Autor: Gustavo Accioly

  • 4 principais indicadores de negócio que o MEI deve acompanhar

    4 principais indicadores de negócio que o MEI deve acompanhar

    Ao contrário do que muitos empreendedores pensam, calcular e acompanhar os indicadores de negócio não é uma tarefa complicada. Aliás, é uma forma eficiente de ter uma visão ampla do empreendimento e, assim, tomar decisões estratégicas e baseadas em dados concretos para alcançar os objetivos da empresa.

    Tais indicadores são números que apontam o desempenho de um negócio. Para isso, levam em consideração dados financeiros, de vendas, de produção, entre outros. Com eles, é possível reconhecer pontos fortes e fracos e, assim, implementar ações de melhorias.

    Por serem ferramentas indispensáveis, nós listamos os principais indicadores de negócio que um MEI deve acompanhar. Confira quais são!

    1. Receita Bruta

    Esse é um dos indicadores de negócio mais objetivos, pois é o total de dinheiro que uma empresa recebe vendendo seus produtos ou serviços. Para calcular essa métrica, é preciso somar os valores de todas as vendas realizadas em um determinado período.

    É importante destacar que essa métrica não inclui descontos, impostos ou outras deduções, apenas o valor bruto das vendas. Assim, a Receita Bruta ajuda o MEI a entender a saúde financeira do negócio e a planejar as ações de maneira mais eficiente.

    Além disso, esse dado é importante para realizar a Declaração Anual de Faturamento do MEI, documento que deve ser enviado todos os anos para a Receita Federal, seu prazo de envio é até o dia 31 de maio.

    2. Margem de Lucro Líquida

    Essa métrica é o percentual do lucro que uma empresa obtém sobre sua Receita Bruta. Ela é calculada subtraindo todos os custos operacionais, incluindo despesas gerais, impostos e outros gastos, do valor total da Receita Bruta.

    Então, para calcular a Margem de Lucro Líquida (ML), é só dividir o Lucro Líquido (LL) pela Receita Bruta (RB). Em seguida, multiplique o resultado por 100. Assim, você conseguirá avaliar a rentabilidade da sua empresa e a sua capacidade de gerar lucro a partir das suas vendas.

    Margem líquida = Lucro líquido após os impostos / Receita total x 100.

    3. Ticket Médio

    Trata-se da média do valor de cada compra realizada pelos clientes de uma empresa. Desse modo, o Ticket Médio é importante para avaliar a estratégia de preço e a eficiência das vendas. Para calculá-lo, basta dividir o valor total das vendas pelo número total de compras realizadas durante um determinado período.

    Vale lembrar que esse indicador de negócio pode ser influenciado por vários fatores, como a estratégia de preços, oferta de produtos e serviços, estratégia de marketing e satisfação dos clientes.

    4. Liquidez Corrente

    Esse é um indicador que mede a capacidade de uma empresa de pagar suas dívidas de curto prazo com seus ativos correntes. É uma medida importante de solvência financeira da empresa. Então, para calculá-la, basta dividir o ativo corrente (que inclui caixa, contas a receber e estoques) pelo passivo corrente (dívidas de curto prazo, como empréstimos e contas a pagar).

    Liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante

    O resultado é uma razão que indica a capacidade do seu negócio de cobrir suas obrigações imediatas. Uma Liquidez Corrente saudável é indicativo de que a empresa está financeiramente estável e tem uma margem de segurança para lidar com imprevistos.

    Como você viu, os indicadores de negócio são ferramentas fundamentais para que o MEI consiga melhorar a gestão da empresa. Como são cálculos fáceis e apontam informações valiosas, não deixe de acompanhar tais resultados.

    Quer mais dicas de gestão para impulsionar seu negócio? Então, confira as soluções que o Hub Sebrae tem para você!

  • Quais os tipos de fintechs e o papel nas finanças da empresa

    Quais os tipos de fintechs e o papel nas finanças da empresa

    Empreender é um grande desafio, que requer planejamento e conhecimento para tirar o projeto do próprio negócio do papel. Parte dessa iniciativa depende de recursos que possibilitam a gestão financeira da empresa. É nesse sentido que os mais diversos tipos de fintechs podem ser aliados do empreendedor.

    Já que nós conhecemos bem a importância desses recursos, decidimos explorar esse tema e desenvolver este conteúdo para você. Continue lendo para conhecer todos os detalhes!

    O que é fintech?

    De forma simples, o termo fintech surgiu a partir da junção das palavras finance e technology, em inglês. Nos últimos anos, essa expressão passou a representar as empresas do mercado financeiro que investem pesado em tecnologia e na melhoria da experiência do cliente.

    A sua popularidade vem crescendo devido às soluções simples e acessíveis desenvolvidas por startups que prosperam no meio digital. Além de recursos criados para pessoa física, existem exemplos voltados para empreendedores.

    Quais são os tipos de fintech?

    Tudo o que você procura, em uma instituição financeira, pode ser encontrado nas principais fintechs em operação no mercado. Com soluções cada vez mais competitivas, há um grande número de empreendedores que preferem a comodidade e a simplicidade dessas empresas.

    Banco digital

    Esse é um serviço de que você certamente já ouviu falar. Buscando expandir as soluções dos bancos tradicionais, as fintechs oferecem conta corrente, cartão de crédito e soluções de pagamento.

    Tudo isso é fornecido de forma gratuita ou com excelentes condições. Alguns exemplos são o Banco Inter, o Nubank ou o C6 Bank.

    Seguro

    Seguradoras oferecem um serviço sólido e necessário para proteger o patrimônio de seus clientes. A inovação nesse mercado fica por conta da diversidade de opções e novos produtos, que atraem um público que, até então, não recebia foco.

    Com essas mudanças, todo o fluxo é otimizado, e os segurados têm a oportunidade de:

    • simplificar o processo de contratação;
    • agilizar o pagamento e o início da cobertura;
    • tratar sinistros online;
    • personalizar a apólice de acordo com as necessidades.

    Essa disponibilidade também vale para pequenas empresas, que podem ser atendidas por fintechs como Youse e Bidu.

    Crowdfunding

    Esse conceito é muito interessante, pois inova na forma como o financiamento é realizado. Inclusive, embora seja uma maneira de obter recursos, o crowdfunding não é uma forma de empréstimo.

