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  • CRT-4 para MEI: saiba todos os detalhes dessa obrigatoriedade

    CRT-4 para MEI: saiba todos os detalhes dessa obrigatoriedade

    Além de gerir bem o seu negócio, para que ele se mantenha lucrativo, um Microempreendedor Individual tem outras preocupações. Uma delas é o preenchimento correto das notas fiscais eletrônicas, o que evita penalidades para o empresário. É nesse contexto que entra o CRT-4 MEI.

    Essa é uma mudança para os empresários enquadrados nessa categoria, que passa a valer a partir de abril de 2025. Mas o que é esse tal de CRT-4, e o que será preciso fazer para evitar multas e sanções? É o que explicaremos neste post.

    Venha com a gente!

    O que significa CRT-4 MEI?

    É uma nova exigência para que os Microempreendedores Individuais (os MEI) possam emitir notas fiscais eletrônicas. A partir de abril de 2025, será necessário incluir o CRT 4 (sigla relacionada ao Código de Regime Tributário) durante o processo.

    O CRT é, basicamente, uma identificação para determinar o regime de tributação ao qual uma empresa está associada. A novidade é que o CRT 4 foi criado exclusivamente para os MEI.

    Hoje, é utilizado o código CRT 1 para empresas enquadradas no regime do Simples Nacional, como os Microempreendedores Individuais. Já com a nova exigência, cada MEI passará a utilizar um código específico, o 4, para evidenciar a diferenciação no sistema tributário simplificado.

    Quais são as diferenças entre regimes tributários e o Simples Nacional?

    Muitas vezes, mesmo entre empresários experientes, pode surgir a dúvida: qual é a diferença entre o MEI e o Simples Nacional? Na verdade, todo Microempreendedor Individual é optante por esse regime simplificado.

    Enquanto o MEI é uma espécie de CNPJ para empreendedores individuais, o Simples Nacional é um regime tributário que se aplica às micro e pequenas empresas também. Portanto, eles não são concorrentes.

    Inclusive, o MEI foi desenvolvido pelo Comitê do Simples Nacional. Ele foi criado para ser uma ramificação do regime tributário, de uma forma em que vários tributos foram isentos e os outros foram reunidos em uma taxa mensal fixa — a popular DAS.

    De qualquer modo, há diferenças entre o Simples Nacional e outros regimes tributários, como o Lucro Presumido e o Lucro Real. Elas dizem respeito a questões como o limite de faturamento, a base de cálculo dos tributos e as alíquotas associadas aos impostos.

    Um MEI pode escolher entre Lucro Presumido ou Real?

    Em 2025, o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) é de R$ 81 mil por ano, o equivalente a um salário mensal de R$ 6.750. Já os empresários elegíveis para aderir ao Lucro Presumido precisam faturar entre R$ 81.000,01 e R$ 78 milhões.

    Portanto, um MEI com perspectivas de faturar acima do limite do Simples Nacional deve pedir o desenquadramento e se associar a outra categoria empresarial, como a de Microempresa (ME).

    Já o Lucro Real é uma categoria obrigatória para empreendimentos que faturam mais de R$ 78 milhões por ano. Ao contrário da modalidade presumida, ele não é facultativo.

    Como verificar e alterar o CRT do MEI?

    A nova exigência passa a valer a partir do dia 1º de abril — e não, não é mentira! Na hora de emitir as suas notas fiscais eletrônicas, quem empreende precisará preencher o campo “CRT” com o número 4.

    É possível encontrar algumas notícias na internet que relatam que a mudança passaria a valer a partir de setembro de 2024, mas não é preciso se desesperar: a medida foi mesmo adiada para o quarto mês de 2025.

    O novo processo é bem simples. Vamos começar falando daqueles casos em que o(a) empreendedor(a) já atua como MEI e tem experiência na emissão de notas fiscais eletrônicas:

    • entre no site da Secretaria da Fazenda estadual ou acesse o aplicativo que você costuma utilizar para esse serviço, como o NFS-e Mobile;
    • encontre o campo de emissão da nota fiscal;
    • no campo CRT, você deve selecionar ou digitar o número 4. Assim, você informa que é um Microempreendedor Individual optante do Simples Nacional;
    • depois de inserir o CRT-4, preencha os demais campos obrigatórios na nota fiscal eletrônica, como a descrição do produto ou serviço prestado, o valor, o CNPJ do contratante, entre outros. Após revisar os detalhes, basta gerar a nota fiscal eletrônica.

    Já para aquelas pessoas que estão iniciando agora a sua jornada como MEI, a primeira etapa é se cadastrar no portal de notas fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado em que se registraram.

    Após realizar o cadastro, será necessário emitir uma nota fiscal eletrônica depois de prestar um serviço ou vender produtos. Será preciso informar o tipo de operação que está realizando, de modo que seja repassada uma NFS-e específica para você preencher. A partir daí, siga os passos do processo que informamos anteriormente.

    Quais são as melhores dicas para manter a regularidade fiscal do seu negócio?

    Preencher as suas notas fiscais é muito importante, porém, é somente uma das etapas necessárias para manter a regularidade contábil do seu negócio. Assim, você se livra de multas e sanções, além de outras penalidades que podem prejudicar a sua reputação no mercado.

    Por isso, sempre siga estas dicas:

    • preencha e envie a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) no prazo — esse documento tem como principal objetivo informar o faturamento exato do MEI, relacionado ao ano anterior, à Receita Federal. É preciso fazer isso mesmo que não se tenha gerado nenhuma receita. O vencimento é até o último dia de maio, e quem se atrasa precisa pagar multas;
    • pague a DAS mensalmente — como mencionamos, os tributos que devem ser pagos pelo MEI estão todos reunidos em uma guia de pagamento mensal. Baixe o aplicativo oficial e mantenha os pagamentos em dia. Também fique de olho nas mudanças de valor em portais de notícias e no site oficial do governo, já que a DAS está associada à remuneração do salário mínimo;
    • realize a mudança em caso de faturamento elevado — o negócio decolou e vai ultrapassar o limite de R$ 81 mil anuais? Então será preciso migrar para outra categoria empresarial formal, como Microempresa (ME) ou EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada). Essa é outra medida fundamental para evitar multas e/ou sanções.

    Como vimos neste artigo, o CRT-4 MEI é uma exigência aplicável a todos os Microempreendedores Individuais brasileiros a partir de 2025. O novo processo de preenchimento é bem simples, já que basta selecionar o número 4 ou preenchê-lo no campo correspondente durante o processo de emissão de notas fiscais eletrônicas.

    Quer tornar o seu negócio mais conhecido e faturar mais? Então aproveite a visita ao blog e confira outro conteúdo: dicas de marketing digital para empreendedores!

  • Artesanato festa junina: venda produtos personalizados

    Artesanato festa junina: venda produtos personalizados

    Basta o mês de junho se aproximar para que os artesanatos de festa junina voltem a chamar atenção, e com razão! Isso porque, além de ajudar a criar o clima típico desta época, eles podem virar fonte de renda para quem aposta na criatividade.

    A melhor parte é que você consegue começar com pouco, usando materiais simples e ideias personalizadas que agradam o público.

    Com o avanço das festas temáticas e o interesse por itens únicos, o mercado para produtos juninos feitos à mão cresceu. Hoje, muita gente busca lembrancinhas diferentes, enfeites cheios de cor e até acessórios personalizados para montar barracas, decorar espaços ou presentear.

    Se você já trabalha com produção artesanal ou está pensando em aproveitar esse período para vender mais, você não pode perder este post. Continue a leitura e veja como transformar o São João em uma ótima oportunidade comercial.

