho feito em um negócio. O processo de modelagem também objetiva a compreensão, transformação, automação e documentação de todas as tarefas.

    Cada método utilizado para o seu BPM ditará a complexidade e a quantidade de informações levantadas. Veja como isso funciona.

    1. Diagramas de processos

    São representações gráficas que descrevem os processos mais relevantes do seu fluxo de trabalho, ou seja, ignora e não trata de detalhes ou características específicas das atividades executadas.

    2. Mapas de processos

    Aqui, é feito um levantamento de informações mais abrangente, para que cada peça e item de uma tarefa seja analisada. Porém, ainda não engloba todos os elementos que fazem parte do fluxo.

    3. Modelos de processos

    Esse é o método mais completo e complexo da modelagem de processos de negócio. Sua estruturação considera todas as etapas, recursos e colaboradores envolvidos em cada fluxo de trabalho.

    Quando surgiu?

    O termo Business Process Modeling foi tratado pela primeira vez no ano de 1967, em um artigo publicado na revista Automation. Como pôde perceber, esse não é um conceito recente, mas somente foi ganhando força conforme a modernização do setor de TI das empresas e dos investimentos em inovação.

    Mais tarde, nos anos 70, a modelagem de processos de negócio não era eficiente, pois os modelos de fluxo eram estruturados somente por meio de fluxogramas com dados coletados de outros setores da empresa, e não necessariamente daquele que estava sendo avaliado. Além disso, a linguagem utilizada era complexa, o que dificultava o entendimento e a clareza dos demais colaboradores e responsáveis pela empresa.

    Diante dessa complexidade, um modelo mais dinâmico, claro e que era capaz de apresentar todo o comportamento e funcionamento de um negócio começou a tomar forma. Até que evoluiu para os modelos que conhecemos atualmente.

    Para que serve a modelagem de processos de negócio?

    De modo geral, o BPM é uma ferramenta utilizada para controlar, entender, melhorar e projetar o fluxo de trabalho operacional, para que seja possível compreender todo o funcionamento da organização. Em outras palavras, é uma forma de desenhar e destrinchar tudo o que é feito na empresa, a fim de identificar gargalos, falhas, desequilíbrios e oportunidades de melhoria.

    Além disso, esse método também serve para documentar todas as fases dos processos. Assim, você consegue ter informações para controlar a produtividade e a qualidade do que é executado para alcançar metas e o crescimento do negócio. Afinal, isso somente é possível quando todas as tarefas estão alinhadas.

    No ambiente empresarial, é muito comum fazer mapeamentos de processo para identificar problemas e melhorar o desempenho de todas as equipes. Muitas vezes, o BPM e o ato de mapear são tratados como sinônimo, pois, na verdade, eles são a mesma coisa.

    Contudo, a diferença mais relevante entre esses dois conceitos é que a modelagem é ainda mais detalhada e conta com mais informações do que o mapeamento. Diante disso, o BPM fornece dados sobre o fluxo de trabalho, como as horas trabalhadas por colaborador, o tempo necessário para execução de cada tarefa e outras especificações.

    Quais são os benefícios do business process modeling?

    Os benefícios da modelagem de processos de negócio vão além da representação e identificação da sequência de etapas de uma atividade. Vale ressaltar que os impactos positivos e melhorias desse método precisam ser feitos de maneira constante e não algo que é executado uma vez ou outra.

    A constância é um dos segredos para que as estratégias e aperfeiçoamentos funcionem da maneira adequada. Tendo isso em mente, separamos os principais benefícios de começar a atuar com o BPM. Veja só.

    1. Ganho de agilidade

    Muitas tarefas em uma empresa levam mais tempo do que realmente é preciso para serem executadas com eficiências. Esse atraso pode ser resultado de colaboradores sem treinamento, desmotivados, de ausência de automação na organização ou utilização de tecnologias ultrapassadas.

    Por meio da modelagem de processos de negócio você identifica o tempo que essa tarefa demanda, quais são os envolvidos e as etapas que precisam ser agilizadas e otimizadas. Dessa forma, o ganho produtivo refletirá nos resultados da organização.

    2. Redução de custos

    A eliminação de gastos desnecessários é o reflexo de um fluxo de trabalho eficiente e de estratégias adequadas, e não um processo em isolado. Quando você elimina fases sem necessidade das atividades e otimiza a execução de cada uma delas, consegue eliminar falhas, desperdícios e a perda de tempo.