    Nesse caso, apoiadores podem fazer doações para subsidiar projetos e iniciativas atrativas. Dessa forma, empresas que têm uma ideia inovadora podem receber esse tipo de aporte para iniciar ou ampliar as suas atividades. Os interessados podem buscar esse apoio em sites como Benfeitoria e Catarse.

    Nós sabemos como os investimentos em soluções financeiras podem afetar o orçamento, por isso, conhecer mais sobre os tipos de fintech pode ser um diferencial. Portanto, dedique tempo para identificar qual empresa é compatível com o seu negócio e quais serviços podem melhorar o processo de gestão.

    Como um de nossos objetivos é trazer tecnologia e inovação para as empresas, queremos apresentar o Hub Sebrae. Esse é nosso canal de consultoria completo para apoiar empreendedores como você. Será um prazer ajudá-lo!

  • O que são fintechs e quais as suas principais vantagens

    O que são fintechs e quais as suas principais vantagens

    Entender o que são fintechs é muito importante. Afinal, esse tipo de empreendimento tem como objetivo tornar o setor financeiro mais acessível, ágil e eficiente para o usuário. Isso porque são capazes de oferecer soluções financeiras inovadoras, personalizadas e altamente disponíveis.

    Desse modo, as fintechs se caracterizam por oferecer serviços financeiros digitais, como pagamentos, transferências, investimentos e empréstimos. Utilizando tecnologias inovadoras, como inteligência artificial e sistemas automatizados, resolvem problemas de forma simples e dinâmica.

    Quer saber mais sobre o assunto? Então, acompanhe o post até o final para entender o conceito, a diferença com as instituições tradicionais e suas vantagens.

    O que são fintechs?

    Esse novo tipo de modalidade financeira se refere a empresas que utilizam tecnologia para inovar e melhorar serviços financeiros. Elas surgiram com a finalidade de tornar o setor mais acessível, eficiente e ágil para o usuário.

    Em outras palavras, as fintechs oferecem serviços financeiros exclusivamente digitais. Isso inclui pagamentos, transferências, investimentos, empréstimos, entre outros.

    Além disso, disponibilizam processos automatizados que tornam a experiência do usuário mais simples e intuitiva. Aliás, a abordagem mais flexível e inovadora das fintechs também é uma de suas características principais. Dessa forma, gera grandes benefícios aos clientes de forma ativa e direta.

    Qual a diferença entre fintechs e instituições financeiras tradicionais?

    As fintechs e as instituições financeiras tradicionais têm diferenças significativas em termos de abordagem, tecnologia e serviços oferecidos.

    Como já comentamos, as fintechs são empresas relativamente novas e se diferenciam pela utilização intensa da tecnologia. Com o uso de aplicativos e plataformas digitais, tornam sua utilização mais acessível, prática, rápida e confortável aos usuários.

    Por outro lado, as instituições financeiras tradicionais, têm uma abordagem mais conservadora e apresentam uma estrutura mais rígida. Como exemplo temos os requisitos de crédito mais rigorosos e uma estrutura de processos mais burocrática. Ainda há o fato de que muitas têm apenas presença física, o que geralmente não ocorre com as fintechs.

    Quais as vantagens de se optar por uma fintech?

    Estamos vivendo em um momento da história no qual tudo precisa ser rápido e otimizado. Burocracias e filas não cabem mais no nosso dia a dia. E isso já pode ser considerada coisa do passado com a chegada das fintechs. Porém, não é a única vantagem que elas apresentam. A seguir, confira os benefícios mais importantes da sua utilização.

    Conveniência

    Essas empresas estão disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso significa que você pode realizar transações a qualquer momento, de onde estiver. Basta estar conectado à internet.

    Assim, você não precisa se deslocar até uma agência ou esperar horários determinados para realizar suas operações financeiras. Além disso, as fintechs oferecem aplicativos para celulares. Desse modo, você pode acessar suas contas e fazer movimentações em qualquer lugar.

    Processos mais rápidos

    Com a tecnologia aplicada, os processos são mais rápidos e simples, sem a necessidade de comparecimento pessoal a uma agência bancária. Logo, você pode realizar transações financeiras, como transferências, pagamentos e solicitações de empréstimos, em questão de apenas alguns minutos.

    Ainda, as fintechs também costumam oferecer processos de verificação e aprovação mais rápidos do que as instituições tradicionais.

    Outra vantagem dos processos mais rápidos é a redução de erros e a facilidade de correção de problemas. Com a automação de processos e a tecnologia avançada, as fintechs conseguem garantir uma maior precisão e agilidade nas transações.

    Personalização

    Essas novas financeiras são capazes de oferecer soluções personalizadas de acordo com as necessidades específicas dos clientes. Isso demonstra que estão mais dispostas a entender e atender às demandas individuais, o que é muito melhor do que oferecer soluções genéricas e padronizadas para todos os usuários.

    A propósito, algumas fintechs usam Big Data para personalizar ofertas de empréstimos ou investimentos de acordo com o perfil de cada cliente. Outra forma de personalização é a possibilidade de criar objetivos financeiros específicos. Com isso, são capazes de fornecer e receber sugestões e recomendações personalizadas para alcançá-los.

    Maior segurança

    As fintechs investem muito em tecnologias de segurança avançadas para proteger as informações financeiras dos clientes. Isso inclui criptografia de dados, autenticação de usuários multifator e monitoramento constante para detectar e prevenir fraudes. Há ainda licenças regulatórias rigorosas, o que aumenta a proteção.

    Dessa forma, os usuários podem ter a tranquilidade de saber que suas informações financeiras estão seguras nas mãos de uma empresa confiável.

    Experiência de usuário melhorada

    Com a tecnologia aplicada, a interface é mais intuitiva e fácil de usar, tornando a experiência do cliente mais agradável.

    Com isso, é fácil se adaptar ao novo modo de lidar com bancos onde as fintechs entregam agilidade e conveniência. Além disso, o atendimento 24 horas facilita o dia a dia daquelas pessoas que por qualquer motivo não poderiam comparecer em horário comercial a agências tradicionais.

    Em outras palavras, as startups financeiras estão melhorando a forma como as pessoas lidam com questões financeiras, tornando tudo mais simples e agradável.

    Tarifas mais acessíveis

    Outro ponto muito importante é que grande parte das fintechs oferecem tarifas mais baixas em comparação às das instituições financeiras tradicionais, representando uma economia significativa para o cliente. Além disso, algumas delas também oferecem serviços financeiros gratuitos, o que é uma grande vantagem adicional.