    Quais tipos de artesanato junino mais vendem?

    Tem coisa que nunca sai de moda, mas sempre pode ganhar uma cara nova. É assim com os itens típicos das festas juninas. Quem aposta na produção manual sabe que esse é um período em que tudo que remete aos festejos juninos ganha valor, principalmente quando carrega algum toque especial.

    A preferência do público costuma variar entre o tradicional e o criativo. A dica para ter sucesso é entregar algo que misture memória afetiva com personalidade. Confira algumas ideias que costumam ter boa saída:

    • lembrancinhas personalizadas — mini espantalhos, chaveiros de feltro, potinhos com doces típicos e outros itens pequenos são ótimos para vender em quantidade. Eles funcionam bem como brindes e enfeites;
    • painéis decorativos e bandeirolas — produzidos em tecido, EVA ou papel, esses itens são sempre procurados para montar barracas, decorar escolas, empresas e casas;
    • chapéus e tiaras com adereços juninos — são peças que fazem sucesso entre adultos e crianças. Com um pouco de criatividade, é possível transformar chapéus simples em acessórios únicos e muito divertidos;
    • caixinhas temáticas para doces ou brindes — ideais para festas infantis, eventos escolares ou corporativos. Podem ser feitas em MDF, papel ou até recicladas, com acabamento caprichado;
    • toalhas, panos de prato e aventais com bordado ou pintura — são opções que agradam quem gosta de unir utilidade e estética. Os modelos com estampas de fogueira, balão ou quadrilha fazem bastante sucesso;
    • velas e aromatizadores com temática rural — apesar de não serem os primeiros itens que vêm à cabeça, estão cada vez mais em alta, ainda mais quando são feitos com ingredientes naturais ou têm rótulos personalizados.

    Quais os materiais para começar a produção?

    Não é preciso montar um ateliê completo nem fazer grandes investimentos para começar. Muitas vezes, é possível produzir peças bem vendáveis com materiais acessíveis, que você encontra em lojas populares ou que já tem em casa.

    Anote alguns dos mais usados por quem trabalha com artesanato para festas juninas:

    • feltro;
    • tecido estampado (como chita e algodão colorido);
    • cola quente;
    • tesoura e estilete;
    • EVA colorido;
    • barbante, fitas e sianinha;
    • palito de churrasco ou picolé;
    • papel colorido, papel crepom e cartolina;
    • tinta acrílica ou para tecido;
    • pincéis e carimbos;
    • MDF cru (para pintar ou montar caixinhas);
    • chapéus de palha simples;
    • retalhos e sobras de materiais diversos.

    Como divulgar e vender produtos juninos online e presencialmente?

    Fazer produtos bonitos é só a metade do caminho. A outra parte é mostrar isso para o mundo ou, pelo menos, para quem pode comprar. No entanto, existem várias formas simples e acessíveis de colocar suas criações em evidência, tanto na internet quanto em vendas presenciais.

    Na internet

    Quem vende online precisa de visibilidade. As redes sociais são ótimas para isso, principalmente quando o conteúdo mostra o processo de criação e o resultado com boas fotos e vídeos curtos.

    Lembre-se de que as pessoas se conectam com histórias reais. Por isso, mostrar bastidores, contar curiosidades sobre o que está fazendo e dar ideias de uso para o produto costumam chamar atenção.

    Quer saber como começar? Fique de olho nas dicas:

    • crie um perfil dedicado no Instagram ou Facebook;
    • use grupos de bairro ou comunidades de venda;
    • participe de feiras virtuais e eventos temáticos;
    • responda dúvidas com agilidade e simpatia;
    • divulgue em aplicativos de venda, como OLX e Shopee;
    • trabalhe com encomendas personalizadas via WhatsApp.

    Presencialmente

    O contato direto ainda tem muita importância, especialmente nessa época do ano. A pessoa vê, toca, experimenta, e isso costuma gerar mais confiança. Participar de feiras, montar uma barraquinha em eventos locais ou deixar produtos em pontos de venda parceiros são ótimas estratégias.

    Quer mais? Confira:

    • tenha um mostruário organizado e bem apresentado;
    • invista em embalagens bonitas (mesmo que simples);
    • ofereça formas variadas de pagamento;
    • crie combos e kits para facilitar a escolha;
    • converse com o cliente e explique os diferenciais das peças.

    Tendências e personalização: como criar peças exclusivas para atrair clientes?

    Quem busca algo feito à mão geralmente quer mais do que um item bonito. Quer identidade, quer sentir que aquele produto tem uma história. Em tempos de tanta produção em massa, oferecer algo exclusivo vira um forte diferencial que reflete direto no interesse do público.

    Uma tendência é adaptar elementos clássicos à realidade do cliente. Isso pode ser feito com nomes, cores preferidas, estampas que combinem com o tema da festa ou até com frases engraçadas e regionais.

    Essa liberdade criativa ajuda a transformar um produto simples em algo memorável, que o cliente vai ter prazer em mostrar ou presentear. Outra aposta que vem crescendo são as releituras modernas do tradicional, ou seja, misturar o rústico com o minimalista, usar tons diferentes do colorido habitual ou incluir materiais menos comuns no artesanato junino.

    Estar atento ao que as pessoas estão comentando, usando e procurando também ajuda muito. Às vezes, uma ideia nasce de uma conversa ou de uma tendência que aparece em rede social. E quando você consegue unir esse olhar atento com o toque pessoal do seu trabalho, o resultado tende a chamar atenção e vender bem.

    Toda festa de São João tem aquele detalhe que faz brilhar os olhos. E, muitas vezes, é justamente o trabalho artesanal que dá esse charme. Para quem empreende, os artesanatos de festa junina são uma chance real de gerar renda com propósito e originalidade.

    Trabalhar com esse tipo de produto, principalmente quando há personalização, é apostar na conexão entre tradição e valor percebido.

    Quer continuar acompanhando ideias, inspirações e oportunidades como essa? Siga o Sebrae Alagoas no Instagram.

  • Decoração junina: oportunidades para empreendedores em eventos

    Decoração junina: oportunidades para empreendedores em eventos

    O mês de junho é marcado por uma das festividades mais tradicionais do país, época em que a decoração junina ganha destaque com suas cores vibrantes. Essa pode ser uma ótima oportunidade para quem deseja empreender no setor de eventos.

    Além do clima alegre, comidas típicas e música que mistura forró, xote, baião e músicas próprias, a famosa festa de São João tem um forte apelo comercial, especialmente para pequenos e médios negócios.

    Neste conteúdo, trazemos dicas de decoração junina e de como investir nessa área. Continue lendo e veja os materiais mais acessíveis, além de ideias de divulgação e venda desse tipo de serviço.

    Ideias criativas de decoração e tendências para festas juninas

    A festa junina é um evento cultural que atrai milhares de brasileiros para locais públicos e privados, especialmente no Nordeste. Parte da magia que envolve a data vem da decoração, com seus elementos típicos e personalizados.

    Para compor a ornamentação e dar mais vida ao cenário de fogueiras, balões, comidas deliciosas e apresentações de quadrilha, algumas tendências estão em alta.

    Confira abaixo.

    Cardápios personalizados

    Quando o assunto é festa junina, a comida e a bebida ganham o imaginário de quem ama a data. Destacar o cardápio no local da festa não só chama a atenção de quem chega, mas valoriza ainda mais a decoração junina. 

    Fazer bom uso das cores, criar letreiros indicativos e colocar etiquetas nas mesas identificando os pratos é uma ideia a ser aproveitada por quem trabalha com eventos e deseja faturar nessa época.