    Com isso, de maneira direta, a equipe utilizará menor quantidade de recursos e dinheiro para fazer o mesmo trabalho, porém com a redução dos custos de produção, com mais agilidade e qualidade, já que todos os processos estarão alinhados.

    3. Melhorias na comunicação

    Você nunca sabe o que os colaboradores estão fazendo? Não tem conhecimento sobre como andam as tarefas da empresa e tem a impressão de que fala para as paredes? A falta de comunicação nas empresas é um dos principais e mais perigosos motivos que levam ao desalinhamento de metas, falta de comprometimento da equipe e baixos níveis de produtividade.

    Além disso, você passa a não entender o funcionamento da organização e das estratégias, sendo que, muitas vezes, isso é causado quando as tarefas não são delegadas de maneira organizada e pela falta de engajamento de todos.

    Para resolver esse fator negativo e fortemente prejudicial, utilizar a modelagem de processos de negócio é uma maneira de entender o fluxo de trabalho e de todos os responsáveis. Para isso, será necessário que todos na empresa se comuniquem de maneira clara e constante para que as etapas de cada tarefa sejam levantadas.

    Essa também é uma maneira de compreender quais treinamentos e qualificações são necessárias para o momento atual da empresa. Dessa forma, o BPM configura um guia para identificar quais conhecimentos os colaboradores e os responsáveis pelas tarefas precisam para se capacitar e otimizar o fluxo de trabalho e tornar as atividades mais eficientes.

    4. Transparência

    Ao fazer a diagramação, todos da empresa terão conhecimento sobre o funcionamento dos processos, poderão verificar os responsáveis por etapa e entender quais atividades influenciam no fluxo de trabalho de cada colaborador.

    Com isso, todos ficam mais conscientes sobre os objetivos de cada tarefa, a quem reportar em caso de dúvidas e problemas, como é a operação de cada setor. Uma gestão transparente é a base da confiança e do engajamento dos funcionários, pois o modelo pautado em obediência e “faça sem perguntar” já não funciona mais em negócios que queiram colaboradores ativos, empolgados e que façam parte do crescimento das empresas.

    A democratização na partilha de informações e resultados pode ser a chance de a empresa inovar e se tornar mais competitiva, sendo que muitas ideias, projetos e decisões nem sempre dependem somente dos gestores e da diretoria.

    O que é preciso para implantar?

    Para implantar a modelagem de processos de negócio você precisa, primeiro, investir e trabalhar na automação e modernização das suas atividades. Dificilmente será possível elaborar e estruturar o seu diagrama ou fluxograma sem as informações reais e dados sobre as atividades.

    Após isso, é importante definir qual será a equipe responsável por ajudar você no desenvolvimento do BPM, para que assim as tarefas sejam delegadas de maneira organizada e de modo que cada colaborador fique encarregado por levantar dados de determinado setor.

    Além disso, você precisa começar determinando quais serão os modelos e métodos utilizados. As abordagens utilizadas são:

    • top-down (de cima para baixo): é feito um levantamento geral de informações básicas sobre os processos, para somente depois construir uma visão mais detalhada e específica;
    • middle-out (do meio para fora): modelo utilizado quando são identificados falhas e problemas em uma tarefa ou fluxo. Por isso, a concentração é no erro e depois nas outras etapas do processo;
    • bottom-up (de baixo para cima): essa abordagem é contrária ao top-down, sendo que primeiro são diagramadas as informações específicas e detalhadas das atividades, para depois incluir os dados básicos e gerais.

    Como é o passo a passo da modelagem de processos de negócios?

    O primeiro passo para colocar o business process modeling em prática é decidir entre as abordagens citadas, pois será a partir dessa escolha que identificará as ferramentas e outros detalhes relevantes para a sua modelagem. Agora que você já sabe o que é necessário para começar a implantação, veja quais são os próximos passos.

    1. Colete informações

    Para a estruturação da sua modelagem, levante o maior volume possível de informações sobre as atividades e fluxo de trabalho que será avaliado. Isso inclui os objetivos da tarefa, as regras, se há leis envolvidas e as políticas relacionadas.