    A redução de custos é uma das principais motivações para a escolha de fintechs, especialmente para pessoas com menos recursos financeiros. Afinal, para muitos clientes, a economia com despesas é um fator importante na escolha.

    Por não precisar tanto de espaço físico quanto agências tradicionais, as fintechs conseguem oferecer essas facilidades como taxas e juros menores. Como resultado, não há um repasse de gastos para o usuário.

    Agora que você entendeu o que são fintechs, percebeu que são empresas financeiras inovadoras que utilizam tecnologia para oferecer soluções financeiras eficientes e acessíveis. Ao optar por uma empresa dessa modalidade, é possível aproveitar essas vantagens e ter acesso a soluções financeiras modernas e inovadoras. Logo, optar por uma fintech significa optar por alternativas mais atraentes e econômicas para você.

    Quer saber mais sobre finanças e as novidades do setor? Então, confira as soluções propostas no Hub Sebrae.

  • 4 indicadores de negócios e como podem ser analisados

    4 indicadores de negócios e como podem ser analisados

    Indicadores de negócios são métricas ou números usados para avaliar o progresso de uma empresa em relação aos seus objetivos. Para isso, eles incluem dados financeiros, de produção, de satisfação do cliente, entre outros.

    Desse modo, permite que o gestor acompanhe o seu desempenho ao longo do tempo, identifique os pontos fortes e fracos, aloque recursos de forma mais eficiente e tome decisões mais assertivas e baseadas em dados concretos.

    Ou seja, são ferramentas indispensáveis para conduzir um negócio rumo ao seu crescimento. Por esse motivo, nós listamos os 4 mais importantes. Confira!

    1. Lucratividade

    Esse é um dos indicadores de negócios mais utilizados, especialmente na hora de traçar estratégias para aumentar a rentabilidade de uma empresa. A lucratividade de um negócio é medida pela relação entre o lucro e as receitas. Então, é expressa como uma porcentagem e indica se a empresa está realmente gerando lucro ou prejuízo.

    Para calcular a lucratividade, basta subtrair as despesas operacionais totais (como custos de produção, salários, aluguel, entre outros) das receitas totais. O resultado é o lucro bruto. Em seguida, é preciso subtrair os impostos e outras despesas não operacionais para chegar ao lucro líquido.

    Por fim, a lucratividade líquida é calculada dividindo o lucro pelas receitas totais e multiplicando por 100 para obter a porcentagem. Então, a fórmula é a seguinte:

    Lucratividade = (lucro líquido / receita total) x 100

    2. Ticket médio

    Trata-se da média do valor gasto por compra ou transação em uma empresa. Sendo assim, é uma importante métrica para avaliar o desempenho de um negócio e determinar estratégias de preços e vendas.

    Para calcular o ticket médio, basta dividir o total de receita pelo número de transações feitas, seguindo a fórmula:

    Ticket médio = receita total / nº de vendas

    Por exemplo, se uma empresa teve receita de R$ 12.000 em 146 transações, seu ticket médio é de R$ 82,19.

    Acompanhar esse indicador permite avaliar a eficiência das estratégias de vendas, identificar oportunidades de up selling e ajustar preços para aumentar a lucratividade.

    3. Retorno sobre o Investimento — ROI

    Esse indicador de negócios avalia o sucesso de um investimento. Isto é, ajuda a determinar se um investimento é vantajoso e a comparar diferentes opções para escolher a melhor. Ainda, é usado para verificar a eficiência de gestão dos investimentos a longo prazo.

    Então, é muito utilizado para calcular a rentabilidade de investimentos em projetos, ações, imóveis, entre outros. Para isso, o ROI mostra quanto de retorno é obtido em relação ao valor investido.

    Para calculá-lo, basta dividir o lucro obtido com o investimento pelo valor investido e, em seguida, multiplicar o resultado por 100.

    Então, utilizamos a seguinte fórmula:

    ROI = [(ganho obtido – custo do investimento) / custo do investimento] x 100

    Por exemplo: se você investiu R$ 10 mil na compra de um novo maquinário e, com isso, obteve um lucro de R$ 15 mil, teremos:

    ROI = [(15.000,00 – 10.000,00) / 10.000,00] x 100 = 50% de lucro sobre o investimento feito.

    4. Turnover

    Essa métrica aponta a frequência com que os funcionários saem de uma empresa e são substituídos por novos colaboradores em um determinado período. É um indicador importante para avaliar a satisfação dos colaboradores.

    Para calcular a taxa de turnover, divida o número de saídas de funcionários durante um período determinado pelo número total de funcionários no início do mesmo período. Então, utilizamos a seguinte fórmula:

    Turnover = nº total de desligados / nº total de funcionários no mesmo período

    A taxa é medida em porcentagem e está elevada pode indicar problemas com a cultura da empresa, remuneração insuficiente ou falta de oportunidades de crescimento profissional.

    Portanto, acompanhar os indicadores de negócios é a maneira mais eficaz de medir o desempenho da sua empresa, identificar pontos de melhoria e, em seguida, traçar estratégias para melhorar tais métricas. Para escolher a melhor, é preciso levar em consideração as necessidades e especificidades do seu negócio.

    Quer saber mais sobre gestão? Então, siga o Sebrae nas redes sociais e acompanhe as nossas publicações. Estamos no Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn e YouTube.

  • Planejamento financeiro para MEI: 4 dicas de como realizar

    Planejamento financeiro para MEI: 4 dicas de como realizar

    Se você é um Microempreendedor Individual, sabe o quanto é difícil ter que lidar com tanta coisa ao mesmo tempo para conseguir manter um negócio rentável. Por isso, o planejamento financeiro para MEI é essencial para as pessoas que têm uma pequena empresa ou que trabalham de forma autônoma. Afinal, é ele que garante o equilíbrio das contas e a devida preparação para evitar problemas e aproveitar oportunidades no futuro.

    Neste artigo, vamos explicar o que é o planejamento financeiro, com foco nas necessidades e características do MEI, além de apresentar 4 dicas valiosas para que você possa manter as suas finanças em dia. Confira!

    O que é planejamento financeiro para MEI?