    Bandeirinhas decorativas 

    As bandeirinhas são um clássico indispensável para enfeitar os espaços, com suas cores e formatos diversos. Para inovar e surpreender, vale a pena pensar em bandeirinhas xadrez, com listras, personalizadas ou até sugerindo retalhos, como é feito nas roupas de festa junina

    Rótulos para lembrancinhas 

    Nas festas corporativas, é comum oferecer lembrancinhas e brindes aos participantes, trazendo uma referência para a empresa. 

    O tipo de mimo vai depender da disponibilidade de orçamento, mas é possível criar um rótulo interessante para as cestas e potes de doces, embalagens de geleias e queijos, entre outros.

    Como iniciar um negócio de decoração temática

    Se você já atua no ramo de eventos, mas deseja incluir a decoração junina no negócio e aproveitar a sazonalidade, a orientação é: planejamento. Seja para atrair mais clientes ou para entender o que pode gerar lucro, é preciso conhecer o público e analisar as demandas. 

    A partir disso, será mais fácil criar estratégias de divulgação e ações de vendas, pensando nas necessidades dos potenciais clientes. Esse é um importante passo para buscar e fechar parcerias com produtores e fornecedores locais e online.

    Pode ser que alguns materiais já disponíveis sejam úteis se customizados e transformados em elementos juninos. A sustentabilidade está em alta, e muito da decoração junina pode ser feito de recicláveis. 

    A festa de São João é uma grande fomentadora da economia brasileira nos quatro cantos do país. A decoração junina se abre para o empreendedorismo no setor de eventos e amplia as chances de lucratividade, fortalecendo os pequenos e médios negócios. 

    Se você gostou deste conteúdo, aproveite para seguir o Sebrae Alagoas nas redes sociais. Estamos no Facebook, Instagram e YouTube.

  • Relatório WGSN: quais as previsões para os próximos anos?

    Relatório WGSN: quais as previsões para os próximos anos?

    Quando todo mundo corre atrás da próxima novidade, entender o que realmente vai moldar o futuro vira uma vantagem competitiva. O relatório WGSN não fala só de moda ou estética: mostra como as pessoas vão consumir, se comportar e escolher o que comprar nos próximos anos.

    Baseado em dados, cultura e comportamento, o Guia B.I.T.S 2025 reúne tendências que já estão ganhando espaço no presente. E o mais interessante é que aponta caminhos reais para quem quer inovar de verdade, com estratégia e timing.

    Se você quer criar soluções que fazem sentido hoje e continuam relevantes amanhã, este conteúdo vai ajudar muito. Siga com a leitura e veja como usar essas previsões para pensar e agir diferente.

    O que é o relatório WGSN e por que ele é referência em tendências?

    Prever o que vem por aí é um desafio, mas algumas fontes conseguem fazer isso com uma exatidão que impressiona. O WGSN é uma das mais confiáveis nesse cenário. E não por acaso, afinal, há mais de 25 anos, essa consultoria global acompanha os movimentos culturais, sociais e de consumo que antecipam transformações de comportamento no mundo inteiro.

    O que a WGSN entrega vai muito além de tendências passageiras ou buzzwords. Os relatórios da empresa são fruto de uma metodologia robusta, que une dados qualitativos e quantitativos, análises culturais, monitoramento de redes sociais, entrevistas com especialistas e estudos de caso.

    O resultado são previsões com mais de 90% de assertividade, pensadas para orientar marcas, negócios e criadores a inovar com propósito.

    Para empreendedores que lidam com a inovação, esse tipo de informação não serve somente como inspiração, mas ajuda a identificar o tempo certo para lançar produtos, repensar serviços e adaptar estratégias.

    Com uma leitura clara do que está mudando na cabeça do consumidor, o risco diminui e as chances de acerto aumentam.

    Ou seja, não se trata de acompanhar o que está em alta agora, mas de se preparar para o que vai ganhar relevância nos próximos anos. E nesse ponto, poucos fazem isso tão bem quanto a WGSN.

    Quais são os quatro pilares do futuro segundo o Guia B.I.T.S 2025?

    Entender o que está por vir não é só uma questão de olhar para frente, mas de saber onde pisamos agora. O Guia B.I.T.S 2025, resultado da parceria entre a WGSN e a Bits to Brands, reúne as transformações mais relevantes que já estão moldando a forma como nos comunicamos, consumimos e fazemos negócios.

    A partir disso, o material apresenta quatro grandes direções ou pilares que ajudam empreendedores a agir com mais clareza em meio às incertezas. A seguir, veja o que cada um deles propõe.

    Quando há internet demais

    O excesso de estímulos digitais mudou tudo: como nos informamos, como compramos, como nos distraímos. Esse pilar fala da saturação das telas e da busca por novas formas de atenção. A estética do absurdo, o humor como linguagem de conexão e a valorização de conteúdos que simplesmente entretenham, mesmo sem função clara, ganham espaço.

    Marcas que entendem esse cenário conseguem criar conteúdos mais leves, divertidos e memoráveis, ainda que em tempos de timelines saturadas.

    Quando tudo é “for you”

    Algoritmos filtram o que vemos, e cada pessoa vive na sua própria bolha digital. Isso tornou o “nicho” mais poderoso do que o “mainstream”. Esse pilar aborda a fragmentação do consumo e o crescimento das comunidades específicas, os famosos fandoms.

    Para as marcas, isso significa falar direto com grupos menores, mas altamente engajados. Ser relevante agora passa por entender essas microculturas e construir relações genuínas com elas.

    Quando o contexto se impõe

    As crises não são mais exceções: elas fazem parte do dia a dia. E o impacto das marcas precisa ir além da comunicação. Esse pilar reforça a importância de ter propósito claro, agir com responsabilidade ambiental e construir confiança real com o público.

    Sustentabilidade, ética, impacto social e transparência deixam de ser diferenciais e viram requisitos básicos para continuar relevante no mercado.

    Quando o físico vira diferencial

    Em um mundo cada vez mais digital, o offline voltou a ser valioso. A presença física, seja em experiências, produtos ou pontos de contato, transforma-se em algo raro e, por isso mesmo, especial. O toque humano, o encontro presencial e o objeto palpável ganham novo status.

    Esse pilar mostra como o “deslogar” se tornou uma forma de bem-estar e como isso abre espaço para marcas que criam experiências reais, multissensoriais e com significado.

    Como as tendências apontadas impactam o comportamento do consumidor?

    Com tantas mudanças acontecendo ao mesmo tempo, o comportamento de consumo deixou de seguir padrões previsíveis. Hoje, as decisões de compra são guiadas por contexto, emoção e sensação de pertencimento.

    Tendências como a busca por leveza no conteúdo, o valor dado ao que é físico e o apego a comunidades específicas mostram isso na prática.

    A neurociência já aponta que, em um cenário de excesso de estímulos, o cérebro escolhe se conectar com o que gera conforto, identificação ou prazer imediato. Isso explica por que formatos mais simples, autênticos ou até absurdos têm mais chance de engajar.

    O consumidor não quer apenas produtos. Ele quer experiências que façam sentido no ritmo da vida real. Marcas que compreendem essas camadas emocionais ganham espaço com mais facilidade.

    Oportunidades para pequenos negócios que querem sair na frente

    Tendência boa é aquela que pode ser colocada em prática, e os pequenos negócios têm uma vantagem: agilidade para testar, ajustar e se conectar de forma mais humana com o público. No cenário traçado pela WGSN, quem se antecipa nas escolhas e adapta o discurso ao contexto atual tem mais chances de se destacar.