    Quanto mais automatizada e moderna for a sua empresa, mais fácil será essa etapa, já que muitas ferramentas auxiliam nesse levantamento. Lembrando que, nessa fase, basta identificar e anotar o máximo de dados que conseguir.

    2. Organize as informações

    Identificadas as fases, envolvidos e detalhes do fluxo de trabalho é o momento de organizar esse emaranhado de informações. O ideal é desenvolver uma sequência das tarefas, indicando as responsabilidades de cada colaborador, insumos necessários em cada etapa e demais dados que foram coletados.

    Essa organização é feita em três níveis de modelagem. O primeiro deles é o diagrama, ou fase inicial do seu BPM. Aqui não são descritos muitos detalhes, somente o básico e geral, ou seja, o macro. O segundo nível é o mapa, que é uma versão mais detalhada do diagrama. Esse é o momento de listar os colaboradores envolvidos na tarefa, os materiais e as regras.

    Por fim, é feito o modelo, que é a apresentação final, completa e detalhada da sua modelagem de processos de negócio. Nesse nível, toda a atividade deve estar organizada e de maneira que seja possível simular o processo. Assim você identifica o que precisa ser melhorado, quais são as falhas e o que tem funcionado da forma adequada e esperada.

    3. Documente tudo

    Todos os problemas, opções, soluções, fases e detalhes precisam ser registrados e documentados. Essa será a sua base para nortear o seu processo decisório. Esse documento precisa ser elaborado com uma linguagem de fácil entendimento por todos, deve ser transparente e compartilhado pelos envolvidos e responsáveis pelo processo.

    O ideal é que essa documentação seja compartilhada por meio de uma apresentação da organização. Assim, caso algum colaborador tenha alguma dúvida, sugestão ou algo a acrescentar isso poderá ser feito em conjunto.

    Para que uma organização cresça de maneira saudável e duradoura, os fluxos de trabalho precisam estar alinhados. Para isso, a modelagem de processos de negócios é uma ferramenta indicada para identificar possíveis falhas e melhorias.

    Agora que já sabe como evitar problemas e prejuízos nas atividades do negócio, aproveite para conferir como fazer a sua empresa crescer financeiramente e de forma efetiva.

  • Inteligência coletiva: saiba o que é e como estimular a sua equipe

    Inteligência coletiva: saiba o que é e como estimular a sua equipe

    Você sente sua equipe sem harmonia e sem foco nos objetivos em comum? Essa é uma preocupação comum entre gestores e, por isso, muitos buscam conceitos e estratégias que possam ajudar a mudar esse cenário. Neste artigo, mostraremos como a inteligência coletiva é um dos caminhos para potencializar a performance dos times de talentos.

    O engajamento dos profissionais com a empresa e com a própria equipe é um dos temas mais falados atualmente. Tanto é que existe um aumento da procura por pessoas com “mente de colmeia” para integrar os times.

    Vamos compartilhar com você o que significa essa expressão e como ela é aplicada no contexto organizacional. Você vai descobrir como estimular os colaboradores a buscarem um senso de coletividade. Continue a leitura e entenda!

    O que é inteligência coletiva?

    A ideia de inteligência coletiva parte do princípio de que cada indivíduo tem em si partículas de diversos conhecimentos. As ideias, as experiências, as percepções, as linguagens e os saberes que cada um tem dentro de si têm valor. E, quando várias pessoas se conectam e compartilham esses fragmentos, existe a construção de um conhecimento sólido.

    Um dos autores responsáveis por delinear o conceito de inteligência coletiva foi Pierre Lévy, que estudou como as tecnologias de informação passaram a expandir as possibilidades de troca de conhecimento entre pessoas de todo o mundo.

    Para Thomas Malone, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), a inteligência coletiva acontece quando indivíduos agem coletivamente de forma inteligente. Ele traz esse conceito para o ambiente corporativo e afirma que, para prosperar, empresas precisam adotar sistemas mais democráticos e menos hierárquicos, valorizando também o resultado positivo da integração entre pessoas e ferramentas de inteligência artificial.

    Como essa ideia se aplica em empresas?

    Um estudo feito pela Universidade de Stanford mostrou que pessoas que têm a possibilidade de atuar em grupo apresentam maior motivação, prazer em realizar as tarefas e persistência. Além disso, a pesquisa mostrou que a performance de um indivíduo que se sente parte de uma equipe é mais satisfatória.