    O planejamento financeiro para MEI consiste em um conjunto de providências que devem ser cumpridas tomando como base um ambiente de informações, avaliando alternativas e decidindo sobre os melhores caminhos a seguir para alcançar resultados satisfatórios financeira e tributariamente para o microempreendedor individual.

    O planejamento financeiro tem por objetivo principal a preparação do empreendedor para tomar as melhores decisões relativas às finanças do seu negócio. Ele envolve diversas etapas, desde a análise da situação atual à projeção da receita e dos gastos futuros.

    Como realizar um planejamento financeiro eficiente para MEI?

    Um bom planejamento financeiro é a chave para o sucesso de qualquer negócio, por isso trouxemos 4 dicas que se aplicam muito bem ao perfil do MEI.

    1. Acompanhe diariamente o fluxo de caixa

    O fluxo de caixa representa a movimentação de entradas e saídas de dinheiro na empresa, ou seja, todas as compras e vendas realizadas no dia. É fundamental que ele seja acompanhado e conferido diariamente para que possíveis deslizes sejam identificados o quanto antes, evitando que a inconsistência vire uma bola de neve no final do mês.

    2. Tenha capital de giro sempre disponível

    O capital de giro é aquela quantia de dinheiro necessária para realizar as atividades do cotidiano da empresa. Se você trabalha com confeitaria, por exemplo, precisa comprar ingredientes, utensílios, embalagens e demais coisas que permitirão a produção dos pedidos. Sem capital de giro, seu negócio pode estagnar, perder boas oportunidades de vendas e até mesmo se envolver em dívidas.

    3. Separe as finanças pessoais da empresa

    A separação das finanças pessoais das finanças da empresa é fundamental para a saúde financeira de ambas as partes. Uma prática indispensável nesse sentido é o pagamento de um pró-labore, que nada mais é do que o seu salário. Ter esse valor definido ajuda a manter um controle maior sobre a separação das finanças.

    Pode parecer uma coisa pequena, mas ter as finanças misturadas impede a visualização da rentabilidade real do negócio e, sem isso, fica muito mais difícil planejar o seu crescimento.

    4. Prepare-se para diferentes cenários

    Um bom planejamento financeiro deve prever diferentes cenários, desde o mais otimista até o mais pessimista. Isso permite que o empreendedor esteja pronto tanto para evitar prejuízos diante de uma situação negativa quanto para aproveitar uma excelente oportunidade que venha a aparecer.

    Gerenciar seu orçamento como um MEI é essencial para o sucesso de qualquer negócio. Ter um plano financeiro que é acompanhado e rigorosamente cumprido, garante que todas as suas necessidades básicas sejam atendidas de forma consistente sem acumular dívidas desnecessárias.

    Além disso, ter controle sobre o orçamento oferece a você uma melhor visão do seu negócio, pois estabelece limites claros entre despesas fixas e variáveis e quantidades disponíveis para gastos. Ao desenvolver esse planejamento financeiro adequadamente, você também pode conseguir reduzir custos operacionais reduzindo aqueles gastos que não são essenciais para o funcionamento do negócio.

    Como vimos, o planejamento financeiro para MEI é muito importante. Com as dicas deste post, você pode implementá-lo e começar a ver os resultados em sua empresa. Se tiver dificuldade em fazer isso sozinho, acesse o Hub Sebrae e conte com a ajuda de nossas soluções especialistas.

  • 7 dicas para você criar um plano de negócios

    7 dicas para você criar um plano de negócios

    Saber como criar um plano de negócios é vital para uma empresa. Em resumo, ele é um documento no qual você deve definir seus objetivos, estratégias e metas. Dessa forma, fornece uma visão clara de como alcançá-los. Outra vantagem é que ele é fundamental para atrair investidores, pois demonstra que a sua empresa tem um plano sólido e bem estruturado.

    O plano de negócios também ajuda a identificar riscos e oportunidades. Assim, possibilita que o gestor trace as estratégias corretas para superar os desafios e aproveitar as situações que se mostrem lucrativas. Ainda, permite que você monitore o progresso da sua empresa e faça ajustes sempre que necessário.

    Quer saber como criar um plano de negócios eficaz? Acompanhe o post e confira o passo a passo!

    1. Defina seu objetivo

    O primeiro passo para elaborar o seu plano de negócios é definir claramente o objetivo da sua empresa. Isso deve ser feito de forma concisa e objetiva, e deve ser algo que possa ser alcançado com sucesso.

    Muitos gestores chamam essa etapa de sumário executivo. Ele é a visão geral do plano como um todo, pois resume os principais pontos, incluindo o objetivo, estratégia, seus diferenciais, principais metas e projeções financeiras.

    Também demonstra a viabilidade do negócio. Por esse motivo, é a parte que os investidores mais analisam para decidir se vale a pena ou não injetar recursos nessa ideia.

    2. Faça uma pesquisa de mercado

    O passo seguinte é fazer uma boa pesquisa sobre o mercado no qual você deseja entrar. Ao buscar informações para essa etapa do plano de negócios, você definirá seu público-alvo e quem será sua persona, que é um personagem semifictício que representa seus clientes.

    Você também deverá identificar quem são seus concorrentes e por que os consumidores os procuram. A ideia não é copiar, mas sim, entender seus pontos fortes e fracos. Desse modo, será mais fácil entender quais diferenciais você deverá ter para conquistar espaço no mercado e se posicionar à frente da concorrência.

    Lembre-se de que quanto mais profunda for sua pesquisa, mais dados você terá para traçar as estratégias, diminuindo significativamente as chances de erros.

    3. Desenvolva sua estratégia

    Depois de definir seu público-alvo e de entender o que seus concorrentes fazem para conquistar os clientes, é hora de desenvolver as estratégias para se destacar no mercado. Para isso, considere também as oportunidades que identificou nas etapas anteriores.

    A melhor forma de começar é identificar as necessidades e expectativas do seu público-alvo. A partir de então, reflita como o seu produto pode ajudar a atendê-lo ou qual produto deve ser feito para isso.

    Também é o momento de decidir pontos como: qual será a localização da sua empresa, quem serão seus fornecedores, qual será seu diferencial (preço, qualidade ou outro fator), que maquinário deverá comprar e de que forma fará isso (se por meio de financiamento ou à vista, por exemplo), quantos funcionários precisará e quais habilidades e competências deverão ter, entre outros pontos.

    Ou seja, se na etapa anterior você definiu onde quer chegar, agora é o momento de traçar os caminhos para chegar até lá.