    Confira algumas oportunidades que podem ser exploradas desde já:

    • criar conteúdos leves, com humor ou formatos inesperados, para prender a atenção;
    • construir comunidades em torno da marca, mesmo que em grupos pequenos e engajados;
    • promover encontros presenciais ou experiências offline que gerem conexão real;
    • adotar práticas sustentáveis de forma transparente e coerente com o negócio;
    • personalizar o atendimento com base em dados, ouvindo e respondendo com mais proximidade.

    Dicas para aplicar essas previsões em estratégias práticas no seu negócio

    Traduzir tendências em ações concretas exige olhar atento e disposição para testar. O primeiro passo é entender qual dessas mudanças faz mais sentido dentro da realidade do seu negócio.

    A partir disso, adapte a comunicação para refletir o comportamento do seu público: invista em formatos mais dinâmicos, use referências que conversem com nichos específicos e valorize o que é simples e autêntico.

    Trabalhar com dados também ajuda a ajustar ofertas e criar experiências mais personalizadas. Se possível, traga o físico para o centro, seja com um produto, um ponto de contato ou um evento.

    E, acima de tudo, mantenha clareza no seu posicionamento. Em tempos de excesso, quem entrega relevância com consistência tem mais chance de ser lembrado e escolhido.

    Antecipar o futuro não significa adivinhar o que vem por aí. Significa prestar atenção no que já está mudando agora. O WGSN mostra que inovação relevante nasce da escuta ativa, da leitura de contexto e da coragem de testar o novo com intenção.

    Para pequenos negócios, esse olhar pode virar diferencial competitivo: quem entende os sinais antes, posiciona-se melhor, cria com mais propósito e entrega mais valor.

    Se entender o cenário já ajuda a tomar decisões, conhecer quem está do outro lado da compra pode ampliar ainda mais sua visão. Veja agora nosso conteúdo sobre os perfis de consumidores e aprofunde sua estratégia.

    Ah, caso queira também, você pode acessar o relatório completo da WGSN em parceria com a Bits do Brands.

  • Mulheres na liderança: 8 estratégias para criar equipes fortes

    Mulheres na liderança: 8 estratégias para criar equipes fortes

    Cada vez mais mulheres assumem posições de liderança e demonstram o impacto positivo de uma gestão baseada em habilidades comportamentais, contribuindo para equipes mais fortes e produtivas.

    Ter profissionais capacitadas para gerenciar processos e liderar pessoas é fundamental para o crescimento do negócio. Embora o número de mulheres líderes seja ainda pequeno, sua representatividade se destaca pela competência, muito além das questões de gênero.

    Neste conteúdo, falaremos sobre a atuação e relevância das mulheres no ambiente de trabalho. Continue lendo e veja as 8 principais aptidões que podem melhorar a performance das mulheres na liderança e também das equipes!

    Cenário no Brasil

    De acordo com a 20ª edição do estudo Women in Business: Caminhos para a equidade, realizado pela Grant Thornton, empresa de auditoria e consultoria, o Brasil ocupa a 10ª posição entre os países com mais mulheres em cargos de liderança.

    A gestão feminina tem diferenciais que podem colaborar para que a empresa alcance a excelência por meio da força de trabalho. Da comunicação eficaz à capacidade criativa, as mulheres têm grande potencial de liderança, transmitindo valores sólidos para suas equipes.

    Nas empresas modernas, inteligentes e visionárias – que prezam pela diversidade e igualdade – as profissionais mulheres têm se destacado por mérito. À frente de projetos e equipes, conseguem alinhar as necessidades dos colaboradores aos objetivos do negócio.

    Estratégias para criar uma equipe forte

    Todo profissional, homem ou mulher, precisa apresentar um conjunto de skills comportamentais que ajudam nas relações de trabalho e na eficiência das entregas. No caso da gestão e da liderança, as equipes fortes são um reflexo do tratamento e direcionamento que recebem no dia a dia. Acompanhe!

    1. Criatividade

    A equipe comandada por um líder criativo tende a gerar mais ideias em busca de soluções inovadoras para determinado problema. O pensamento criativo possibilita encontrar diferentes formas de alcançar os objetivos, sendo um diferencial competitivo de grande relevância.

    2. Colaboração no lugar de competitividade

    A cultura de colaboração defende que todos tenham espaço para contribuir e mostrar seu talento sem criar um sentimento de rivalidade. O líder que une as diferenças para melhorar e aprimorar o trabalho sem fomentar a competição consegue formar uma equipe colaborativa e mais produtiva.

    3. Atenção aos detalhes 

    A capacidade de perceber detalhes pode ser um diferencial na liderança, tanto na gestão dos processos quanto na relação com a equipe. Um detalhe, seja em uma ideia ou em um comportamento, pode fazer total diferença no modo de lidar com cada indivíduo e tomada de decisões.

    4. Trabalho em equipe

    Envolver os colaboradores, ouvir sugestões e acatar uma ideia estimula o senso colaborativo que toda equipe deve ter para que, juntos, desenvolvam um trabalho consistente, efetivo e de excelência.

    5. Inteligência emocional

    O autoconhecimento leva ao autocontrole e, consequentemente, à maior facilidade de lidar com os problemas e obstáculos profissionais, o que inclui gerenciar diferentes perfis de colaboradores em um mesmo cenário. 

    6. Motivação

    Um profissional que demonstra comprometimento com a empresa, paixão pelo que faz e satisfação com a equipe que lidera contagia a todos à sua volta e fortalece o engajamento. 

    7. Humanização

    A liderança humanizada transforma o ambiente de trabalho, resultando em um clima organizacional saudável e favorável ao crescimento. Essa é uma qualidade de quem não mede esforços para evitar episódios de preconceitos, distinções, medos e conflitos prejudiciais.

    8. Flexibilidade

    Líderes flexíveis conseguem estabelecer um equilíbrio entre as necessidades da empresa e dos colaboradores, considerando as particularidades gerenciais e humanas para adequar ao contexto do momento. 

    Dicas para criar um bom ambiente de trabalho

    Os talentos de alta performance estão sempre em desenvolvimento, e a melhor forma que uma empresa tem de manter as mulheres na liderança como profissionais ativas e produtivas é estimular e dar espaço para a prática dessas habilidades no dia a dia. 

    Gerar uma equipe forte depende de como quem está no comando conduz as atividades e situações cotidianas. Por isso, é importante desenvolver a liderança feminina nas empresas, valorizando a formação, o potencial e as habilidades em todos os níveis.

    Gostou do conteúdo? Então aproveite para conhecer o Curso de liderança – Líder Coach, do Sebrae Alagoas e prepare seu time para liderar com alta performance!

  • Veja como apoiar causas sociais e gerar conversas necessárias

    Veja como apoiar causas sociais e gerar conversas necessárias

    Muito além de desenvolver bons produtos e promover um bom atendimento, há outra maneira pela qual qualquer empresa pode fazer a diferença na sociedade: abraçando as causas sociais corretas.

    Mas o que significa esse termo, exatamente? Quais são as ações práticas para ajudar um conjunto de pessoas? E como começar? Neste post, responderemos a todas essas perguntas e ainda mostraremos como iniciar conversas necessárias. Boa leitura!

    O que são causas sociais?

    As causas sociais podem ser definidas como iniciativas de ação coletiva, em que as marcas exploram valores positivos para promover mudanças na sociedade — seja somente na região em que atuam fisicamente, seja de maneira mais global.

    O mais interessante é que há um campo infinito de possibilidades para as empresas que querem abraçar preocupações sociais. Afinal, essas causas podem estar relacionadas a questões ambientais, culturais, econômicas e políticas.