    Pesquisas como essa e questões apontadas por especialistas passaram a mostrar aos gestores que o trabalho em equipe é um fator decisivo no sucesso de um negócio. Por isso, pensar em inteligência coletiva na organização é também pensar em como unir as mentes dos colaboradores em prol de um mesmo objetivo.

    Existem dois conceitos que valem a pena levar em conta quando falamos de comportamentos de grupos. Um deles é chamado de “efeito de manada”, quando as pessoas vão repetindo ações umas das outras, sem planejamento, sem direção e, na maioria das vezes, apenas focando o benefício próprio.

    Pensando em uma manada, ao se sentirem ameaçados, os animais correm todos para a mesma direção por instinto. Muitos podem nem entender qual é a ameaça e outros podem acabar se esquecendo de proteger os que ficam. Na organização, esse comportamento não é desejado, já que pode potencializar problemas como desmotivação, competitividade e individualismo.

    Já o conceito de “mente de colmeia”, também chamado de “mente grupal”, é muito mais atrativo para o ambiente corporativo e pode ser melhor associado à inteligência coletiva. Assim como em uma colmeia de abelhas, onde todas colaboram para o bem comum, uma equipe com essa mentalidade tem colaboradores com visão macro das necessidades da organização.

    Cultivando um pensamento de colmeia, os profissionais conseguem se reunir para compartilhar saberes e construir conhecimentos valiosos para a empresa. As decisões são mais bem pensadas e os projetos obtêm resultados mais satisfatórios por conta da união do potencial dos diversos talentos que integram o time.

    Como estimular a inteligência coletiva?

    Você com certeza já percebeu que fomentar a inteligência coletiva nas equipes pode transformar o desempenho. Separamos algumas iniciativas que podem ajudar a estimular isso em sua empresa. Veja abaixo.

    Incentive uma comunicação aberta

    A comunicação é uma ferramenta fundamental no processo de busca por coletividade. É preciso que haja um espaço aberto para que profissionais se sintam à vontade para compartilhar seus conhecimentos e propor soluções para a equipe. O ambiente de trabalho precisa ser um espaço de trocas saudáveis para que mudanças positivas ocorram.

    Transforme o modo de liderar

    Alguns modelos de liderança acabam desencorajando uma participação mais engajada e integrada por parte dos colaboradores. Líderes extremamente autoritários, por exemplo, não dão espaço para que os talentos levantem ideias e exercitem a criatividade. Já lideranças mais democráticas valorizam as experiências de cada um e entendem que a partir da troca é possível alcançar uma inteligência coletiva.

    Crie programas de compartilhamento

    Uma iniciativa que muitas empresas têm adotado para promover a construção de conhecimento na coletividade são os programas de compartilhamento de saberes. Neles, cada profissional é incentivado a dividir com os colegas algo que possa acrescentar na vivência individual e da equipe. Dessa maneira, informações que antes estavam limitadas a apenas um colaborador são espalhadas por toda a empresa.

    Estimule a criatividade

    As reuniões de brainstorming, que são características da publicidade, são um método interessante para estimular a criatividade na equipe. Nelas, todos os integrantes são convidados a sugerir ideias para algum projeto, sem restrições ou julgamentos. Esses momentos são valiosos para a inteligência coletiva, já que um pensamento pode complementar o outro para criar a solução ideal que está sendo buscada.

    Valorize as individualidades

    Outro fator essencial para gestores que desejam estimular a inteligência coletiva na organização é a valorização das individualidades. É necessário entender que cada colaborador carrega consigo uma bagagem cultural e profissional que pode agregar ao time. Em um cenário que várias gerações se cruzam no ambiente corporativo, a diversidade pode ser um trunfo para o processo de construção de conhecimentos.

    Um time de talentos com mente de colmeia é o que você procura? Esperamos que esse artigo tenha ajudado você a entender o que é inteligência coletiva e como é possível conduzir sua gestão de modo a fomentar esse comportamento. Assim, você terá uma equipe engajada nos objetivos da empresa e consciente da importância do trabalho em equipe.

    O Sebrae Alagoas pode ajudar você a delinear as melhores estratégias para potencializar a gestão do seu negócio. Entre em contato conosco e conheça as soluções para empreendedores e empresas!