    4. Trace o plano operacional

    Essa é a etapa na qual você deve descrever de que forma o seu negócio funcionará no dia a dia. Em outras palavras, é um desdobramento do plano estratégico, que é o passo anterior. Por isso, é a parte mais detalhada do seu plano de negócios. Então, crie um passo a passo de como os produtos serão comercializados ou de que forma os serviços serão prestados.

    Defina as atividades que cada funcionário deve realizar e o tempo aproximado para cada tarefa. Para criar um plano operacional eficiente, descreva em detalhes os seguintes pontos:

    • o que fazer;
    • quando fazer;
    • como fazer;
    • quem fará.

    Lembre-se de listar todas as atividades e na ordem em que devem ser realizadas. Isso servirá como um roteiro para os colaboradores e para que você controle os processos.

    5. Crie um plano financeiro

    O plano financeiro é a ferramenta ideal para entender as necessidades financeiras do seu negócio, bem como para planejar como elas serão atendidas. Para desenvolvê-lo, é necessário começar coletando informações sobre as receitas e despesas da sua empresa. Isso inclui projeções de vendas, custos de produção e despesas operacionais.

    A partir dessas informações, é possível criar projeções financeiras, como o fluxo de caixa de demonstração de resultados. Em seguida, é importante estabelecer metas financeiras, como aumentar as receitas ou reduzir determinadas despesas. Vale lembrar que essas metas devem ser mensuráveis e bem definidas, como “aumentar em 12% as vendas em 2 meses”.

    Isso permitirá que você analise se as estratégias adotadas estão gerando o resultado esperado. Além disso, é essencial considerar os riscos e incertezas, estabelecendo um plano de contingência para lidar com essas situações.

    6. Monte um plano de marketing

    O plano de marketing descreve como o cliente conhecerá o seu produto e chegará até você. Ele serve como uma ferramenta para ajudar a entender o mercado, os consumidores e as estratégias para alcançar os objetivos do negócio.

    Sendo assim, é preciso começar com uma análise do mercado e da concorrência. Isso inclui identificar o público-alvo, entender suas necessidades e avaliar de que forma você os atrairá. Com essas informações, é possível criar estratégias e campanhas assertivas para atingi-los.

    É importante também estabelecer um orçamento para o seu plano de marketing e decidir quais métricas utilizará para medir o desempenho das ações.

    7. Implemente o seu plano de negócios

    Por fim, é hora de colocar em prática as ações descritas no seu plano de negócios. Vale ressaltar que esse é um documento que deve ser flexível. Ou seja, ao implementá-lo, é fundamental acompanhar os resultados para verificar se as ações estão dando o resultado esperado ou se é preciso fazer ajustes.

    Mesmo que esteja tendo um bom desempenho, é sempre bom analisá-lo periodicamente, principalmente quando você tem a intenção de expandir o seu negócio.

    Agora que você já sabe como criar um plano de negócios, não deixe de elaborar o da sua empresa seguindo o passo a passo deste post. Afinal, ele permite ver com mais clareza os desafios e as oportunidades que você encontrará pelo caminho. Assim, você poderá tomar medidas antecipadas para minimizar os riscos ou potencializar as situações favoráveis.

    Então, não perca tempo e comece hoje mesmo a caminhar rumo ao sucesso. Conheça o Hub Sebrae e alce voos mais altos!

  • Fique por dentro das 4 tendências de negócios para 2023

    Fique por dentro das 4 tendências de negócios para 2023

    Ficar atento às tendências de negócios hoje em dia é um desafio e uma necessidade, já que o mercado evolui rapidamente. Ou seja, é preciso investir tempo e energia para não perder oportunidades de negócio.

    Afinal, não estar em sintonia com o que há de mais novo pode significar menos eficiência, redução da vantagem competitiva em relação à concorrência e afastamento de clientes. Por outro lado, estar atualizado promove um caminho para o sucesso.

    Mas não se preocupe, com este conteúdo você vai entender a importância de se manter antenado no mercado, como fazer isso na prática e ainda conhecer 4 novidades em que você precisa ficar de olho. Confira!

    Qual é a importância de estar atento às tendências de negócios?

    Uma tendência de negócios é um direcionamento que o mercado está sinalizando como parte do futuro, envolvendo o funcionamento de uma organização ou o interesse de seu público consumidor.

    Por exemplo, a transformação digital já podia ser percebida muito antes de se tornar uma realidade e necessidade dos negócios, devido ao aumento da procura e oferta de serviços online, à preferência dos consumidores por empresas que operam no ambiente digital etc.

    Acompanhar de perto o que está por vir impacta diretamente a gestão do empreendimento, desde o estratégico, que precisa pautar os processos de mudança, até o operacional, que é responsável por realizá-lo.

    Além disso, os resultados corporativos estão cada dia mais atrelados à capacidade de adotar inovações, tanto para encontrar formas de otimizar o trabalho e gerar economia quanto para atender as demandas do público. Desse modo, é importante acompanhá-las para se manter competitivo.

    Quais são as principais tendências de negócios para 2023?

    Pensando em 2023, as tendências de negócios que se destacam estão voltadas à integração de tecnologias no funcionamento das empresas. Confira as 4 principais!

    1. Integração da Inteligência Artificial

    A IA, ou Inteligência Artificial, está sendo usada em cada vez mais processos de negócios. Ela tende a crescer e se expandir tanto em funcionalidades quanto em áreas, tornando-se viável para outros setores do mercado.

    Esses novos avanços devem promover uma integração entre tecnologias e pessoas, para a realização ou a gestão de tarefas com maior eficiência. Um bom exemplo, é a utilização dessa tecnologia pelos buscadores online que completam a digitação do texto para sugerir e melhorar os resultados de pesquisa disponibilizados. Outro exemplo é o chat GPT que constrói textos e responde as dúvidas do seu usuário.

    2. Aprimoramento dos serviços bancários

    As instituições financeiras receberam um empurrão e tanto para modernizar sua infraestrutura digital a partir da criação do Open Banking. Essa proposta facilita o desenvolvimento de soluções e promove a competitividade entre empreendimentos com base nelas.

    Paralelamente, fintechs e até varejos estão facilitando o acesso ao crédito. Portanto, a desburocratização se tornou vital. Nesse cenário, os serviços devem ser aprimorados, tornando-se mais ágeis e personalizados ao colocar a experiência do cliente no centro.