    Até mesmo uma pequena empresa pode promover um mutirão de doações de roupas por parte dos seus clientes, por exemplo. Já um negócio maior pode realizar um festival musical de novos talentos, oferecer vagas para pessoas com deficiência ou descontos para consumidores de baixa renda.

    Qual a importância de as marcas apoiarem causas sociais?

    As causas sociais reforçam o propósito e a missão da empresa. Além disso, elas servem para que as marcas atraiam clientes que se interessem pelas mesmas coisas e que priorizam se relacionar com negócios alinhados ao que valorizam.

    Como se não bastasse, o apoio a causas sociais mostra que a empresa vai além da mera busca pelo lucro. Ao demonstrar valores como empatia e responsabilidade ambiental, por exemplo, ela fortalece a relação com clientes e leads que também se interessam por esses temas.

    Como apoiar as causas sociais?

    Conheça algumas maneiras práticas de apoiar causas sociais!

    Contribuição financeira

    Uma maneira direta de ajudar outras pessoas é a contribuição financeira. Ela pode ser feita para outras organizações e projetos que atuam em causas como o combate à fome, a luta contra o racismo e iniciativas de proteção ao meio ambiente.

    Há até mesmo aplicativos que facilitam as doações financeiras, como o Ribbon, o PicPay e o Joyz.

    Trabalho voluntário

    A empresa pode separar um ou mais dias para que seus colaboradores realizem trabalho voluntário, como em organizações sem fins lucrativos que apoiem causas sociais.

    Algumas das tarefas envolvidas são a participação na logística de eventos, em campanhas de conscientização, assistência técnica e prestação de serviços para quem não pode pagar por eles, entre outros.

    Divulgação

    A empresa pode utilizar as suas redes sociais e outros espaços digitais para conscientizar as pessoas em relação a causas sociais importantes. Isso é especialmente significativo em negócios que têm muitos seguidores e uma ampla rede de influência na internet.

    A marca pode compartilhar informações sobre campanhas de conscientização, promover (ou divulgar) campanhas online e espalhar mensagens positivas.

    Outras maneiras de apoiar as causas sociais são as seguintes:

    • realizar alterações nas embalagens dos produtos, para priorizar práticas sustentáveis e de preservação do meio ambiente;
    • promover ações internas de conscientização, para que todos os colaboradores estejam alinhados em relação aos mesmos objetivos;
    • trabalhar em conjunto com organizações sem fins lucrativos, como em cursos e treinamentos para pessoas em busca de recolocação profissional no mercado;
    • participar de campanhas de conscientização já estabelecidas, como o Setembro Amarelo e o Outubro Rosa;
    • prestar assistência direta a pessoas necessitadas, dentro daquilo que a empresa faz de melhor. Um empreendimento de supermercados pode criar capacitação para pequenos produtores locais, por exemplo;
    • estar em eventos que reforcem a economia local.

    É interessante notar que esse apoio a causas sociais se manifesta de diferentes formas. A empresa pode optar por atuar em campanhas mais pontuais ou em projetos mais longos, que envolvem um planejamento detalhado.

    O mais importante é que a escolha tenha a ver com missões e valores do negócio — desse modo, a iniciativa será mais natural e bem recebida pelos consumidores.

    Um empreendimento que seja conhecido por poluir o meio ambiente e decida gerar campanhas de conscientização sobre a preservação da natureza, sem qualquer introdução, pode não ser bem-visto pelos consumidores. Por outro lado, essa pode ser a chance de iniciar um rebranding, o que mostra o nível de alcance das causas sociais.

    Como gerar conversas necessárias?

    As conversas necessárias são aquelas que orientam a escolha de causas sociais por parte de um negócio. Portanto, elas requerem a participação de todo o ecossistema daquele empreendimento.

    Em primeiro lugar, é preciso envolver tanto os colaboradores internos como os clientes. Caso a empresa ainda não tenha ideia do que explorar, uma enquete em uma rede social pode gerar boas opções.

    Outra maneira de descobrir como se posicionar é observar as avaliações que as pessoas deixam nas redes sociais, no site oficial e em páginas como o Reclame Aqui. Por melhores que sejam os produtos, pode haver outros quesitos citados pelos clientes, como a falta de posicionamento em polêmicas do setor, a ausência de políticas ambientais, entre outros.

    Conheça alguns casos de sucesso

    Faber-Castell

    A Faber-Castell é muito conhecida pelos seus lápis de cor e outros materiais escolares — que demandam madeira e, consequentemente, a derrubada de árvores. Com base nisso, a empresa passou a priorizar a causa da preservação ambiental.

    A gigante dos materiais escolares faz investimentos regulares em políticas e ações de reflorestamento, além de cultivar madeira específica para produzir os chamados ecolápis, que geram menos impactos ambientais.

    BBB

    Sim, até mesmo o Big Brother é um modelo de como abraçar as causas sociais. Os exemplos são dados principalmente por alguns participantes — até mesmo em casos negativos, como o da rapper Karol Conká. A cantora teve que reconstruir a sua imagem junto ao público após os maus tratos a outros participantes da casa, o que resultou no maior índice de rejeição da casa até então.

    Também há exemplos positivos, como o crescimento expressivo da cantora Linn da Quebrada, uma mulher trans, e as conversas necessárias geradas por participantes negros como Babu e Thelminha.

    Natura

    A Natura é um dos principais cases de projetos sociais e de preservação ambiental, que têm tudo a ver com o DNA da empresa. Um exemplo disso é o Movimento Natura, em que o negócio recebe propostas de ações sociais de suas consultoras e incentiva o sucesso dessa empreitada com conexões e divulgação. Assim, até mesmo as ações mais modestas ganham relevância.

    Recentemente, o movimento se tornou uma plataforma digital completa, conectando as iniciativas às pessoas dispostas a colaborar.

    Itaú

    Os bancos e instituições financeiras costumam ser vistos com desconfiança por muitas pessoas, por conta das altas cobranças de juros em empréstimos, por exemplo. Um modo que essas empresas encontraram de mitigar o problema é investir em causas sociais.

    O Itaú é um dos bancos que se destacam nesse sentido, ao promover campanhas de diversidade e inclusão, como o Transforma, dedicado a pessoas com deficiência. Além disso, a empresa desenvolveu uma Carta de Compromisso com a Diversidade.

    Como vimos neste artigo, adotar causas sociais não é apenas uma questão de atrair clientes: é uma maneira de fazer valer o propósito, a missão e os valores do negócio. Além de lucrar, o empreendimento ainda tem a chance de impactar positivamente a sociedade em que atua.

    Gostou do artigo e quer conferir outros materiais como este? Então, acompanhe nossas redes sociais: estamos no Facebook, no Instagram, no YouTube e no LinkedIn!

  • Aprenda a fazer o registro de marca de forma simples e rápida

    Aprenda a fazer o registro de marca de forma simples e rápida

    Uma das coisas que mais atrai os empreendedores é a possibilidade de montar um negócio totalmente do seu jeito — e isso inclui a escolha do nome e da identidade visual, é claro. Nesse sentido, realizar o registro de marca é fundamental.

    Para explicar as vantagens, o processo de realização do registro de marca e o seu funcionamento, criamos este post especialmente para quem quer empreender. Boa leitura!

    O que é registro de marca?

    Basicamente, é uma atividade que assegura o direito de propriedade e a utilização exclusiva de uma marca em todo o Brasil. De acordo com a Enciclopédia Jurídica da PUC-SP:

    “A proteção oriunda do registro não incide sobre a marca propriamente dita, mas sobre o seu uso para identificar um determinado produto ou serviço.”