    Desde a melhoria dos aplicativos de internet banking até o PIX fazem parte desse cenário, permitindo que transações aconteçam sem o cliente precisar sair de casa e enfrentar longas filas, por exemplo.

    3. Experiência imersiva

    Falando de experiência, tecnologias de Realidade Aumentada (RA) permitem a imersão das pessoas em ambientes digitais. Se antes elas eram exceção, em 2023, mais negócios devem adotá-las em diversas práticas, como:

    • treinamentos;
    • passeios virtuais;
    • modelos e matrizes digitais de produtos;
    • provadores online.

    Entre os exemplos, um que está encantando o público é ter acesso a itens à venda nesse formato. Como poder visitar apartamentos decorados em prédios ainda em construção por meio de tours virtuais nos sites ou em estandes das imobiliárias, usando realidade aumenta (RA) para isso.

    4. Engajamento no Metaverso

    Redes sociais continuam surgindo e evoluindo, principalmente como instrumentos de marketing. O Metaverso tende a ser a próxima preferência nessa onda. Por se tratar de uma proposta inovadora, em que produtos e experiências virtuais são monetizáveis, investir em ações de engajamento específicas será fundamental para obter resultados.

    Já há empresas aproveitando esse ambiente. Nike, Magalu e lojas Renner são só alguns exemplos de negócios que estão explorando opções ou promovendo eventos para se colocar como pioneiras nesse movimento.

    Como se manter atualizado e implementar tais tendências?

    Estar ciente das tendências de negócios antecipadamente é o primeiro passo para se destacar no mercado. Manter-se informado é importante, mas isso deve ser feito da forma mais qualificada possível, indo além de conteúdos rasos ou achismos.

    Nesse sentido, olhar para o mercado, ouvindo o cliente, e para o ambiente interno, consultando a equipe, é fundamental tanto para perceber quanto para encaixar as novidades ou encontrar novas oportunidades.

    Essas 4 tendências de negócios são só alguns dos exemplos de mudanças e inovações que devem ganhar espaço em 2023. Assim, siga as dicas, mantenha-se atento às novidades e não deixe de procurar opções que têm o potencial de ajudar a sua empresa a ser mais competitiva.

    Aproveite e conte nos comentários qual dessas tendências mais chamou a sua atenção!

  • 9 passos para elaborar o seu planejamento financeiro empresarial

    9 passos para elaborar o seu planejamento financeiro empresarial

    Elaborar um planejamento financeiro empresarial é essencial para qualquer tipo de negócio, seja qual for seu porte ou segmento. Afinal, somente por meio dele é possível alcançar o sucesso e a estabilidade financeira.

    Isso porque ele permite acompanhar as entradas e as saídas de dinheiro, estabelecer metas, prever possíveis desafios e tomar decisões acertadas e estratégicas baseadas em dados concretos.

    Outro ponto importante é que possibilita identificar oportunidades de investimento e otimizar a gestão dos recursos financeiros da sua empresa. Por esse motivo, nós elaboramos um passo a passo detalhado para ajudar você a fazer um planejamento eficaz. Acompanhe!

    1. Faça um diagnóstico financeiro

    O primeiro passo é entender como de fato está a situação financeira da sua empresa. Para isso, é preciso seguir os seguintes passos:

    • colete dados financeiros — reúna informações sobre entradas e saídas de dinheiro, incluindo balanços e fluxo de caixa;
    • analise as demonstrações financeiras — esses documentos contêm informações valiosas sobre a saúde financeira do seu negócio, incluindo contas a pagar e a receber;
    • verifique os indicadores — calcule indicadores importantes como liquidez, endividamento, rentabilidade e solvência.

    Caso você seja autônomo ou MEI e não tenha demonstrações financeiras, reúna todas as informações sobre o seu negócio e organize-as em uma planilha. Isso permitirá que você consiga visualizar e compreender a fundo a saúde financeira da sua empresa.

    2. Entenda seus gastos

    Depois de ter todas as informações em mãos, é hora de focar apenas nas despesas. Analise uma a uma e identifique quais são realmente necessárias e quais podem ser reduzidas. Um dos grandes erros, principalmente dos pequenos negócios, é misturar as contas pessoas físicas com as da empresa.

    Observe todas as contas, incluindo as de energia, luz, plano de celular, fornecedores, aquisição de estoque. Acredite: sempre há como economizar. Aliás, algumas contas podem, até mesmo, ser eliminadas, gerando forte e positivo impacto no orçamento.

    3. Faça uma previsão de resultados

    A etapa seguinte consiste em fazer uma previsão tanto das receitas quanto das despesas. Ela ajuda o gestor a tomar decisões financeiras baseada em dados, alocar recursos de maneira eficiente e ajustar o orçamento se necessário.

    Então, comece fazendo uma análise dos últimos períodos, que podem ser meses ou anos, dependendo do tempo de atividade da sua empresa. Lembre-se de considerar fatores externos que podem afetar as finanças, como mudanças no mercado ou na economia.

    Em seguida, faça uma projeção das vendas com base nos fatores internos e externos. Como fatores internos entendemos o lançamento de um novo produto, a compra de um maquinário para aumentar a produtividade, entre outros pontos.

    Por fim, crie 3 cenários (otimista, pessimista e baseados em tendências) e observe como as finanças do seu negócio são afetadas em cada um deles.

    4. Defina metas financeiras

    Estipular metas e objetivos fornece um norte claro para as decisões financeiras da sua empresa, pois permite alocar os recursos de maneira estratégica. Então, defina objetivos realistas e bem específicos, como “aumentar a receita em 14% em até 3 meses”, “elevar o ticket médio em 10% em até 2 meses” ou “reduzir em 15% as despesas operacionais”.

    Para que os objetivos sejam realistas, você deve levar em consideração o histórico da sua empresa, a situação financeira atual e as condições do mercado.

    Depois, defina as metas, ou seja, as estratégias ou caminhos que deverão ser percorridos para atingir cada um dos objetivos. É preciso detalhar cada passo, delegando funções e estipulando prazos para cada etapa.

    5. Crie um orçamento

    Agora é hora de estipular um orçamento, ou seja, definir um limite para cada categoria de custos ou mesmo para cada área do seu negócio, garantindo que as necessidades da empresa sejam atendidas sem que haja um descontrole ou sem ultrapassar o teto estabelecido.