    Você certamente já se deparou com o símbolo de marca registrada por aí: é o ®, que indica que a marca foi aprovada e que o governo concedeu ao titular o direito de exclusividade. Em países estrangeiros, é o ™ (de trademark).

    O conceito de “marca” vai além de um mero sinônimo para “empresa”. Trata-se de um nome ou imagem que identifica um produto ou um serviço. O registro garante que você tenha exclusividade sobre a nomenclatura escolhida.

    Como funciona?

    O registro de marca é feito por meio de um pedido junto ao INPI, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Esse processo exige o pagamento de algumas taxas e pode levar até um ano para ser concluído.

    O valor exato para registrar uma marca ou patente no INPI varia de acordo com o tipo de serviço e o enquadramento do negócio. Atualmente, é preciso desembolsar R$ 355 para o registro efetivo — e arcar com algumas taxas, que variam entre R$ 298,00 e R$ 745,00.

    A boa notícia é que essa entidade oferece descontos a microempresas, microempreendedores individuais (MEI), cooperativas e pessoas físicas. Vale a pena dar uma olhada no site oficial e conferir as condições específicas.

    Qual é a importância de realizar o processo?

    Quando você abre um negócio, registrar a marca no INPI impede que outro empresário adote a mesma identidade — de forma voluntária ou não. Assim, esse é um meio de proteger legalmente o nome escolhido.

    Com tantos concorrentes no mercado, pode bater aquela frustração quando surge outra empresa utilizando aquele nome sobre o qual você pensou tanto. Por isso, o registro é uma ação importante para proteger não só a identidade, mas também o propósito da marca.

    Além disso, um detalhe importante é que o nome pode ser registrado para diferentes tipos de negócio. Caso você queira colocar a mesma palavra para uma confeitaria e uma pizzaria, por exemplo, o registro dá a liberdade para fazer isso. Para quem tem planos de expandir a sua atuação, é outra vantagem a se considerar.

    Como registrar a sua marca?

    Confira o passo a passo para registrar a marca:

    • entre no site do INPI. Será preciso se cadastrar, mas o processo é rápido e simples;
    • depois de se cadastrar, faça uma pesquisa para garantir que o seu nome favorito ainda não foi registrado no ramo de atuação e não se enquadra em uma proibição jurídica. Explicaremos essa etapa detalhadamente ainda neste texto;
    • será gerada uma Guia de Recolhimento da União, com os valores que você precisará pagar;
    • depois, acesse a página e-Marcas. Preencha o relatório com as informações solicitadas;
    • você também pode registrar o logotipo que desenvolveu. Para fazer isso, envie a imagem anexada;
    • envie o seu pedido de registro. Guarde o número do procedimento para poder acompanhar o andamento;
    • o monitoramento é realizado nas atualizações da página da Revista da Propriedade Industrial. Durante o processo, é possível que a instituição solicite documentos extras para que o seu pedido progrida;
    • caso você consiga viabilizar o registro, será preciso pagar uma nova Guia de Recolhimento, dentro de 60 dias. Essa quantia se relaciona aos primeiros 10 anos e à expedição definitiva do certificado de marca;
    • caso o seu pedido inicial seja indeferido, será possível recorrer da decisão.

    Você também pode conferir, gratuitamente, se um determinado nome já foi registrado. Para isso, as etapas são as seguintes:

    • entre no site do INPI. Você não precisa estar cadastrado ou logar;
    • entre com o login e senha ou, caso prefira nem fazer isso, apenas clique em “Continuar” nessa página inicial;
    • clique em “Marca”;
    • no campo “Marca”, ao lado de “Pesquisa Básica”, insira o nome que quer procurar;
    • rapidamente, o site mostra os resultados do nome pesquisado. Isso engloba tanto os registros válidos como tentativas indeferidas pelo sistema;
    • caso a sua pesquisa retorne com resultados, clique no número do processo para conferir a classificação do produto ou do serviço de cada registro feito.

    Quais são os riscos de não registrar a marca?

    O risco principal é ter a identidade da sua marca usada por outras pessoas. Caso os seus planos vazem para a concorrência, por exemplo, não será possível contestar o uso daquele nome por uma empresa.

    Outro detalhe importante é que não é só o nome que pode ser registrado: também é possível fazer o mesmo com o logotipo, de modo a proteger a identidade visual. Isso é muito importante para assegurar que a sua combinação de cores e tipografia não seja facilmente copiada — e sem que essas pessoas precisem se explicar por isso.

    A marca registrada garante ao titular o direito de uso exclusivo pelo período de 10 anos, em território nacional e dentro do seu ramo de atividade econômica. O prazo se inicia com a concessão — e não com a entrada do pedido.

    O registro pode ser prorrogado por sucessivos períodos de mais 10 anos. Portanto, caso o seu objetivo seja manter o mesmo empreendimento por um bom tempo, vale a pena ficar atento a esse prazo!

    Como você viu no artigo, o registro de marca é uma atividade que garante o uso exclusivo de uma determinada nomenclatura que identifica um produto ou serviço. No Brasil, ele é identificado pelo símbolo ®. Para empreendedores que prezam pela originalidade e pela construção dos elementos visuais, é uma etapa fundamental.

    Se você já tem uma empresa e quer melhorar a sua atuação, conheça o curso de Branding do Sebrae!

  • Como o algoritmo do Instagram pode mudar sua presença online

    Como o algoritmo do Instagram pode mudar sua presença online

    Você sabia que o algoritmo do Instagram pode ser um aliado para fortalecer sua presença online? Se explorado da maneira certa, ele ajuda a aumentar a visibilidade do seu perfil e ainda contribui para um maior engajamento dos usuários.

    Mas não basta estar no Instagram para que isso aconteça. É fundamental saber como esse algoritmo funciona para ajustar suas estratégias. Neste artigo, você vai descobrir como fazer isso. Confira!

    O que é o algoritmo do Instagram?

    Trata-se de um tipo de programação que indica como os conteúdos devem ser apresentados para os usuários. O algoritmo do Instagram reúne instruções que fazem com que o sistema defina como e quando as postagens devem ser exibidas.

    Para isso, ele considera aspectos como:

    • perfil e histórico do usuário;
    • localização;
    • tipo de dispositivo;
    • relevância do conteúdo;
    • tendências;
    • popularidade.

    Como funciona?

    O algoritmo do Instagram vai considerar as instruções da programação para determinar o que deve ser exibido para cada usuário. Ele analisa o perfil, assim como os conteúdos disponíveis, e organiza o feed segundo o que for mais relevante para a pessoa.

    Esses conteúdos mais interessantes são colocados no topo, e os demais ficam para baixo. Assim, o algoritmo entrega postagens bem alinhadas com o perfil do usuário, para que ele se mantenha engajado.

    Qual a importância disso para a presença online?

    A presença online não se resume a ter um perfil nas redes sociais. É preciso estar ali, de fato, interagir e fazer postagens. Ou seja, vivenciar esse universo digital para estar em contato com as pessoas e ter visibilidade.

    Hoje, a internet é amplamente usada pelos consumidores para encontrar empresas, tirar dúvidas e pedir indicações. Por isso, marcar presença nesse meio é fundamental para fazer parte do dia a dia das pessoas e não perder espaço para a concorrência.

    Além disso, a internet vence limites geográficos. Dessa forma, sua marca consegue alcançar um público mais extenso. Sem falar das possibilidades de parceria, vendas e outras oportunidades que podem ser aproveitadas com as estratégias e ações certas.

    Quais os fatores-chave que o Instagram considera?