    Ele pode ser mensal, semestral, anual ou compreender outro tipo de intervalo de tempo. A escolha dependerá do tamanho do seu negócio. Mas lembre-se de quanto mais controle você tiver sobre as finanças da sua empresa, mais bem sucedida ela será.

    6. Elabore um plano de ação

    Nesse ponto, você já tem informações suficientes para elaborar o seu plano de ação, que consiste em fazer um mapeamento completo e detalhado descrevendo todas as ações que deverão ser tomadas para atingir determinado objetivo.

    Além de detalhar o passo a passo, defina um cronograma para cada etapa, divida as tarefas e documente todas as ações para uma avaliação futura.

    7. Monitore os resultados

    Depois de colocar seu planejamento financeiro empresarial em prática, é extremamente importante acompanhar os resultados. Isso permitirá que você entenda o desempenho do seu negócio, isto é, se as ações estão gerando os resultados esperados. Para isso, é importante comparar os resultados com os objetivos e analisar alguns indicadores, como:

    • receita líquida;
    • margem de lucro;
    • liquidez;
    • endividamento;
    • rotatividade de estoque;
    • recebíveis;
    • capital de giro;
    • retorno sobre o patrimônio.

    8. Revise e adapte seu planejamento financeiro empresarial

    Mesmo monitorando os indicadores, é preciso também revisar constantemente seu planejamento. Afinal, pode ser necessário fazer ajustes, como nas projeções ou mesmo nos objetivos. Por isso, tenha em mente que um planejamento é um documento dinâmico e flexível. Ou seja, precisa ser adaptado conforme o desempenho da empresa ou da conjuntura econômica.

    9. Mantenha a disciplina no controle

    Por fim, não deixe de fazer todos os registros a respeito das entradas e saídas de dinheiro da sua empresa. Um dos principais motivos do desequilíbrio financeiro é justamente a falta de controle sobre a movimentação de capital, especialmente o fluxo de caixa.

    Afinal, é a partir dele que você pode obter todas as informações necessárias para manter o controle financeiro da sua empresa e tomar as melhores decisões, pois serão baseadas em dados concretos.

    Como você viu, não é difícil elaborar um planejamento financeiro empresarial. Lembre-se de que ele é vital para a manutenção e crescimento do seu negócio. Além disso, mantenha seu planejamento atualizado, fazendo sempre as adequações necessárias. Desse modo, você conseguirá melhorar a gestão da sua empresa e impulsionar seus resultados.

    Quer se aprofundar no assunto? Então, não deixe de conhecer as soluções que o Hub Sebrae tem para o seu negócio!

  • Crédito para MEI: 3 dicas de como ter acesso

    Crédito para MEI: 3 dicas de como ter acesso

    Linhas de crédito são uma importante fonte de financiamento para empreendedores, pois permitem obter recursos para investir no crescimento do empreendimento sem precisar vender ativos ou comprometer lucros futuros. Além disso, elas permitem obter capital rapidamente, o que é crucial em situações de emergência ou oportunidades de negócios.

    Mas, para isso, é preciso conhecer as opções de crédito para o microempreendedor individual -MEI. Desse modo, você conseguirá escolher aquela com as condições que mais atendem às necessidades e especificidades da sua empresa.

    Acompanhe o post para conhecer quais são as principais modalidades de crédito e como conseguir acessar.

    Quais são as opções de crédito para MEI?

    Assim como outros tipos de linhas de crédito, bancos e instituições financeiras disponibilizam algumas especificamente para microempreendedores individuais. O objetivo é auxiliar no planejamento financeiro, como a utilização para capital de giro, investimentos em materiais e equipamentos ou, ainda, para situações emergenciais.

    A diferença é que as opções de crédito para MEI oferecem benefícios como taxas de juros mais baixas quando comparadas a outras linhas e condições disponíveis no mercado para empresas de outros portes. Desse modo, você consegue reorganizar as finanças ou investir no crescimento do seu negócio.

    Para isso, há diversas opções, como:

    • Crédito Direto ao Microempreendedor — CDM;
    • Microcrédito;
    • financiamento coletivo — crowdfunding;
    • cartões de crédito com limite destinado ao negócio;
    • linhas de crédito específicas para MEI em bancos privados e públicos;
    • Pronampe — Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte;
    • BNDES para Microcrédito.

    Então, como conseguir crédito para MEI?

    Para cada banco e instituição financeira, as opções de recursos são diferentes. Desse modo, para ter acesso ao crédito os empreendedores devem analisar a sua necessidade e condições de pagamento para cada situação. Por isso, é importante seguir algumas dicas. Veja a seguir o que fazer para conseguir acesso à crédito!

    1. Procure um banco de confiança

    O primeiro passo é procurar um banco ou instituição financeira de confiança. O ideal é sempre optar por aqueles de renome no mercado. Também vale a pena fazer uma busca nos sites de reclamações para verificar quais são os principais problemas que os microempreendedores têm enfrentado com aquela instituição.

    Não tenha pressa. Pesquise a fundo. Uma dica muito importante é conversar com outros microempreendedores para obter indicações sobre quais linhas de crédito eles já utilizam e como foi a experiência deles.

    2. Faça simulações

    Depois de encontrar o banco e solicitar as modalidades de crédito para MEI, faça simulações de como elas impactarão seu orçamento. No caso de capital para investimento, também faça projeções de resultado em sua empresa. Por exemplo, se você deseja comprar um maquinário, analise qual é a produtividade esperada com o novo equipamento e calcule a lucratividade da sua empresa.

    3. Reúna a documentação

    O passo seguinte é reunir a documentação necessária. Os documentos solicitados variam de banco para banco, mas, normalmente, eles pedem os seguintes:

    • RG e CPF;
    • comprovante de residência;
    • CNPJ e Certificado de Condição de MEI (CCMEI);
    • dados da conta bancária;
    • comprovante de endereço do estabelecimento comercial.

    Portanto, há diversas opções de crédito para MEI, que são essenciais não apenas para a manutenção como também para o desenvolvimento da sua empresa, visto que há várias modalidades para investimento em maquinário, capital de giro, aquisição de estoque, entre outros. Assim, ao escolher aquela que mais atende aos que seu negócio necessita, certamente você conseguirá impulsionar os resultados.

    Quer mais dicas sobre acesso á serviços financeiros, acesse a nossa página Orienta Crédito.