    Existem alguns aspectos do Instagram fundamentais para os negócios. Eles ajudam no melhor posicionamento dos conteúdos, aumentando a presença online. Veja!

    Engajamento

    Quando um conteúdo tem uma boa participação dos usuários, o algoritmo do Instagram entende que aquilo é relevante e o exibe para mais pessoas. Então, incentive comentários, curtidas e compartilhamentos.

    Relevância

    Conhecer o público-alvo é fundamental para saber do que ele gosta e criar conteúdos relevantes. O algoritmo do Instagram vai cruzar dados e entender que aquela postagem é interessante para o usuário.

    Consistência

    O ideal é postar com frequência para que o algoritmo reconheça seu perfil como ativo. Isso aumenta a relevância e as chances de alcançar o topo, além de estimular a interação dos usuários.

    Formatos de conteúdo

    Variar os formatos de conteúdo é uma forma interessante de manter o usuário sempre engajado. O algoritmo, por sua vez, tende a priorizar perfis que fazem isso, especialmente ao adotarem novos formatos. Por isso, explore imagens, reels, stories e mais!

    Quais as estratégias do algoritmo do Instagram?

    Para se aliar ao algoritmo do Instagram e ter mais visibilidade, você pode aplicar algumas estratégias. Confira!

    Criação de conteúdo de qualidade

    Veja os temas mais atuais, de interesse do público, e faça posts atrativos. Crie conteúdos que agreguem algo para as pessoas e possam gerar engajamento.

    Uso de hashtags

    Explore as hashtags que têm a ver com seu conteúdo, público e negócio. Procure as mais utilizadas e veja o que os concorrentes estão fazendo, para ficar no mesmo patamar.

    SEO

    Otimize o conteúdo com palavras-chave. Nomeie imagens e vídeos, use termos estratégicos nas descrições, elabore legendas envolventes e capriche na bio.

    Interação com o público

    Responda aos comentários e esteja sempre por perto. Isso mostra para o algoritmo que você está presente, o que ajuda a aumentar a relevância do perfil.

    Como mensurar os resultados?

    Confira o desempenho do seu perfil analisando a ferramenta “Insights do Instagram”. Ela fica na seção “Painel profissional” e reúne dados que você precisa para ajustar sua estratégia sempre que necessário.

    Por fim, para saber se seu perfil está bem alinhado ao algoritmo do Instagram, não se preocupe só com o número de seguidores. Veja quantas contas foram alcançadas e engajadas. Desse modo, você saberá se a estratégia está tendo um bom impacto ou se é preciso fazer mudanças para melhorar sua presença online.

    Continue aprendendo sobre Instagram! Baixe gratuitamente este manual que mostra como construir e diferenciar sua marca nessa rede social!

  • Aprenda o passo a passo para uma gestão de crises assertiva

    Aprenda o passo a passo para uma gestão de crises assertiva

    Nas empresas, priorizar ações de gestão de crises é fundamental para minimizar danos à reputação, evitar prejuízos financeiros, tomar decisões inteligentes e manter a confiança de clientes, parceiros e colaboradores, além de engajar as pessoas em prol dos objetivos corporativos.

    Uma crise pode afetar o bom funcionamento dos negócios e refletir nos seus resultados. Por exemplo, um problema financeiro desencadeado por um investimento errado pode comprometer as operações, reduzindo a liquidez e colocando em risco o pagamento da folha de funcionários.

    Já nos recursos humanos, uma crise iniciada pelo burburinho de demissões pode afetar a produtividade, gerar medo nos colaboradores e impactar a credibilidade da empresa diante das equipes e do mercado.

    Somente esses dois exemplos já são mais do que suficientes para entendermos que, se queremos promover um ambiente de trabalho sadio e garantir a continuidade do negócio a longo prazo, precisamos implementar estratégias eficientes em gestão de crises.

    Neste post, abordamos diversos aspectos sobre o assunto. Fique conosco até o final para aprender mais sobre o gerenciamento de crises!

    O que significa fazer gestão de crises?

    Definimos gestão de crise como o conjunto de estratégias e ações implementadas por uma organização a fim de prevenir, minimizar e resolver problemas inesperados e prejudiciais que possam impactar o bom funcionamento da empresa.

    O principal objetivo da gestão de crise é reduzir os danos e garantir que a organização se recupere rapidamente após o episódio, seja ele referente a problemas operacionais, financeiros, de imagem, legais ou ambientais, preservando a sua reputação e promovendo a sua estabilidade.

    Além de apagar incêndios, esse gerenciamento requer planejar, preparar e executar um conjunto de medidas para lidar com a situação, bem como aprender com cada episódio para melhorar as respostas futuras. 

    Quando fazer?

    Algumas situações requerem a adoção de uma gestão de crise ágil e focada tanto na resolução de um problema como na prevenção de outro no futuro. Conheça-as:

    • questões de reputação: atendem situações que podem afetar a imagem empresarial, como críticas públicas, falhas nos serviços e escândalos de clientes;
    • crises financeiras: abrangem uma instabilidade nas finanças corporativas, dificuldades em pagamento de dívidas ou falência de fornecedores;
    • crises operacionais: consistem nos erros que afetam a produção, a entrega ou o fornecimento de produtos e serviços;
    • crises de recursos humanos: são inconvenientes ligados ao quadro de funcionários, como fofocas entre os colaboradores envolvendo questões de gestão, medidas pouco populares da alta administração e problemas de relacionamento interpessoal;
    • crises legais e regulatórias: as questões jurídicas podem prejudicar a empresa de diferentes maneiras, a exemplo de multas, ações processuais e investigações.

    Qual a importância disso?

    A gestão de crise é indispensável para qualquer negócio. Confira o porquê!

    Protege a reputação

    Quando oferecemos uma resposta rápida e adequada para os clientes, reforçamos a boa impressão e, consequentemente, a reputação da empresa. Já uma resposta desorganizada e/ou irresponsável pode afetar essa imagem permanentemente.

    Reduz os danos financeiros

    A gestão de crises evita perdas financeiras consideráveis, seja minimizando os impactos de uma crise econômica ou enfrentando um erro operacional que possa desencadear danos ou multas.

    Ajuda a manter a estabilidade

    Quando bem feita, essa gestão evita a desorganização interna e a diminuição abrupta tanto nas operações quanto na produtividade. Esse ponto também é importantíssimo para manter em alta a confiança dos parceiros e investidores.

    Estimula a recuperação

    Com o correto gerenciamento de crises, as empresas tendem a se recuperar mais rápido diante de um desafio, tornando-se mais resilientes para enfrentar problemas futuros.

    Qual o passo a passo para a gestão de crises?

    Agora que você já entendeu a importância da gestão de crises para o bom funcionamento e a estabilidade da empresa, veja o passo a passo para adotar uma estratégia eficiente.

    Formação da equipe

    Estruture uma equipe responsável, contando com pessoas-chave do negócio, como líderes de diversos setores e executivos de nível estratégico.

    Além de serem treinados para tomar decisões complexas em momentos de tensão, eles precisam agir rapidamente, assegurando o menor impacto possível da crise na empresa.

    Avaliação prévia dos riscos

    Identifique possíveis problemas e classifique-os de acordo com seu nível de impacto.

    Uma das melhores práticas nesse sentido é realizar uma análise de risco contínua, antecipando situações que possam desencadear crises antes mesmo de ocorrerem.

    Além de facilitar a criação de planos de contingência para cada tipo de risco, essa abordagem permite respostas ágeis e eficazes diante de uma crise real.