  • Entenda o que é gestão logística e as suas estratégias

    Entenda o que é gestão logística e as suas estratégias

    A gestão logística é uma área essencial em qualquer tipo de empresa. Afinal, como ela está associada à administração de recursos ligados à produção de insumos e de serviços, ela impacta diretamente na saúde financeira de um negócio.

    Portanto, ao contrário do que muitos gestores imaginam, ela não está relacionada apenas com o transporte de produtos. Para que você entenda tudo sobre o assunto, nós elaboramos este conteúdo completo explicando seu conceito e quais são os seus tipos. Confira!

    O que é gestão logística?

    É área da empresa responsável pela administração dos processos de compra, produção, distribuição e entrega de bens, materiais e informações. Assim, tem como objetivo principal garantir que os produtos cheguem aos clientes da forma mais eficiente e eficaz possível, reduzindo custos e aumentando a satisfação do consumidor.

    Desse modo, é uma atividade que envolve uma série de outras atividades, como planejamento, controle de estoque, transporte, armazenagem, entrega e logística reversa. Então, ao mesmo tempo em que deve assegurar que os produtos sejam produzidos, armazenados e entregues de forma adequada, também deve gerenciar a integração dos diferentes sistemas e processos envolvidos.

    Além disso, também se concentra na identificação de pontos fracos nos processos e na busca por soluções para melhorar a eficiência e competitividade da empresa. Isso inclui o monitoramento de tendências de mercado, implementação de tecnologias e a otimização dos processos de compra e distribuição.

    Por que é preciso investir na gestão logística?

    Como já mencionamos, uma gestão logística eficaz é a chave para o crescimento de uma empresa. Afinal, ela traz uma série de benefícios para o negócio. Os principais são:

    • redução de custos — permite a otimização dos processos de compra, produção, distribuição e entrega, quando feita de forma correta resulta em significativas diminuições de despesas no negócio;
    • aumento da eficiência — garante a eficiência na movimentação e armazenamento de bens, materiais e informações, aumentando a produtividade e a precisão dos processos;
    • satisfação do cliente — permite uma entrega mais rápida e eficiente de produtos, aumentando a satisfação e elevando a taxa de fidelização dos clientes;
    • flexibilidade — possibilita uma adaptação rápida tanto às mudanças no mercado quanto às necessidades dos clientes;
    • melhoria da gestão de estoque — faz com que a gestão de estoques seja mais eficiente, pois evita desperdícios e otimiza o uso dos recursos;
    • melhoria da visibilidade — a gestão logística proporciona uma visão mais clara dos processos de compra, produção, distribuição e entrega, permitindo a identificação de pontos fracos e a implementação de soluções;
    • competitividade — com os benefícios anteriores, a gestão logística aumenta a competitividade da empresa, tornando-a mais forte e capaz de enfrentar desafios e concorrentes.

    Quais são os tipos de gestão logística?

    Poucos sabem, mas a logística se subdivide em algumas categorias para atender a diferentes aspectos da cadeia de suprimentos. No entanto, vale lembrar que todas elas devem estar ligadas para que a gestão seja eficiente. A seguir, conheça seus tipos.

    Logística de produção

    É a área da logística que se concentra na gestão de recursos, materiais e informações relacionados à produção de bens e serviços. Assim, o objetivo é garantir que os materiais e recursos necessários estejam disponíveis na hora certa para a produção.

    Para isso, a logística de produção se baseia em informações sobre o volume de vendas previsto, o tempo de produção e o lead time dos fornecedores, entre outros fatores. Além disso, envolve a gestão da qualidade, a otimização dos processos de produção e a gestão dos recursos humanos envolvidos na produção.

    Então, é parte fundamental da logística, pois influencia diretamente na eficiência da produção e no atendimento às expectativas dos clientes.

    Logística de suprimentos

    Essa área diz respeito à aquisição de materiais e recursos necessários para a produção de bens e serviços. Para isso, inclui a gestão de compras, negociações com fornecedores e a administração de contratos.

    Portanto, deve fazer a seleção de fornecedores confiáveis, a negociação de preços e condições de entrega, gestão de estoques e a resolução de problemas relacionados à carteira de fornecedores, além de monitorar o desempenho deles.

    Logística de distribuição

    Por sua vez, esse tipo de logística foca na gestão do transporte, armazenagem e entrega de bens e serviços aos clientes. Logo, inclui a seleção de transportadores, gestão de estoques em centros de distribuição e a otimização das rotas de entrega.

    Sendo assim, seu objetivo é assegurar que os produtos ou serviços cheguem aos clientes no prazo correto a um custo adequado. Logo, a logística de distribuição envolve a monitoração de níveis de estoque, gestão de contratos com transportadoras, além da gestão de devoluções e reclamações dos clientes.

    Logística reversa

    Por fim, temos a logística reversa, que foca no gerenciamento de resíduos e de devoluções de produtos acabados e materiais de embalagem. Ela envolve a coleta, transporte, tratamento e reciclagem de resíduos, bem como a devolução de produtos não vendidos ou danificados aos fornecedores.

    Como fazer uma gestão logística eficaz?

    Para fazer uma gestão logística eficiente e obter os benefícios que listamos anteriormente, siga os seguintes passos:

    • definição de objetivos — defina claramente os objetivos, incluindo metas para eficiência, qualidade, tempo de entrega e custos;
    • análise de processos — examine os processos atuais e identifique oportunidades de melhorias;
    • seleção de fornecedores — escolha apenas fornecedores confiáveis e qualificados que atendam aos requisitos do seu negócio;
    • planejamento de estoques — planeje os níveis de estoque adequados para garantir a disponibilidade dos produtos e a eficiência no uso dos recursos;
    • gestão de transporte — gerencie o transporte de forma eficiente, incluindo a seleção de transportadoras, otimização de rotas e gestão de contratos;
    • monitoramento e avaliação — acompanhe as métricas e indicadores para analisar os resultados e faça ajustes sempre que necessário;
    • treinamento e capacitação — invista em atualização constante da equipe envolvida na logística para garantir a eficiência e qualidade dos processos.

    Portanto, a gestão de logística tem importância crucial para o sucesso de um negócio. Afinal, é dela que todos os processos da empresa dependem, desde a compra de fornecedores até a entrega aos clientes. Por isso, dê muita atenção a essa área em sua empresa.

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