    Mensuração do impacto dos riscos

    Quanto maior o impacto de um risco, mais urgente e complexo será o processo de gestão de crise. Avaliar esse impacto envolve analisar quanto o risco pode afetar as finanças, a reputação, as operações e os stakeholders da empresa.

    Em situações de múltiplas crises, a equipe de gestão precisa conseguir decidir qual deve ser o foco imediato, de modo a minimizar danos e controlar os efeitos adversos.

    Definição dos canais de comunicação

    É importante que a comunicação seja clara, transparente e orientada para resolver o problema de forma eficiente.

    Defina quais canais serão usados durante a crise e os responsáveis por cada um deles. Pode ser necessário usar e-mails corporativos, redes sociais, comunicados à imprensa, entre outros. 

    Centralização da comunicação

    Durante as crises, é indispensável concentrar a comunicação para assegurar que as mensagens sejam verdadeiras, coordenadas e consistentes, evitando, assim, a “rádio corredor”

    Além de causar desconforto, o falatório e a distribuição de fake news podem comprometer toda a engrenagem corporativa, especialmente a área de produção.

    Criação de planos de ação

    Considere a análise do risco e o impacto da crise para criar planos de ação que, efetivamente, apresentem potencial para resolver a situação. Eles devem ser específicos, com prazos e responsabilidades definidos e recursos alocados, garantindo que as tarefas sejam executadas dentro do prazo.

    Solução da crise

    Adote as soluções definidas, fazendo um monitoramento contínuo dos resultados. Na etapa pós-crise, realize uma revisão para avaliar a eficiência da resposta e detectar os pontos de melhoria.

    Quais as ferramentas úteis na gestão de crises?

    Além de considerar as etapas mencionadas, a correta gestão de crises também envolve o uso de algumas ferramentas, como:

    • plataformas de monitoramento de redes sociais, para acompanhar a reação do público e identificar focos de crise;
    • ferramentas de comunicação interna, para que todos os colaboradores se mantenham informados sobre o cenário empresarial e garantam a distribuição de mensagens consistentes;
    • software de gestão de projetos, para coordenar ações da equipe e promover o cumprimento das tarefas dentro dos prazos estabelecidos;
    • ferramentas de análise de riscos, pois permitem monitorar e avaliar os riscos de forma contínua.

    Potencialize as suas competências e habilidades para gerir crises

    Ao seguir um passo a passo bem definido, usando as ferramentas corretas e considerando ações de inovação, é possível otimizar a gestão de crises, evitando inconvenientes legais, multas e mais uma série de consequências.

    O planejamento é a chave para assegurar que a empresa esteja sempre pronta para encarar qualquer situação adversa que possa surgir, independentemente da sua natureza. Portanto, seguir este passo a passo é fundamental para garantir bons resultados.

    Conte com o Sebrae para melhorar a qualidade da sua gestão!

    Oferecemos cursos direcionados para potencializar as suas habilidades estratégicas e a sua capacidade de lidar com situações delicadas antes do seu agravamento. Acesse agora mesmo o nosso site para conferir as opções de capacitações EAD!

  • 7 técnicas de brainstorming para estimular a criatividade da equipe

    7 técnicas de brainstorming para estimular a criatividade da equipe

    Quando uma empresa precisa de ideias e soluções criativas, ela pode recorrer às técnicas de brainstorming. Assim, é possível obter o auxílio de toda a equipe e alcançar uma grande diversidade de caminhos possíveis.

    É por isso que o brainstorming costuma ser utilizado em muitos locais, e você pode explorar isso em seu negócio para estimular a criatividade da equipe. Quer saber mais? Continue lendo e confira algumas técnicas para aplicar.

    O que é brainstorming?

    O brainstorming (“tempestade de ideias”, em tradução livre) é uma técnica utilizada para trabalhar o pensamento criativo para obter ideias e soluções para problemas. Trata-se de uma dinâmica praticada em grupo.

    Com ele, é possível aproveitar a diversidade de experiências, conhecimentos e visão dos profissionais. Assim, há maiores chances de gerar soluções inovadoras por meio de uma construção colaborativa.

    Como o brainstorming surgiu?

    Esse método foi criado na década de 1940 por Alex Faickney Osborn, um publicitário norte-americano. Ele percebeu que sua equipe tinha dificuldade para obter ideias criativas. Então, desenvolveu esse método, composto por um conjunto de regras, para ter reuniões mais produtivas com seu grupo.

    Qual a diferença entre brainstorming e criatividade?

    As técnicas de brainstorming visam gerar novas ideias. No primeiro momento, trazem um pensamento bruto que precisa ser aprimorado. É aí que entra a criatividade.

    Com essa habilidade, as ideias obtidas são refinadas para se adequarem à necessidade do negócio com foco em seu objetivo. Então, no brainstorming, lançamos as sementes para que a criatividade as cultive e gere resultados.

    Como o brainstorming ajuda a estimular a criatividade?

    As técnicas de brainstorming ajudam a incentivar a criatividade em função da dinâmica do grupo. São várias pessoas focadas no mesmo objetivo.

    Elas empregam conhecimento e experiência de maneira simultânea para gerar ideias. Então, a linha de raciocínio de cada uma incentiva a dos demais e gera um grande volume de opções.

    Quais são as técnicas de brainstorming?

    Conheça 7 técnicas de brainstorming que podem ser adotadas conforme as necessidades do seu negócio.

    1. Mapeamento mental

    Organiza as ideias de uma forma visual. É oferecido um tópico ou uma palavra central e, a partir deles, são geradas ideias relacionadas.

    2. Brainwriting

    As ideias são formadas individualmente em papel. Os papéis são trocados entre os membros do grupo para que cada um adicione novas ideias, inspirando-se nas anteriores.

    3. Esboço sequencial

    A partir de um tópico central, os membros da equipe acrescentam algo relacionado àquilo. Por exemplo: o que a integração de funcionários deve ter? Cada um apresenta suas ideias para gerar um processo completo no final.

    4. Análise SWOT

    A sigla SWOT significa forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Nessa técnica, cada um descreve as características do negócio que acreditam pertencer a esses grupos para fazer um planejamento estratégico e promover melhorias.

    5. Rascunhos

    Os rascunhos são criados com as ideias dos membros da equipe. Não é preciso seguir um estilo ou uma estrutura. Basta colocar no papel os pensamentos sobre um determinado tópico e depois organizá-los.

    6. Método dos 5 porquês

    Um problema é identificado e fazemos a pergunta “por que” cinco vezes para chegar à raiz do problema. Por exemplo:

    • Estamos perdendo clientes.
    • Por quê?
    • Porque o atendimento não está satisfatório.
    • Por quê?
    • Ele está lendo.
    • Por quê?

    E assim por diante, até chegar ao problema.

    7. Método do gatilho

    A equipe dá opiniões iniciais sobre um tópico. As melhores são selecionadas e utilizadas como gatilho para gerar novas ideias, e assim sucessivamente até que a solução seja encontrada.

    Por onde começar a fazer brainstorming?

    Primeiro, é preciso deixar todos à vontade para expressar opiniões e participar. Nenhuma ideia deve ser criticada porque, a partir delas, podem ser geradas outras. Todo pensamento é válido.

    Depois, determine um objetivo e estabeleça um prazo para obter a solução. Escolha a técnica ideal para iniciar o processo e determine um líder ou facilitador para coordenar a dinâmica.

    Assim, você vai explorar da melhor forma as técnicas de brainstorming, aproveitando o potencial da sua equipe para encontrar soluções e oportunidades para que o seu negócio alcance os resultados almejados.

    Você também pode recorrer ao Design Thinking para vencer desafios. Conheça o curso do Sebrae sobre esse tema e gere soluções criativas.